20 de maio de 2021

FEMINICÍDIO E A INÉRCIA DA SOCIEDADE.


Crimes contra mulher (feminicídio) tem sido notícia comum em nossos meios de comunicação. Na cidade de São Mateus, no Maranhão foi cometido na madrugada do último domingo (16) mais uma vítima foi morta a pauladas dentro de um cemitério.

A polícia conseguiu prender o homem identificado por Carlos Lima, de 21 anos, ele foi preso como principal suspeito de matar Joziele da Silva Sousa, de 22 anos. O acusado afirma que é inocente é que está sendo acusado por ser a última pessoa que foi vista com Joziele.

Ela é praticamente uma irmã pra mim. Nós estávamos bebendo em uma brincadeira, disse ele, ao repórter Ray Lima.

A versão do acusado.

A festa terminou à meia-noite e de lá seguiram para casa de moto, já que ambos residem próximo um do outro. Próximo da casa Joziele, a moto teria estancado e ela pulou da moto e saiu correndo, depois não a vi mais. Só soube no outro dia porque a irmã dela e minha comadre me ligou contando o que aconteceu,  disse o suspeito.

No entanto, a polícia encontrou com Carlos Lima, a bolsa e o celular da jovem. Ele já foi encaminhado Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Bacabal, na BR-316, no Povoado Piratininga.


O caso me fez lembrar que,  após sete dias de julgamento, o biólogo Luis Felipe Manvailer foi condenado a 31 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão pelo homicídio qualificado de sua mulher, a advogada Tatiane Spitzner. O juiz afirmou que a vítima vivia um relacionamento abusivo com Manvailer e considerou como qualificadores do assassinato feminicídio, meio cruel, motivo fútil, além de fraude processual por limpar vestígios de sangue de Tatiane.

 

No caso, as cenas gravadas pelas câmeras de segurança do edifício mostram os momentos que antecederam a morte da advogada, na noite de 22 de julho de 2018. Tatiane foi asfixiada e jogada pela janela do apartamento do casal.  O acusado queria convencer a todos que apenas agrediu a mulher e que esta se jogou do prédio.


No caso de São Mateus do Maranhão, Joziele da Silva Sousa, de 22 anos, foi morta a pauladas, encontrada nua, com o rosto desfigurado e com suspeita de ter sofrido violência sexual. O acusado afirma que saiu com a jovem e, sem qualquer motivo, desceu da sua moto e saiu correndo. Que somente pela manhã tomou conhecimento de sua morte.


A reflexão que precisa ser feita sobre esses casos é sobre a omissão da sociedade em relação à violência doméstica. Sobre como ,mesmo passados 15 anos da Lei Maria da Penha, ainda há quem resista a interferir e pense em não ajudar acreditando que aquela violência está restrita ao foro íntimo e não é um problema de todos.

 

Agressões sexuais devem ser denunciadas, por mais vergonhoso que pareça. O feminicídio é um crime evitável, basta tratá-lo precocemente. Evite a segunda agressão denunciando a primeira, por menor que seja.

 



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