25/01/2026

 

A caminhada de 240 km contra o STF

(Imagem: Mateus Bonom | Reuters)

O domingo marcou o encerramento da caminhada liderada por Nikolas Ferreira contra decisões do STF ligadas ao 8/1 e à prisão de Bolsonaro — uma mobilização que durou sete dias e percorreu 240 km, de Paracatu (MG) até a Praça do Cruzeiro, em Brasília.

No discurso de encerramento, o deputado subiu o tom contra o STF e mirou no presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cobrando a instalação de duas CPMIs: uma para investigar o INSS e outra sobre o caso Master.

Em uma das falas mais fortes, ele citou o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e a esposa de um ministro do STF, dizendo que a manifestação era um “grito de quem não aguenta mais” e pedindo punição para eventuais crimes.

O ato foi convocado com o slogan “Acorda, Brasil”. Em vários momentos, Nikolas disse que os manifestantes tinham a missão de “acordar outras pessoas”.

A caminhada ganhou apoio de nomes da direita, como Carlos Bolsonaro, Marcos do Val, Zé Trovão, Marcel van Hattem e Padre Kelmon, além de ampla repercussão nas redes, com vídeos que passaram de 50 milhões de visualizações.

Já opositores menosprezaram o movimento e afirmaram que a caminhada era apenas uma “cortina de fumaça” para apagar uma suposta ligação de Nikolas com o caso Master.

Bottom-line: O final, porém, foi marcado por tensão. Antes do discurso, um raio atingiu manifestantes em meio a uma forte chuva. Ao todo, 72 pessoas foram atendidas e 29 levadas a hospitais.

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