No finalnde semana não tinha outro assunto nas rodas de política da ilha que não fosse a conversa do governador Brandão, com o vice Camarão, mas a recente tentativa de diálogo não resultou em nenhum avanço concreto.
A conversa aconteceu por meio de troca de mensagens, após orientação da direção nacional do PT, mas terminou sem acordo e deixou ainda mais clara a distância política entre os dois.
Durante o contato, voltou à mesa a possibilidade de Felipe Camarão renunciar ao cargo de vice-governador para disputar outro mandato nas eleições deste ano.
A proposta, no entanto, foi rejeitada imediatamente. Camarão reafirmou que não pretende abrir mão do cargo e que pode disputar cargos eletivos sem necessidade de renúncia, mantendo sua posição dentro do atual mandato. Ou seja, o pedido de renúncia não é proposta decente.
Do outro lado, Brandão segue calculando cada passo para viabilizar seu sobrinho Orleans Brandão, como sucessor de sua cadeira.
Uma coisa é certa: se Brandão sair para disputar o Senado, quem senta na cadeira é Camarão. Simples assim. E é aí que o clima fica estranho. Surgem ideias mirabolantes, conversas por mensagem, ligação que não vira reunião, promessa que não anda. Muito barulho, pouca conclusão. Tudo no “vamos ver”, no “depois a gente conversa”, no clássico empurra-empurra da política.

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