Brasil tem maior proporção de advogados por habitantes no mundo
O Brasil é o país que tem a maior proporção de advogados por habitante, com um profissional a cada 164 pessoas.
O número total é de 1,3 milhão de advogados no país, o mesmo que nos Estados Unidos, que têm população de 329,5 milhões, enquanto o Brasil tem 212,7 milhões.
Em números absolutos, perde para a Índia, com 2 milhões, mas com proporção bem maior, de um advogado para cerca de 700 cidadãos.
De acordo com Leandro Piccino, ex-presidente da OAB/São Bernardo do Campo e atual presidente do conselho deliberativo da OAB/Prev-SP, os números são assustadores.
"Mas nem todos os inscritos estão de fato atuando. Muitas vezes a pessoa passa no exame da Ordem, tem a inscrição, é advogado, mas decide por outra atividade", afirma.
Ele destaca a importância do exame da OAB, prova necessária para obter a inscrição na Ordem.
"Esse mecanismo é responsável pelo fato de não vivermos um caos na advocacia, já que tem histórico de menos de 20% de aprovação", acrescenta.
Ainda assim, o país produz cerca de 140 mil novos profissionais a cada ano, muito devido ao grande número de cursos de direito que surgiram recentemente, nos últimos dez anos.
Por Vinicius Primazzi*, do R7
*Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Lúcia Vinhas.
Foto: Amo Direito
Opinião
Por Rogério Alves
É certo que o excesso enfraquece a profissão, que exerce função pública, apesar de a atividade ser privada.
A solução, porém, não é fácil, nem no curto nem no longo prazo. Eu vou repetir aqui as sabias palavras do vice presidente da OAB - SP:
“A solução ideal é reduzir cursos de direito. Estamos falando de fechar faculdades, porque um curso universitário vende cursos e esperanças que não vão se concretizar. São famílias que investem tempo e dinheiro em expectativas que serão frustradas”.
Fechar uma faculdade não é tarefa simples e depende do aval do Ministério da Educação, que tem padrões de qualidade e requisitos estabelecidos para o funcionamento das universidades, o que dificulta a solução apresentada.
Mas se não fechar, a profissão vai se deteriorar, até peder totalmente a credibilidade e restarem apenas os mercadores do direito.


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