Este blog tem por objetivo apresentar fatos sob a ótica de seu idealizador, permitindo a todos um espaço para livre manifestação de pensamento.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Por Simplício Araújo* 

 O Populismo é hoje o grande fenômeno político da atualidade. Pela primeira vez na história do mundo vários países são atingidos por uma mesma onda; o populismo se tornou nos dias de hoje quase global. 

Além de Trump, nos EUA, temos Bolsonaro por aqui, Vladimir Putin na Rússia. O fenômeno ainda se repete nas Filipinas, Escandinávia, Itália e casos extremos como o da França, onde temos a esquerda La France Insoumise com Jean-Luc Mélenchon versus a extrema-direita com a filha de Jean-Marie Le Pen, Marine Le Pen pela Frente Nacional (Rassemblement National). Também existem similaridades nos discursos e posições defendidas pela direita populista e a direita na Suiça, Polônia e Holanda, Turquia além de muitos países do norte, do sul, do leste e do oeste. 

Estamos vivendo o quarto movimento de uma onda que vai e volta desde o século XIX, tendo conseguido sobreviver às três primeiras. Sempre com a mesma retórica, Governantes populistas geralmente usam bodes expiatórios e teorias conspiratórias ao explicar as dificuldades que os países passam, ao mesmo tempo em que se vendem à população como salvadores da pátria. A mais dramática dessas ondas aconteceu entre as duas guerras mundiais com o advento do fascismo e do nazismo. As outras três ondas aconteceram ao fim do século XIX, com a grande depressão capitalista que deteriorou o crescimento e a prosperidade que a Europa havia desenvolvido desde o começo da baixa idade media e trazendo a “peste negra”, a “grande fome” e as guerras com a de “cem anos”. A segunda onda de populismo, que foi a mais danosa para o mundo, entre as duas guerras, e a terceira, em alguns países, após a segunda guerra mundial entre 1939 e 1945. A estrutura conceitual do populismo tem sido formada pelos perdedores e ganhadores da globalização. A globalização trouxe muitas vantagens econômicas e retirou milhões de pessoas da extrema pobreza, especialmente em países pobres. No entanto, mesmo com o lado positivo, existem os que são fortemente atingidos, perdendo posições e que querem o seu mundo (totalmente fechado) de volta. A globalização e o populismo são como água e fogo. Contradição que se tornou gigantesco desafio atual, pois em não havendo possibilidade de coexistirem juntos, prejudica a globalização e leva o populismo ao seu maior impasse, ou seja, a incapacidade de gerir a política. 

 A esquerda em âmbito global falhou ao não saber oferecer um caminho moderno e saudável para a globalização, com isso todo o debate foi arrastado de suas mãos pelas direitas globalizada e liberal ou pela direita nacionalista e hostil à globalização.

 A esquerda em todos os lugares do mundo, ficou a “ver a banda passar”. 

 O populismo não representa um regime nem uma doutrina, mas uma situação, geralmente oriunda de crise profunda, de falta de confiança na relação entre o povo e as instituições públicas. Esta degradação na relação impulsiona à uma espécie de formula de resposta global, com a personalização de um “salvador da pátria”, mobilização da população e forte disseminação em massa de informações. Claro que após essa “receita de bolo” em âmbito global, os caminhos em cada nação são enormemente diferentes, ainda que todos mantenham em comum o erro de exagerar o peso da nação no contexto da globalização, como apontam diversos pensadores e economistas.

 O distanciamento entre o povo e as instituições é justificado pelo consolidado sentimento de que elas não funcionam democraticamente, que são ineficientes ou incapazes de prover a sociedade com serviços básicos como saúde e proteção. Decorre de uma critica global as elites, políticos e instituições. Movido pelo mesmo sentimento em qualquer lugar do planeta, o medo. 

 No Brasil, não preciso alongar este texto enumerando quais medos tomam contam da sociedade e quais frustrações alimentam a onda de populismo que começa a se instalar no país. O governo populista de Bolsonaro foi eleito para fornecer respostas a diversos gargalos que a crise econômica, política, moral e de toda espécie impuseram ao país. Reformas políticas, tributarias, previdenciárias, no judiciário e tantas outras são necessárias e urgentes, no entanto, parece que o atual governo já perde importante vantagem no credito perante a população para propor algumas delas. 

 A fragilidade de uma base partidária “formada nas cochas”, o caso “Queiroz” e a total falta de experiência administrativa e política da equipe tem sido um alarme preocupante que aponta para um desastre sem precedentes numa gestão federal.

 A falta de experiência, o salto alto de alguns ministros, de militares e da própria família do Presidente fazem com que as negociações das importantes medidas fortaleçam o toma-lá-dá-cá no congresso, podendo levar em breve à população o sentimento de que se trocou seis não por meia dúzia, mas por quase nada. Até aqui o governo só produz blá-blá-blá e divergências internas. Nenhuma outra proposição além da reforma previdenciária deixada pelo governo Temer, chegou ao congresso ou é de conhecimento da população. 

 A única atitude até o momento que marca o governo populista de Bolsonaro é a “militarização” de ministério e pastas importantes. Não se tem anúncios ou decisões concretas sobre as causas que levaram o Presidente ao poder, como combate a violência, ao desemprego, caos nas estradas, na saúde e o paquiderme histórico da burocracia que irrita o brasileiro e afasta investidores. O que alimenta e dá sobrevida a qualquer governo populista é sua capacidade de dialogar com as massas, esse dialogo foi alimentado pelo medo comum que nos assusta a todos, mas doravante é necessário que seja sustentado pelas propostas para a resolução dos problemas, não estamos mais em campanha, já são quase sessenta dias de governo.

 A reforma da previdência será uma importante demonstração de capacidade política e de gestão para a virada política que precisamos. Se o governo Federal se render as negociatas do Congresso na votação, pois as declarações de Rodrigo Maia, Presidente da Câmara, apontaram claramente para isso, estaremos todos assistindo a vitória da política atrasada e carcomida jogando fora uma grande oportunidade de garantir a saúde financeira de diversos estados brasileiros e devolver ao país a capacidade de voltar a crescer, comprovando com isso também o primeiro fracasso do governo populista de Bolsonaro. Fracasso que já é trilhado por boa parte da esquerda, alguns que além de não compreender a onda, insistem em surfar “na maionese” ao se agarrar no passado, quando deviam apresentar uma nova proposta, com novos caminhos e novos nomes. Para a retomada do crescimento e segurança social que todos almejam.

 *Suplente de deputado federal e secretário de Indústria e Comércio do Maranhão  

domingo, 17 de fevereiro de 2019

PROPOSTAS PARA ENQUADRAR O JUDICIÁRIO.

O termo “enquadrar” soa policialesco e pode levar a uma defesa corporativista por parte dos juízes, desembargadores e ministros, mas a verdade é que muitas dessas ideias 💡  são defendidas pelos próprios magistrados que querem um judiciário sério.


l ‘CPI da Toga’
Parlamentares pretendem desengavetar a proposta de criação da  “CPI da Toga”, para investigar “possíveis excessos” cometidos por tribunais superiores.

l PEC da Bengala
Deputada quer revogar a PEC da Bengala, que elevou de 70 para 75 anos a aposentadoria no STF.  Com isso, Bolsonaro indicaria 4 ministros da Corte, não 2.

l Abuso de autoridade
Aprovado em 2017 no Senado, texto prevê mais de 30 crimes de abuso – entre eles, o de decretar condução coercitiva sem prévia intimação e o de dar “carteirada”.

l Foro de juízes
Parlamentares defendem o fim do foro privilegiado para integrantes do Poder Judiciário. Hoje, desembargadores e juízes mantêm a prerrogativa.

l Fim dos ‘penduricalhos’

Projeto de lei que regulamenta o teto remuneratório do funcionalismo mira benefícios, como auxílio-moradia e jetons.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Vou usar seu blog pra lhe fazer uma pergunta! Sobre o Ministério Público.


Porque o ministério público não investiga esse descaso que vem se arrastando ao longo do tempo em nossa cidade? 

Resposta do


Os representantes do MP, em sua grande maioria, são funcionários públicos do tempo em que se pendurava o paletó na cadeira no início do expediente, saia para dar uma voltinha é somente voltavam no final do expediente para pegar o paletó. 

Infelizmente, juízes e promotores não moram em suas Comarcas e não possuem vínculos com as cidades que trabalham. Não convivem, portanto, com o problemas diários da comunidade, porque não pertencem a ela. 


Obs. Caso queiram a opinião do blog sobre um assunto é só mandar sua pergunta através de um comentário.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

VEM AÍ A CPI DA LAVA TOGA.

Em tempos de mudança, o que ainda resiste intocado é o Pode Judiciário, apesar de cada brasileiro ter uma história de um juiz corrupto ou de uma compra de sentença. 
O congresso tenta abrir a CPI da LAVA TOGA, mas em um encontro que não constava em sua agenda oficial de compromissos, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tentou ontem conter um princípio de crise e assegurou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que o Planalto não quer atrito com o Judiciário. (Não quer atrito, significa: protege o Flávio Bolsonaro que eu protejo vocês).

Horas depois da reunião entre os dois, porém, o Congresso deu mostras de que a ofensiva para “enquadrar” os magistrados vai continuar. 

Senadores ameaçavam até desengavetar a chamada “CPI da Lava Toga”, um dia depois de ela ter sido arquivada.

Cá entre nós, para esse país começar a pensar em moralidade, não dá pra continuar a jogar a sujeira para debaixo do tapete.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019


Como lidar com a sexualidade
(e a sexualização) das crianças 


Olhe a imagem acima e seja sincera: quantos anos tem a menina da foto?

Tenho quase certeza que você vai se espantar ao saber que ela tem 12 anos. Parece mais velha, não é mesmo?

Gabriella Severino é conhecida como MC Melody. Na última semana, ela virou notícia depois que o youtuber Felipe Neto retirou de seu canal um vídeo da artista, alegando que Gabriella estava sendo sexualizada pelo pai e empresário.

Conhecido como Belinho, ele rebateu o youtuber e afirmou ao jornal "Extra" que não tem a intenção de sexualizar a filha.  E agora?

A sexualização de crianças é tema antigo, tratado pela teoria psicanalítica e, no Brasil, já colocou na berlinda as mais famosas apresentadoras de programas infantis. Tenho certeza que você  se lembra desses episódios.

Aliás, em 2015, o Ministério Público de São Paulo investigou o apelo sexual de MCs crianças e adolescentes. MC Melody era uma delas. Tinha 8 anos na época.

Em entrevista à jornalista Paula Ferreira, a psicóloga Luciana Nunes afirma que a sexualização tem, sim, impacto na formação da identidade das crianças. Uma leitura esclarecedora para todos nós.

Sexualidade, questões de gênero, feminismo e uma série de outros assuntos densos podem ser tratados com as crianças. A questão é o modo de fazer.

Já pensou que um desenho animado pode ajudar o seu filho a desvendar esses temas de forma sutil? Damos quatro ótimas dicas aqui.

E você, observa o desenvolvimento da sexualidade nas suas crianças?
RENATA IZAAL, EDITORA

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Bolsonaro e Edvan não gostam da imprensa. 

O presidente acredita, equivocadamente, que as redes sociais são a bola da vez. Não percebe que agenda pública continua sendo determinada pelas empresas jornalísticas tradicionais. 

O que você conversa com os amigos, goste ou não, foi sussurrado por uma pauta de jornal. As redes sociais reverberam, multiplicam, mas o pontapé inicial é dado por um repórter. 

Essa realidade só não vale para Bacabal, que apesar de possuir 5 canais de televisão locais, se limitam a reproduzir os blogues, principalmente o do Sérgio Matias  ou do Abel Carvalho.

Comparando Bolsonaro a Edvan, o primeiro precisa conversar com a mídia e o segundo precisa conviver com as redes sociais e tratar a imprensa sem aliciamento dos profissionais.

As críticas aos governantes, mesmo injustas, fazem parte do jogo. Não é possível recriar uma versão indesejável do “nós contra eles”.  Quem critica não é necessariamente adversário.

Não é bom para o País, não é bom para Bacabal, Mas a imprensa nacional reconheçamos, está uma arara com o estilo agressivo do presidente, e a local está tendenciosa em razão dos contratos vultuosos.

Por isso tem  sido exagerada e superficial  no seu olhar crítico ao governo.

A credibilidade não combina com a leviandade.  Só há uma receita duradoura: ética, profissionalismo e talento. O leitor, cada vez mais crítico e exigente, quer informação substantiva.

domingo, 10 de fevereiro de 2019


PRIMEIRA PENCA DE CADÁVERES DE MORO 1: 

Pacote proposto por ministro da Justiça nem foi aprovado, mas já disse no Rio a que veio



Neste post e em outros, a imagem de Moro está sobreposta à foto de autoria de Pilar Olivares, da Reuters. O sangue se espalha no chão da casa em que 14 pessoas foram mortas pela Polícia. Do modo como ministro quer o Código Penal, isso pode virar só uma rotina aborrecida 

O pacote de Sérgio Moro ainda nem foi aprovado, mas já produz seus primeiros cadáveres. 

Sim, é verdade! 

O presidente Jair Bolsonaro prometeu “direitos humanos para humanos direitos”. Wilson Witzel, o governador do Rio, anunciou o tiro “na cabecinha”. Estupidez e retórica brutalista. Mas quem deu verniz à barbárie foi mesmo o novo ministro da Justiça, com seu particularíssimo entendimento do que venha a ser legitima defesa, excesso e ação preventiva. 

Durante mais de quatro anos — desde o início da Lava Jato —, chamei a atenção dos meus colegas de imprensa para a retórica ambígua de Moro em matéria de cumprimento de lei e para o viés autoritário do seu modo de fazer justiça. Alertei que havia ali algo vizinho, senão ele mesmo, de um projeto político. 

Arquei com as consequências da crítica — mormente porque todos sabem que não pertenço à igreja petista nem sou da esquerda. Faziam, então, uma pergunta surda: “Se esse cara escreveu e escreve o que se sabe sobre o PT, por que a crítica a Moro e à Lava Jato? Eles têm um lado bom: combatem a corrupção”. A minha resposta era e é óbvia: o ex-juiz, agora ministro, não está nem aí para a lei. 

Quanto à questão política, bem… Acho que posso dispensar-me de explicitar o óbvio. 

O governo Witzel já entregou a sua primeira penca de carne preta, a mais barata do mercado. Vem muito mais por aí. Todos trazem a marca simbólica da “Lei Moro”, mesmo sem a aprovação do Congresso, que se pode dar como certa.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

CADÊ O A💲FALTO QUE TAVA AQUI ?

Empreiteira envolvida no escândalo ganha contrato de asfalto na prefeitura de Bacabal. 

 A empresa de propriedade do empresario José Lauro de castro Moura  - Enciza Engenharia Civil Ltda, localizada em São Luís, firmou um contrato com a prefeitura de Bacabal comandada por Edvan Brandão (PSC.)

 Segundo foi publicado no Diário Oficial, o acordo contratual prevê a execução de serviços de pavimentação asfáltica de ruas e avenidas da cidade.

 A construtora vai faturar R$ 3.150.476,28 (tres milhões cento e cinquenta mil quatrocentos e setenta e seis reais e vinte e oito centavos) com a obra. O contrato foi assinado no dia 28 de setembro pelo secretário de Obras e Urbanismo, Carlos Jorge Santos Silva, e a vigência é de apenas 4 meses. 

 Alguém sabe me dizer onde está o asfalto dessa obra?  
Acho que não chegou em Bacabal. 

Com a palavra o senhor prefeito (ou quem quer que fale em seu lugar). 

A Enciza Engenharia Civil Ltda, tem um histórico bastante conhecido por ter sido envolvida no escândalo que botou o ex governador do Maranhão José Reinaldo Tavares na cadeia pela Operação “Navalha”, por conta das irregularidades na aplicação de recursos públicos, caso que ficou conhecido no país inteiro como “Estradas Fantasmas”. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

🅾️ nome e o papel de cada um.



"De ordinário ninguém corresponde ao nome que recebeu na pia."  
Machado de Assis
É curioso pensar nos nomes importantes e ver a pouca importância que seus titulares dão ao seu significado.




Brandão: Significa “fogo”, “iluminado”, mas o novo parece que entrou nas trevas desde que  assumiu a prefeitura de Bacabal. 

Não consegue agradar os amigos, não consegue o respeito de seus adversários e, por fim, não consegue aquecer os anseios do povo. 

O fogo está quase apagodo na sombra de assessores pífios que comandam a prefeitura em seu lugar.


Roberto: Significa “aquele que a glória tornou famoso” ou “famoso e glorioso”. 

O nosso Roberto Costa parece que se embriagou na fama e esqueceu de ser glorioso. 

Deputado conformado em fazer críticas na assembleia, sem qualquer proposta  que possa tirar nossa cidade da lama em que se encontra.
O escritor Machado de Assis tinha razão, pois ninguém corresponde ao nome que recebeu no batismo. 

Rogério: Significa "famoso com a lança" e a minha lança é a palavra escrita.