29/03/2026

NAUFRÁGIO E MORTE EM LAGO VERDE

 

Naufrágio em Lago Verde deixa dois mortos e uma adolescente desaparecida

Canoa transportava 13 pessoas para uma festa na zona rural; Corpo de Bombeiros e SAMU realizam buscas no povoado São Constâncio.

Imirante.com


Canoa naufragou em lago no município de Lago Verde. (Foto: Antônio Filho / Mirante News FM)

LAGO VERDE - Duas pessoas morreram e uma adolescente está desaparecida após o naufrágio de uma canoa na manhã deste sábado (28), em um lago no povoado São Constâncio, localizado na zona rural do município de Lago Verde, a 287 km de São Luís.

De acordo com informações preliminares, a canoa apresentava superlotação, transportando 13 pessoas, incluindo cinco crianças.

O grupo estava a caminho de um evento em um povoado no município de Olho d'Água das Cunhãs, por volta das 5h da manhã, quando a canoa virou no meio do lago. Algumas pessoas conseguiram se salvar, mas outras acabaram se afogando.

As vítimas fatais confirmadas pelas autoridades são Steffany Gabrielle dos Santos, de 14 anos, e o pequeno José Arthur Mesquita Souza, de apenas 4 anos. As circunstâncias do afogamento serão investigadas pelas autoridades.

Steffany Gabrielle dos Santos, de 14 anos, e José Arthur Mesquita Souza, de 4 anos, morreram em naufrágio de canoa em Lago Verde.
Steffany Gabrielle dos Santos, de 14 anos, e José Arthur Mesquita Souza, de 4 anos, morreram em naufrágio de canoa em Lago Verde.

Mobilização para buscas após naufrágio em Lago Verde

Uma terceira ocupante da canoa, identificada como Samira Santos Silva, de 13 anos, permanece desaparecida nas águas do lago. O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) coordena os trabalhos de busca e salvamento na área.

Samira Santos Silva, de 13 anos, está desaparecida após naufrágio em Lago Verde. (Foto: Arquivo Pessoal)
Samira Santos Silva, de 13 anos, está desaparecida após naufrágio em Lago Verde. (Foto: Arquivo Pessoal)

Além dos Bombeiros, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e da Defesa Civil foram deslocadas para o local para prestar assistência imediata aos envolvidos na tragédia. O trabalho de resgate conta ainda com o apoio de moradores da comunidade.

A Prefeitura de Lago Verde lamentou a tragédia por meio de nota e informou que as buscas foram suspensas no início da noite deste sábado (28), com previsão de retomada nas primeiras horas deste domingo (29).

Confira a nota da Prefeitura de Lago Verde

"Estamos todos abalados, vivendo momentos de muita tristeza. No povoado Constâncio, uma canoa virou no lago: duas crianças perderam a vida e uma terceira está desaparecida.

Acionamos o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Polícia Militar. Estamos todos trabalhando juntos nas buscas, e a Prefeitura está dando todo o apoio necessário às famílias.

Nossos sentimentos às famílias envolvidas. Vamos seguir acompanhando de perto, com empenho e fé na misericórdia divina."

Assista ao vídeo com imagens da canoa que naufragou em Lago Verde


 

NÃO CAIA NO GOLPE DO FALSO ADVOGADO.

VEJA O VÍDEO 📹

ASSISTA O VÍDEO ATÉ O FINAL.

É uma vergonha que a gente tenha juízes e promotores que persegue servidor público que trabalha 3 turnos, em 3 matrículas, quando eles ganhavam todos esses benefícios acumulados.

VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA.

VEJA O VÍDEO 📹

CURTA MÚSICAL

70 anos de Zizi Possi.

🎙 Gravado por: Rádio Senado

Hoje, celebramos os 70 anos de Zizi Possi, cantora de voz cristalina e técnica impecável, considerada uma das maiores intérpretes da música brasileira.

Nesta homenagem do Curta Musical, vamos conferir a história e os grandes sucessos de Zizi Possi e ainda ouvi-la na música Asa Morena, de 1982.

CHEGOU O NOVO CAÇA BRASILEIRO

 

Brasil reforça sua defesa aérea e anuncia a chegada do Gripen f-39E, o avião mais potente do país

O Brasil deu mais um passo no processo de modernização de sua defesa aérea com a apresentação do primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido em território nacional. 

A cerimônia ocorreu nesta quarta-feira (25), no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto, e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

28/03/2026

Bairro José Liboa pede socorro ao prefeito Roberto Costa

O que é a Operação Southern Seas❓️

A Operação Southern Seas é um exercício naval anual realizado pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) desde 2007, focado em fortalecer parcerias com marinhas da América do Sul. 

Envolve o deslocamento de um grupo de batalha, geralmente liderado por um porta-aviões, para realizar treinamentos conjuntos, interoperabilidade e visitas portuárias.

O objetivo da operação é ampliar a segurança marítima, treinar operações combinadas (tiro, voo, carga) e combater ameaças comuns no Hemisfério Ocidental.

A Operação inclui exercícios de cross deck (pouso de aeronaves brasileiras em navios americanos), tiro naval, e voos de qualificação de pouso a bordo.

TEM NAViO DE GUERRA AMERICANO VINDO PARA O BRASIL

 O porta-aviões USS Nimitz (CVN-68), o navio nuclear mais antigo em operação no mundo, está a caminho do Brasil. 

O porta-aviões USS Nimitz, o mais antigo em atividade no mundo, fará parada confirmada no Brasil como parte da operação Southern Seas 2026, acompanhado pelo destróier USS Gridley e por uma ala aérea com caças Super Hornet e helicópteros Seahawk durante a circunavegação do continente sul-americano.


A embarcação da Marinha dos Estados Unidos fará uma parada confirmada no país como parte da operação Southern Seas 2026, conduzida pelas Forças Navais do Comando Sul dos EUA e pela 4ª Frota americana. 


A missão inclui a circunavegação completa do continente sul-americano com exercícios conjuntos envolvendo forças navais de dez países parceiros, entre eles Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai.

Para quem gosta de teoria da conspiração ou quer ver um ataque do Trump ao Brasil taí uma boa oportunidade de espalhar o terror na Internet, mas se você é ponderado e lúcido, pode ficar tranquilo, essa é uma operação de rotina.




27/03/2026

HISTÓRIA DA VIDA REAL.

O tribunal do Júri de Belo Horizonte/MG absolveu mãe acusada de mutilar o pênis e matar homem.

Érica Pereira da Silveira Vicente era acusada pela morte de Everton Amaro da Silva. Ela havia sido pronunciada pela Justiça mineira pelos crimes de homicídio qualificado, corrupção de menor e destruição de cadáver.

O crime ocorreu em 11/3/25, em Belo Horizonte, e a vítima era um homem que mantinham um relacionamento, com Erica.

Então porque ela foi absolvida ?

Segundo a acusação, após flagrar seu companheiro  em comportamento inadequado com a filha, menor de 11 anos, a mulher teria dopado Everton com clonazepam. Após ele adormecer, iniciou as agressões, utilizando faca e um pedaço de madeira.  Érica mutilou o órgão genital do homem enquanto ele ainda estava vivo e ela não fez isso sozinha. A denúncia também apontou que um adolescente teria sido chamado para ajudar a conduzir Everton até uma área de mata, onde as agressões continuaram. Posteriormente, Érica ateou fogo no corpo.

Para a acusação, o crime foi cometido por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, mas a defesa de Érica foi diferente. Em interrogatório no Júri ela apresentou uma versão distinta.

Disse que conhecia Everton desde a infância e que ele frequentava sua casa. Relatou que, duas semanas antes do fato, teria descoberto mensagens de teor sexual enviadas por ele à sua filha, então com 11 anos. Relata que na madrugada de 11/3/25,  teria acordado com gritos e encontrado o homem sobre a criança, com a calça abaixada, tentando impedir que ela gritasse. Que no calor do momento, reagiu ao que teria presenciado, utilizando uma faca para atingir a vítima. Em seguida, com a ajuda de um jovem que entrou na residência após ouvir o barulho, levou o corpo para uma área de mata, onde foi incendiado.

O Júri entendeu pela absolvição acatando a tese de defesa que pediu a liberdade da ré, com base na legítima defesa de terceiro. 

E você, achou justa a decisão do Júri de Belo Horizonte? 


Fonte: Migalhas 

 


Aprovada no Senado a criminalização da misoginia.

O Senado aprovou nesta terça-feria (24) o projeto (PL 896/2023) que passa a crimininalizar a misoginia, conduta caracterizada pela exteriorização do ódio ou aversão às mulheres. 

Pelo texto, estarão sujeitas a essas regras, por exemplo, a injúria ou ofensa à dignidade ou ao decoro em razão de misoginia e a prática, indução ou incitação à discriminação ou preconceito por razões misóginas. 

problema vai ser avaliar o que é uma crítica pessoal, não ilícita, de um discurso de ódio ou de aversão a mulher. Como evitar que haja abuso nas denuncias ou uso indevido do tipo penal ? 

Pelo texto, estarão sujeitas a essas regras, por exemplo, a injúria ou ofensa à dignidade ou ao decoro em razão de misoginia, com reclusão de dois a cinco anos, além de multa, e a prática, indução ou incitação à discriminação ou preconceito por razões misóginas, com pena de um a três anos de reclusão, e multa. 

A proposta segue agora para análise da Câmara dos Deputados e precisa ser tratada com muito cuidado.

A relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, a senadora Soraya Thronicke, do Podemos de Mato Grosso do Sul, afirmou que o texto reforça o enfrentamento a grupos que buscam, especialmente na internet, afirmar a supremacia biológica, física e intelectual dos homens sobre as mulheres. 

Ouça a entrevista👇


RUBINI NO CONSELHÃO DE LULA

 

26/03/2026

CAMARÃO RESPONDEU.

ATÉ QUE ENFIM UMA REPOSTA FORTE DO VICE GOVERNADOR.

VEJA O VÍDEO 📹

BRASIL PERDE PARA FRANÇA

Em uma partida de muita diferença técnica o Brasil perdeu para a França por 2 x 1 com uma aula de futebol coletivo da seleção francesa e um show de talento individual de Mbapé.



Atualização às 19.29 hs


Escalação do Brasil: Ancelotti observa Ibañez ao lado de Léo Pereira para pegar a França

Zagueiro do Al Ahli começa atividade pelo segundo dia consecutivo entre os titulares e é o favorito para partida em Boston. Ataque tem Martinelli e Cunha ao lado de Vini e Raphinha.

A bola rola para Brasil x França às 17h (de Brasília) no Gillette Stadium, em Foxborough. Globo, sportv e getv transmitem ao vivo.

Fonte: GE

SUJEIRA E FALTA DE INFRAESTRUTURA EM BACABAL

Não fosse o jornalismo independente do repórter Ray Lima, a imprensa de Bacabal não divulgaria o sofrimento do povo.

As redes sociais e os grandes sites de notícias locais são alinhadas ao governo de Roberto Costa e apenas reproduzem o material da assessoria ou a propaganda pessoal das redes sociais do prefeito.

Um exemplo do descaso é a Vila Coelho, em Bacabal 

Moradores denunciam a interdição parcial da rua São Raimundo, onde um pedaço de madeira foi colocado dentro de um bueiro para sinalizar o problema. 

No local, bueiros transbordam, jogando fezes pelo meio da rua, situação que piora em dias de chuva.

No cruzamento com a rua Duque de Caxias, um enorme buraco também tem causado transtornos a motoristas e pedestres. 

A população cobra providências da Secretaria de Obras, que já tem conhecimento do problema, mas ainda não realizou melhorias. 

E o prefeito, o que diz ? 

Veja o vídeo da denúncia 📹

                 

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

 Você precisa ouvir esse recado👇

HOJE TAMBÉM TEM F1

De volta após uma semana de pausa, a Fórmula 1 desembarca na "Terra do Sol Nascente" para o GP do Japão. 

Depois da inédita vitória de Kimi Antonelli na China, o Circuito de Suzuka - famoso por coroar campeões ao longo da história - será o palco da terceira etapa do calendário de 2026

O ge acompanha a etapa e todo o final de semana em tempo real.

Na quinta-feira, a partir das 23h30, você acompanha ao vivo o primeiro e o segundo treino livre do GP do Japão no sportv3. A transmissão do terceiro treino livre acontece sexta-feira, às 23h30. Na madrugada de sexta para sábado, às 03h, o sportv3 e a TV Globo exibem a classificação para a corrida. O GP do Japão acontece na madrugada de sábado para domingo, a partir das 02h, com transmissão ao vivo do sportv3 e da TV Globo.

CASO MÁRCIA.

QUANDO A PALAVRA VIRA PROVA: O RISCO DA INJUSTIÇA NOS CASOS DA LEI MARIA DA PENHA

A história de Edivaldo e Márcia, na cidade de Bacabal, expõe uma das faces mais delicadas — e perigosas — do sistema de justiça brasileiro: o momento em que a palavra de uma pessoa passa a ter força suficiente para restringir a liberdade de outra.

Não se trata de negar a importância da Lei Maria da Penha. Ao contrário. A legislação nasceu como resposta a uma realidade brutal: milhares de mulheres vítimas de violência doméstica, muitas vezes silenciadas dentro de suas próprias casas, sem testemunhas, sem provas materiais e sem proteção do Estado.

Foi nesse contexto que o Judiciário brasileiro passou a reconhecer um princípio importante: em determinados casos, especialmente nos crimes de violência doméstica e sexual, a palavra da vítima possui especial relevância probatória.

E isso faz sentido.

A maioria desses crimes acontece longe dos olhos do público. Exigir prova plena, testemunhal ou material em todos os casos seria, na prática, inviabilizar a punição de inúmeros agressores.

Mas é exatamente nesse ponto que nasce o problema.

Quando a palavra se transforma quase que na única prova possível, abre-se uma zona perigosa: a possibilidade de erro judicial.

E o erro, no Direito Penal, tem consequências devastadoras.

A concessão de medidas protetivas, o afastamento do lar, a prisão preventiva e até mesmo uma condenação podem se fundamentar em um conjunto probatório frágil, muitas vezes centrado no relato de uma única pessoa. E quando, ao final, surge a dúvida — ou até mesmo a prova de que a acusação não era verdadeira — o dano já está consumado.

A pergunta, então, é inevitável:

Quem devolve o tempo de quem foi preso injustamente?

Quem reconstrói a reputação destruída?

Quem repara o julgamento social, muitas vezes mais cruel do que o próprio processo judicial?

É verdade que o ordenamento jurídico prevê mecanismos de reação. A falsa acusação pode configurar crime de denunciação caluniosa. Pode gerar indenização por danos morais. Em tese, o Estado também pode ser responsabilizado por erro judiciário.

Mas tudo isso, na prática, é insuficiente.

Nenhuma indenização devolve meses ou anos de liberdade. Nenhuma sentença consegue apagar o estigma social. Nenhum processo repara integralmente os impactos emocionais, familiares e profissionais sofridos pelo acusado.

E há ainda um agravante pouco discutido: nem toda acusação improcedente é considerada falsa.

Para que exista denunciação caluniosa, é necessário provar que houve intenção deliberada de mentir. Ou seja, muitas acusações que não se confirmam acabam não gerando qualquer responsabilização para quem acusou.

O resultado é um sistema que, compreensivelmente, busca proteger a vítima — mas que, ao mesmo tempo, pode expor o acusado a riscos significativos de injustiça.

E aqui é preciso maturidade para enfrentar o debate sem radicalismos.

Fortalecer a proteção à mulher é absolutamente necessário. 

O Brasil ainda convive com índices alarmantes de violência doméstica e feminicídio. Enfraquecer a Lei Maria da Penha seria um retrocesso civilizatório.

Mas proteger não pode significar abrir mão de garantias fundamentais.

O Direito Penal não pode operar com presunções automáticas de culpa. A liberdade não pode ser restringida com base em convicções frágeis. E o sistema de justiça não pode ignorar que erros acontecem — e que, quando acontecem, deixam marcas profundas e, muitas vezes, irreversíveis.

O verdadeiro desafio está no equilíbrio.

Um sistema que não protege a vítima é injusto.

Mas um sistema que não protege o inocente também é.

O caso de Bacabal, independentemente de suas conclusões definitivas, serve como alerta. Ele nos obriga a refletir sobre os limites da prova, sobre o peso da palavra e, principalmente, sobre a responsabilidade do Estado ao decidir sobre a liberdade de alguém.

Porque, no fim, permanece uma pergunta que nenhuma lei conseguiu responder de forma satisfatória:

Quando a Justiça erra, quem paga pelo erro?


Assista a reportagem do Acontece News

Ilaina Damasceno - Iemanjá em Mares Verdes.

O programa Autores e Livros Dose Extra destaca uma obra que une pesquisa acadêmica, cultura e religiosidade afro-brasileira.

A convidada desta edição é a geógrafa e professora Ilaina Damasceno, autora do livro Iemanjá em Mares Verdes.

A obra nasceu de sua pesquisa de doutorado na Universidade Federal Fluminense e analisa a tradicional Festa de Iemanjá realizada na Praia de Iracema, no Ceará.

Ouça o programa na íntegra 

AUTORES E LIVROS

Ilaina Damasceno - Iemanjá em Mares Verdes.

🎙 Gravado por: Rádio Senado

 

PENDURICALHO.

STF DECIDE QUE FURAR O TETO É LEGAL.

Crédito: Antonio Augusto/STF

O Supremo Tribunal Federal decidiu que "é legal furar o teto”. O STF estabeleceu, nesta quarta-feira (25), critérios para o pagamento das verbas indenizatórias – chamadas de "penduricalhos" – para os juízes e os integrantes do Ministério Público.

Foram autorizados alguns pagamentos indenizatórios, até o limite de 35% do valor do teto constitucional, correspondente ao valor da remuneração dos ministros do Supremo – atualmente em R$ 46.366,19. Isso significa que os penduricalhos podem chegar a até R$ 16.228,16. 

O STF liberou ainda o benefício por tempo de carreira, também limitado a 35% do teto constitucional. Na prática, somando os dois tipos de verbas, foi permitido o pagamento de até R$ 32.456,32 mais o salário mensal, podendo chegar a R$ 78.822,32.

Resumindo, o que se estava combatendo, agora tem  uma autorização expressa para ultrapassar o teto,  excluindo certas verbas da incidência do limite constitucional.

Na prática, isso produz exatamente o efeito denunciado: remunerações que, somadas, superam — e às vezes com folga — o teto previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal.

A lógica adotada é conhecida: verbas de natureza indenizatória não se submetem ao teto. O problema surge quando essa classificação deixa de ser exceção e passa a ser regra. Auxílios diversos, gratificações e benefícios acabam sendo enquadrados como indenizatórios, mesmo quando não correspondem a um ressarcimento efetivo de despesas.

É nesse ponto que o debate deixa de ser técnico e se torna institucional.

Ao admitir, de forma definitiva essas exclusões, o STF fixa um “percentual de tolerância” e acaba permitindo um cenário em que o teto constitucional se torna permeável. O resultado prático pode, sim, chegar a acréscimos de 70% dependendo da estrutura de benefícios de cada carreira.

Nesse contexto, a crítica não deve se limitar ao número, mas ao mecanismo.

O teto constitucional foi concebido como um instrumento de contenção e de afirmação do princípio republicano. Quando sua eficácia depende de classificações que podem ser ampliadas indefinidamente, ele perde sua função normativa e se transforma em uma referência simbólica.

Flávio Dino sinalizou a necessidade de maior rigor na análise dessas verbas, defendendo que apenas indenizações genuínas — vinculadas a despesas reais — possam escapar do teto. Isso, na verdade, é rasgar a Constituição.

O ponto central, portanto, é claro: não se trata de uma decisão que autoriza explicitamente “furar o teto em 35% ou 70%”, mas de um sistema interpretativo que, na prática, quando a exceção não tem limite definido, ela deixa de ser exceção. E quando o teto não impõe um limite real, ele deixa de ser teto.

No fim das contas, o debate não é apenas jurídico, mas de credibilidade institucional. Um Estado que flexibiliza seus próprios limites corre o risco de perder a autoridade moral para exigir sacrifícios da sociedade.

E é exatamente nesse ponto que a discussão sobre os chamados “penduricalhos” ultrapassa o campo técnico e se instala, definitivamente, no coração da República.

RADIOWEB

AGORA NA

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