23/02/2026

COM O PESCOÇO NA GUILHOTINA.

O secretário de Cultura Leonardo Cipriano tem entrado em conflito constante com  artistas de Bacabal.


Terminado o carnaval o saldo foi positivo para o prefeito Roberto Costa, mas a reclamação dos artistas, feita a boca miúda, foi com o secretário de Cultura, que segundo fontes, não deu aos artistas bacabalenses, o mesmo respeito e a mesma estrutura oferecida aos artistas de fora durante o Carnaval 2026.

Segundo informações do Canal Pingando Fogo, enquanto os artistas de fora tinham camarotes abastecidos com frutas, sucos, massas e bebidas variadas, os talentos locais receberam apenas estrutura básica, limitada a água e, as vezes salgados e refrigerante que passavam servindo às autoridades.

A flagrante desigualdade não foi pra conta do prefeito, mas sim para a do Secretário, que caiu em desgraça com os artistas da cidade e agora tem que se virar para recuperar espaço ou corre o risco de ser afastado. 

Sem muita mídia, o prefeito, desde o início da sua gestão, já trocou a direção do SAAE, várias coordenações de saúde e o adjunto da Educação. Então é bom o secretário de Cultura colocar as barbas de molho.

Valorizar não é apenas garantir espaço no palco, mas oferecer condições dignas e tratamento igualitário.  Os artistas de Bacabal são talentosos, com capacidade de se apresentar em qualquer lugar do país, e por isso precisam ser valorizados em sua própria terra. 

Nossa solidariedade a coragem do canal Pingando Fogo no YouTube, que comprou a briga dos artistas da terra em Bacabal e que serve para todo o Maranhão.

CURIÓ CONTINUA NA GAIOLA

 

STJ mantém prisão de prefeito afastado de Turilândia e seus aliados

Decisão do STJ mantém prisão de prefeito afastado e outros investigados por desvio de recursos em Turilândia

Fonte: Jornal Pequeno 

O Superior Tribunal de Justiça negou pedido liminar que buscava a soltura do prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), da primeira-dama Eva Curió, de Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva e da vice-prefeita Tanya Karla Mendes. 

Todos permanecem presos no âmbito de investigação que apura o suposto desvio de R$ 56 milhões dos cofres do município maranhense.

A decisão foi proferida pelo ministro Sebastião Reis Júnior. No despacho, o magistrado determinou que as autoridades responsáveis pelo caso encaminhem informações detalhadas para subsidiar a análise do mérito. Após o recebimento dos dados, o processo será remetido ao Ministério Público Federal, que deverá emitir parecer antes de nova deliberação. Consta nos autos certidão informando que o advogado Daniel de Faria Jerônimo Leite, responsável pela defesa dos investigados, teve acesso antecipado ao teor da decisão.


Relembre o caso.

As prisões ocorreram no contexto de operação que investiga a destinação de recursos públicos municipais. Com o afastamento das principais autoridades do Executivo  e do Legislativo local, a administração de Turilândia passou por alterações na condução da gestão. Diante do cenário, o Tribunal de Justiça do Maranhão aprovou, em 26 de janeiro, a intervenção estadual no município, após solicitação do Ministério Público.

O defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo foi indicado pelo governador Carlos Brandão para exercer a função de interventor, com aprovação da Assembleia Legislativa do Maranhão. A medida tem prazo inicial de 180 dias e prevê a adoção de providências para assegurar a continuidade dos serviços públicos e o cumprimento de decisões judiciais. Conforme determinação do TJ-MA, o interventor deverá apresentar relatório circunstanciado no prazo de até 90 dias, contendo diagnóstico da situação administrativa e das ações implementadas.

ESPERANÇA CHEGA AO MARANHÃO

 


PM baleado é o primeiro maranhense a receber polilaminina e apresenta melhora

Substância estudada pela UFRJ entra em fase clínica com autorização judicial no Maranhão

Fonte: Jornal Pequeno 


Um policial militar ferido durante operação no interior do Maranhão passou a integrar o grupo de pacientes que receberam aplicação experimental de polilaminina, substância em estudo para tratamento de lesões na medula espinhal. O procedimento foi realizado no Hospital do Servidor, em São Luís, após autorização judicial, e marcou a primeira aplicação da técnica em um paciente maranhense.

Romildo Leobino, de 46 anos, foi baleado no pescoço durante ação policial no município de Bom Jardim, a 275 quilômetros da capital. Ele foi socorrido inicialmente na cidade e transferido de helicóptero para São Luís devido à gravidade do quadro. Desde então, permanece internado sob acompanhamento médico contínuo.

A aplicação da polilaminina ocorreu 28 dias após o trauma. O protocolo original do estudo clínico prevê administração da substância em até 72 horas após a lesão. Como o prazo já havia sido ultrapassado, a família ingressou com pedido judicial no início de fevereiro, obtendo decisão favorável para viabilizar o tratamento. O procedimento foi realizado na quarta-feira (11), com autorização da Comissão de Avaliação de Procedimentos da unidade hospitalar.

Segundo boletim médico divulgado após a intervenção, foram observados sinais iniciais como contração muscular em membros superiores e inferiores, melhora na função respiratória e maior controle de tronco. A equipe informou ainda a retirada de sonda urinária e registro de ganho de força muscular nas primeiras 24 horas. O paciente permanece sob monitoramento para avaliação contínua da evolução clínica.

A polilaminina é um composto desenvolvido a partir da proteína laminina, presente no desenvolvimento embrionário humano e relacionada à formação de conexões neurais. 

A substância é estudada há mais de duas décadas por pesquisadores vinculados à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em laboratório, foi produzida uma versão recriada da proteína com a proposta de estimular a regeneração de neurônios e favorecer a reconexão de estruturas lesionadas da medula espinhal.

Estudos anteriores aplicaram a substância em pacientes com paraplegia e tetraplegia, registrando recuperação parcial de movimentos em parte dos participantes. A pesquisa entra agora na fase inicial de avaliação clínica para eventual aprovação regulatória pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Nesta etapa, o foco é analisar a segurança do uso da polilaminina, com acompanhamento de pacientes que receberão aplicação única até 48 horas após o trauma e monitoramento por período de seis meses.

As próximas fases do estudo, caso não sejam identificadas reações adversas graves, deverão avaliar a eficácia da substância, definição de doses e efeitos em grupos maiores. 

Apenas após a conclusão dessas etapas e eventual registro sanitário será possível discutir a incorporação do tratamento na rede hospitalar e no Sistema Único de Saúde. 

Enquanto isso, o caso do policial maranhense passa a ser acompanhado como parte do conjunto de aplicações experimentais autorizadas no país. Com certeza é uma esperança.

TEM DINHEIRO PRA FESTA, MAS PRA SAÚDE NÃO.

Procurador-geral Danilo de Castro sendo cobrado pela vereadora Professora Magnólia
 (Foto: Divulgação)

A liberação de R$ 12 milhões em emendas parlamentares destinadas ao Hospital Aldenora Bello se tornou alvo de questionamento no Ministério Público do Maranhão (MP-MA), mas até agora não tem parecer sobre o assunto.

Os recursos, aprovados no orçamento municipal, têm destinação específica para a construção de uma ala oncológica pediátrica na unidade, referência no tratamento do câncer no estado

A verba está empenhada desde novembro de 2025, mas ainda não foi repassada pela Prefeitura de São Luís.

“O valor já está assegurado no orçamento desde o ano passado. No entanto, o repasse não foi efetivado até o momento”, afirmou a vereadora de São Luís, Professora Magnólia.

ENTENDA O CASO.

No dia 30 de janeiro,  um grupo de vereadores protocolou representação no MP-MA questionando o não repasse das emendas. 

Participaram do ato os vereadores Marquinhos, Professora Magnólia, Wendel Martins, Fábio Filho, Flávia Berthier, Romeu Amin, Otávio Soeiro, Marcelo Poeta, Daniel Oliveira, Raimundo Júnior e Andrei Monteiro.

Outros vereadores também destinaram recursos ao hospital — Thay Evangelista, Clara Gomes, Thyago Freitas, Marlon Botão, Astro de Ogum e Raimundo Penha — embora não tenham participado da ida ao Ministério Público.

Segundo os parlamentares, a demora no repasse compromete diretamente a ampliação da estrutura hospitalar. Entre os projetos previstos com os recursos estão:

  • Abertura de 100 novos leitos;

  • Ampliação da ala pediátrica de 23 para 90 leitos;

  • Implantação de 32 leitos para pacientes adultos;

  • Criação do primeiro hospital oncopediátrico do Maranhão.

Atualmente, o Hospital Aldenora Bello conta com 164 leitos e atende pacientes de diversas regiões do estado. 

Os vereadores afirmam que a retenção da verba amplia filas de espera e pressiona a capacidade da unidade, mas nada disso sensibiliza o prefeito Braide e até o momento, parece que nem o procurador-geral de Justiça.


PARA O CARNAVAL FORAM LIBERADOS 22 MILHÕES 

A cobrança pela liberação do dinheiro para o Aldenora aumentou depois da autorização judicial para abertura de R$ 22,2 milhões em créditos suplementares para o Carnaval de 2026. 

A decisão foi concedida pelo desembargador Jorge Rachid, do Tribunal de Justiça do Maranhão, após pedido da gestão municipal.

O magistrado considerou que a estrutura do evento já estava montada e que eventual cancelamento poderia gerar prejuízos maiores aos cofres públicos. O valor autorizado supera em 3,5 vezes os R$ 6,3 milhões inicialmente apresentados na proposta orçamentária para a festa.

Enquanto o caso segue sob "análise do Ministério Público", os parlamentares aguardam providências que assegurem o cumprimento da destinação dos recursos voltados à área da saúde.

22/02/2026

Jogo do Flamengo hoje – Flamengo x Madureira 



Neste domingo (22), o Fla volta a campo pelo jogo de ida das semifinais do Campeonato Carioca. 
Dessa forma, confira os detalhes sobre o jogo do Flamengo x Madureira, marcado para 20h30 (horário de Brasília).

O Flamengo tem desfalques?


Atualmente, o Flamengo tem dois desfalques confirmados para o jogo contra o Madureira. São eles: Jorginho e Saúl. 

Enquanto o volante segue o planejamento de recuperação estabelecido pelo Departamento Médico do Fla, o meia se recupera da cirurgia realizada no tornozelo.

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NOVA EQUIPE PROMETE EMOÇÃO E EXPERIÊNCIA.

As transmissões do Sportv marcaram a estreia de Júlia Guimarães (Globo/SporTV) que foi  definida como um dos nomes principais da reportagem de pista/correspondente, focada principalmente nas corridas europeias da Fórmula 1 em 2026.


Ela e Guilherme Pereira serão os repórteres de pista, revezando-se nas etapas, com Mariana Becker que integra a equipe  trazendo o contexto como comentarista.

stará presente em 21 das 24 etapas, atuando in loco (15 corridas na TV Globo e seis no SporTV).


FMF divulga calendário oficial das competições de 2026.

A Federação Maranhense de Futebol (FMF) divulgou o calendário oficial das competições que serão realizadas em 2026, contemplando as categorias profissional, feminino e amador masculino.

Vejam as datas 📅 

FMF anuncia calendário das competições profissionais, femininas e amadoras

Segundo a entidade, o objetivo é permitir que clubes, atletas e torcedores se organizem com antecedência para uma temporada de intensa movimentação no futebol maranhense. 

A FMF reforçou o compromisso com organização, transparência e valorização dos campeonatos estaduais, mas o interessante é que ninguém mais fala em intervenção judicial. Os usurpadores agem como se fossem representantes legítimos do futebol maranhense.

Alguém sabe dizer quanto a interventor está ganhando? Quanto recebe cada um da equipe? Quanto entra e para onde sai o dinheiro da Federação? Com a palavra o juiz de direito.

21/02/2026

SEM JATINHO EU NÃO VOU.

Após decisão de Mendonça, Daniel Vorcaro avisa CPI do INSS que não irá depor

Na matéria abaixo você vai ver a expectativa do depoimento do banqueiro na CPMI, mas tudo mudou.
Os advogados  de defesa alegam que uma decisão de André Mendonça barrou uso de jato particular para levá-lo a Brasília e então ele não vai depor. 
Entendeu ?  Não tem jatinho, então não vai 🤭. Eita Brasilzão.
O banqueiro está em prisão domiciliar e é peça-chave nas apurações sobre crédito consignado do INSS. Não seria o caso de prender ele e mandar no camburão ? 
Tem coragem? Kkkk

Daniel Vorcaro será ouvido na segunda-feira pela CPMI do INSS


O depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro na CPMI do INSS foi antecipado para segunda-feira, 23 de fevereiro, às 16h. 

O anúncio foi feito pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). 

Segundo Viana, o dono do Banco Master deverá explicar cerca de 250 mil contratos de empréstimos consignados, muitos sem comprovação de autorização dos aposentados. 

Carlos Viana também pedirá ao ministro André Mendonça o encaminhamento de documentos sobre as quebras de sigilo de Vorcaro aprovadas pela CPMI.
 

F1: Aston Martin sofre com falhas e FIA reage a polêmica.


Tem um grupo de admiradores da Fórmula que já começou a respirar velocidade. Essa foi a 3ª semana de testes e teve transmissão ao vivo pelo Sportv 3 na quarta, quinta e sexta-feira.

Os testes foram no Bahrein  e nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, com a reta final dos testes de pré-temporada, o que ficou marcado foram as preocupações de confiabilidade, bastidores técnicos e novas decisões da FIA que já impactam o debate para o ciclo de 2026.

O destaque mais delicado ficou com a Aston Martin, equpe de Fernando Alonso. 

Após mais uma interrupção no programa do AMR26, a Honda se pronunciou oficialmente e confirmou que o problema envolveu o sistema de bateria, o que afetou diretamente o plano de testes da equipe.

“Nossa última saída com Fernando Alonso ontem revelou um problema relacionado à bateria”, informou a fabricante japonesa, explicando que precisou recorrer a simulações no banco de testes da HRC em Sakura e que, por limitação de componentes da unidade de potência, o trabalho de pista foi reduzido a stints curtos

TORNOZELEIRA NO DEPUTADO.

Foto: Reprodução do Blog do DC

É tanto roubo, tanta corrupção que a gente não consegue mais nem dá atenção para as manchetes contra políticos.

O deputado estadual Edson Araújo (sem partido) teve uso da tornozeleira eletrônica e outras sanções do Supremo Tribunal Federal (STF) que foram cumpridas nesta sexta-feira, 20, durante a manhã em São Luís.

Além  do uso da tornozeleira eletrônica, o parlamentar está proibido de ter contato com outros investigados e também com membros das entidades de trabalhadores da pesca e aquicultura.

OPINIÃO 

Se você acha que não tem nada com isso, então pergunta para aquele vereador(a) que se elege com promessa de seguro defeso. Eu conheço e você conheceu alguém que não pesca e ganha, não é ?

O deputado está preso porque roubou dinheiro das entidades ligadas aos trabalhadores da pesca, mas ele só consegue isso porque muitos outros participaram da fraude recebendo seguro defeso ilegalmente.

Vamos acompanhar as investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

BRANDÃO NA MIRA DO TCU

A Obra da avenida Litorânea em São Luís virou alvo do site Metrópoles 🎯.

Veja a reportagem: 



Matéria escrita.

TCU aponta superfaturamento em obra-vitrine de R$ 235 milhões do Maranhão

Por Tácio Lorran. Metrópoles 

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou superfaturamento, restrição à competitividade e uma série de outras impropriedades em uma obra-vitrine do governador Carlos Brandão (sem partido), do Maranhão. 

O prolongamento da Avenida Litorânea, que vai ligar São Luís ao município vizinho de São José de Ribamar, tem sido anunciado pela gestão estadual como uma “obra histórica”, mas auditores do TCU levantaram oito “graves irregularidades” no empreendimento – o que pode resultar em danos econômicos, à moralidade e à probidade administrativa – e já analisam eventuais responsabilizações aos gestores.

A obra vai custar, no total, R$ 235 milhões. Até o fim da primeira fase da auditoria feita pelo TCU, concluída em julho de 2025, foram gastos R$ 27,7 milhões. Dessa parte, o tribunal de contas identificou superfaturamento de R$ 1,8 milhão, o equivalente a 6% do auditado. Na prática, isso significa que o dano aos cofres públicos pode ser ainda maior.
Arte/ MetrópolesTCU avalia responsabilizar gestores por graves irregularidades em obra de R$ 235 milhões do governo do Maranhão
TCU avalia responsabilizar gestores por graves irregularidades em obra de R$ 235 milhões do governo do Maranhão

O projeto tem sido financiado com recursos federais do Novo PAC. O estado do Maranhão, por sua vez, é responsável pela licitação, contratação e execução dos serviços.

Inicialmente, as obras tinham prazo de dois anos para serem concluídas, isto é, terminariam apenas em 2027. A gestão de Carlos Brandão corre, porém, para entregar a nova Avenida Litorânea até maio deste ano, a poucos meses das eleições, mesmo que isso resulte em decisões apressadas, falhas de planejamento e desperdício de dinheiro público, como já tem sido apurado pelo TCU.

Oficialmente, a justificativa para a redução do período para entrega da via é o “atendimento às necessidades estratégicas do governo do estado do Maranhão”. Carlos Brandão, no entanto, é pré-candidato a senador do estado e deve deixar o Palácio dos Leões nos próximos meses. Ele tenta emplacar o próprio sobrinho para lhe suceder no governo, mas sofre resistência por parte da esquerda.

TCU identificou 8 graves irregularidades em obra-vitrine do governo Brandão

No total, o relatório de fiscalização do TCU apontou 10 impropriedades na obra da nova Avenida Litorânea. Dessas, oito foram consideradas “irregularidades graves”, a exemplo dos superfaturamentos de R$ 1,8 milhão.

Parte desse valor pago a mais ocorreu por divergências entre as medições registradas nos boletins oficiais e o que realmente foi executado na obra, segundo os diários de campo. Na prática, os documentos indicam que o governo do Maranhão pagou por serviços em quantidade maior do que a efetivamente realizada.

A área técnica do TCU aponta ainda que houve restrição à competitividade na licitação que escolheu a empreiteira Lucena Infraestrutura Ltda para fazer a via. Isso porque o edital previa situações consideradas “excepcionais” pelos auditores e que acabaram afastando concorrentes. É o caso da exigência de subcontratação no processo. Uma das empresas que disputavam a licitação foi desclassificada justamente porque não apresentou uma parceira para ser subcontratada.

“Isso levou à inabilitação da licitante com base em interpretação restritiva do edital, impactando negativamente a busca pela proposta mais vantajosa para a Administração Pública e comprometendo a eficiência e a legalidade do processo licitatório”, assinalou a área técnica do TCU, que considera pedir a anulação do contrato.

A situação se tornou ainda mais gravosa porque a Lucena, que ganhou a licitação após as concorrentes serem barradas, subcontratou uma suposta empresa de fachada, de acordo com indícios coletados pelo tribunal de contas.

TCU avalia responsabilizar gestores por obra superfaturada no Maranhão

Ao enviar o relatório para o ministro Benjamin Zymler, relator do processo no TCU, o auditor-chefe da Unidade de Auditoria Especializada em Infraestrutura Urbana e Hídrica do tribunal de contas ressaltou “a quantidade de irregularidades graves encontradas na fiscalização”.

“Em razão disso, numa próxima fase processual, juntamente com o exame das oitivas, serão avaliadas eventuais responsabilizações que se fizerem necessárias”, antecipou o técnico.

No último dia 10 de setembro, Benjamin Zymler determinou a oitiva do governo da Secretaria de Infraestrutura do Maranhão e da Caixa Econômica Federal para que expliquem os achados da auditoria e apresentem justificativas.

“Ademais, todo o conjunto de indícios de irregularidades apresentado no relatório de fiscalização denota a ocorrência de falhas que podem ser tipificadas, no mínimo, como erro grosseiro, exigindo que seja realizado o controle subjetivo das condutas dos responsáveis”, escreveu o relator, no documento.

No âmbito do processo, a Secretaria de Infraestrutura do estado negou irregularidades e assegurou que o risco de superfaturamento é inexistente. Explicou ainda que não houve restrição à competitividade na licitação. Segundo a pasta, a subcontratação compulsória encontra respaldo na interpretação sistemática e teleológica de leis estaduais.

Governo do Maranhão nega irregularidades apontadas pelo TCU


Em nota, a Secretaria de Estado da Infraestrutura do Maranhão (Sinfra) informou que o processo se encontra em fase de instrução, e todas as considerações apresentadas pela área técnica do TCU foram devidamente analisadas e estão sendo encaminhadas.

“As adequações apontadas no Relatório de Auditoria TC 008.237/2025-5 estão sendo criteriosamente seguidas, a exemplo de elaboração e consolidação de volume técnico específico de acessibilidade; emissão e juntadas de ARTs/RRTs; reengenharia de projeto de rampas; elaboração de projetos complementares. A Procuradoria Geral do Estado já encaminhou manifestação formal ao Tribunal, acompanhada de esclarecimentos técnicos detalhados e documentação comprobatória”, explicou.

O governo do Maranhão assegurou que as alterações não ensejam em prejuízos ao erário, uma vez que não se chegou à fase de obra cujas deficiências são apontadas.

“Houve divergências metodológicas na análise comparativa de insumos entre o levantamento preliminar feito pelo TCU e a prática, de fato, especialmente quanto à substituição de materiais com características técnicas distintas. Conforme demonstrado pelos setores de engenharia, não houve substituição entre itens equivalentes, mas entre materiais com especificações diferentes, sendo que eventuais diferenças de custo foram absorvidas pela empresa contratada, sem impacto adicional ao erário. Além disso, a formação de preços utilizou parâmetros oficiais de referência.”

A secretaria acrescentou que não houve restrição à competitividade e qualquer escolha prévia de empresa pelo Estado. O certame licitatório, segundo a pasta, observou rigorosamente a legislação aplicável, com ampla publicidade em meios oficiais, prazos adequados e garantia de participação aos interessados.

“A empresa vencedora foi definida exclusivamente com base nos critérios objetivos previstos no edital e na proposta apresentada, conforme as regras da Lei nº 14.133/2021. Além disso, destaca que o Estado do Maranhão não realizou contratação direta com a empresa mencionada pela reportagem. A empresa vencedora do certame teria por obrigação legal subcontratar parte dos serviços. A subcontratação foi realizada dentro das hipóteses legais, processo do qual o Estado não teve qualquer participação”.

“Todavia, diante de apontamentos preliminares identificados em fiscalização, a Secretaria de Estado da Infraestrutura do Maranhão adotou providências imediatas, notificando formalmente a empresa contratada para substituir a subcontratada por outra devidamente habilitada e tecnicamente capacitada, no prazo estabelecido, sob pena de sanções contratuais e demais medidas legais cabíveis”, prosseguiu o governo do Maranhão.

Paralelamente, a Sinfra destacou ainda que a obra de prolongamento da Avenida Litorânea é uma via estratégica para a mobilidade na capital maranhense, proporcionando um eixo de transporte público que serve como alternativa às rotas congestionadas do centro da cidade.

“Ela também integrará um dos eixos da Avenida Metropolitana, assegurando um grande Anel Viário interligando os quatro municípios da Grande Ilha. No trecho da obra existem inúmeros estabelecimentos comerciais, dentre bares e restaurantes, além de residências, o que, como já previsto, gera um impacto direto do ponto de vista socioeconômico, considerando especialmente a grandeza dessa obra.”

“Importante destacar que ajustes de prazo em obras públicas são práticas técnicas comuns, especialmente quando há otimização de métodos construtivos ou replanejamento de etapas. Assim como em todas as grandes obras executadas pelo Governo do Maranhão, a busca por eficiência na entrega, aliada à qualidade dos serviços, é prioridade de gestão. A Sinfra reitera seu compromisso com a legalidade, a eficiência e a qualidade técnica de suas obras. As medidas saneadoras propostas demonstram a diligência da administração em corrigir os tópicos apontados, em linha com a jurisprudência do TCU, que privilegia o saneamento e a continuidade das obras em detrimento de sua paralisação, por se tratar de questões sanáveis.”

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