Este blog tem por objetivo apresentar fatos sob a ótica de seu idealizador, permitindo a todos um espaço para livre manifestação de pensamento.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Lula ululante.


“É óbvio e ululante que o mero anúncio de intenção de réu preso de ser candidato a cargo público não tem o condão de reabrir a discussão acerca da legalidade do encarceramento, mormente quando, como no caso, a questão já foi examinada e decidida em todas as instâncias do Poder Judiciário”, afirmou a ministra Laurita Vaz (presidente do STJ ).

A expressão ululante utilizada pela ministra pode até parecer um trocadilho com Lula, o paciente do habeas corpus em questão, porém, demonstra a verdade dos fatos. Todo mundo sabe que Lula quer ser candidato e isso não é fato novo. Todo mundo sabe que ele não pode ser candidato também.

Lula continua preso, mas deve se livrar de Moro.

POR HELENA CHAGAS
Lula segue preso e são remotas as possibilidades de o STJ ou o STF o livrarem da cadeia no curto prazo, até agosto ou setembro. Mas nunca foram tão reais as chances de o ex-presidente se livrar do juiz Sérgio Moro nos processos curitibanos em que ainda será condenado – alguém duvida? – como o do Sítio de Atibaia e o da suposta compra do terreno para o Instituto Lula pela Odebrecht em SP.
O dia seguinte da vitória de Pirro do juiz Sergio Moro e das forças lavajatistas que fizeram de tudo para manter Lula preso trouxe uma tremenda ressaca. Ao tomar conhecimento, no susto, da decisão do desembargador plantonista do TRF-4 Rogério Favreto de soltar o ex-presidente, Moro, que estava de férias em Portugal, não se limitou a habituais articulações de bastidores. Ele se expôs como nunca num despacho em que aponta o desembargador hierarquicamente superior como incompetente para proferir a decisão, e operou claramente para que a Polícia Federal não obedecesse a ordem judicial.
Segundo interlocutores de ministros do STJ e do STF, alguns deles já estão dizendo, ainda que em tom de blague, que daqui a pouco Moro virá à capital da República lhes dar ordens.  E cresce, mesmo entre integrantes das cortes superiores simpatizantes da Lava Jato, a convicção de que, de uma forma ou de outra, será preciso cortar as asas do juiz de Curitiba.Era bem provável que a decisão de Favreto fosse revogada por instâncias superiores em poucas horas, talvez não dando tempo nem para Lula atravessar a rua em frente à sede da PF antes de ser trancafiado de novo. Mas a atitude de Moro, indo além das suas chinelas de primeira instância – que, por trás de todo o glamour e encantamento midiático, são, na verdade, seus limites legais e institucionais – incomodou muita gente nas cortes de Brasília.

A maioria do STF que negou habeas corpus a Lula e viabilizou sua prisão era exígua, e basta que apenas um ministro mude de lado para que a decisão seja o contrário. Mas esta não seria, hoje, a principal tendência.
O mais provável, de acordo com quem tem conversado com a turma da toga, é que a lição a Moro venha sob outra forma, com o acolhimento de um recurso da defesa do ex-presidente pedindo que o juiz seja declarado impedido de julgar novos processos contra Lula por falta de isenção depois de sua atitude heterodoxa no último domingo

terça-feira, 3 de julho de 2018

Moro pede desculpas por desrespeitar decisão do Supremo e revoga tornozeleira.

Por 

O juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, revogou nesta terça-feira (3/7) as medidas cautelares contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. A decisão foi tomada por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, para quem Moro desobedeceu ordem da 2ª Turma do STF ao impor cautelares a Dirceu.

Sérgio Moro havia determinado a aplicação de tornozeleira eletrônica em José Dirceu, mas a decisão do STF que soltou o ex-ministro não falou nada sobre medidas cautelares
Reprodução.

Responsável pela operação “Lava Jato” no Paraná, Moro havia, de ofício (sem nenhum pedido), mandado, na sexta-feira (29/6), o réu ir de Brasília a Curitiba colocar novamente uma tornozeleira eletrônica. Isso porque a 2ª Turma do STF mandou soltar o ex-ministro, que cumpria pena antecipadamente desde maio deste ano. 

Mas a suspensão da execução provisória não significou o retorno do processo à situação anterior, como justificou Moro, mas sim a concessão de liberdade plena a José Dirceu. Houve, portanto, afronta à decisão do Supremo, conforme ficou decidido por Toffoli.

A posição mostra que o "superjuiz" não possui mais isenção necessária ao julgamento dos petistas. Só para lembrar, o mesmo juiz já divulgou grampo telefônico da Presidência da República; já autorizou condução coercitiva sem nenhuma motivação legal e agora afronta uma decisão do STF apenas para ter mídia.


segunda-feira, 25 de junho de 2018

PRAZO DO PIS TERMINA EM 29 DE JUNHO.

O prazo para receber o PIS termina no dia 29 de junho e mais de 2 milhões de pessoas ainda não procuraram as lotéricas e agências da Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, no caso do PASEP, que é devido aos funcionários públicos. 

O pagamento do PIS é referente ao calendário de 2017/2018 e terá direito, o trabalhador que é cadastrado no programa há pelo menos 5 anos e esteve registrado por pelo menos 30 dias no ano de 2016 e teve remuneração de até 2 salários mínimos.

Até parece aquela frase da campanha contra o fumo, “o Ministério da Saúde adverte: fumar faz mal à sua saúde”, mas sim, o Ministério do Trabalho adverte que caso vença o prazo sem que o cidadão faça o saque, os valores vão para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), portanto, se informe rapidamente, caso você entenda que se enquadre nas exigências legais.

Para obter mais informações, ligue: PIS: 0800 726 0207 de segunda à sexta-feira, entre 08:00 e 22:00 horas e nos sábados, das 09:00 às 22:00 horas; PASEP: 0800 729 0001, que funciona 24 horas.

sábado, 23 de junho de 2018

A vitória contra o câncer.

Receber o diagnóstico de uma doença é sempre impactante. A forma de lidar com o resultado depende de vários fatores, como as crenças e a estrutura emocional de cada um, o suporte médico e familiar, entre diversos outros. Passar pelo tratamento e alcançar a cura é, provavelmente, a maior conquista que uma pessoa pode ter. Todo esse processo ganha a elevação de algumas potências quando se trata de um câncer, a doença mais temida dos tempos atuais e uma das que mais matam no mundo. Não é para menos: a cura definitiva do câncer ainda não existe. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que o número de mortes por câncer, em 2030, chegará a 17 milhões por ano. Hoje, é a doença que mais mata jovens adultos, entre 15 e 29 anos.

Os índices não são favoráveis, mas os casos de superação são, sim, animadores e podem ajudar outras pessoas que passam pela mesma situação a encararem esse desafio com mais confiança. 

Nos últimos anos, os tratamentos da doença vêm surtindo efeito: os oncologistas brasileiros garantem a cura de até 70% dos doentes em estágio inicial. Laio Boreli faz parte desse quadro. Há cinco anos, quando estava com 24, descobriu a doença e, apesar dos cuidados serem para sempre, sente-se curado. O empacotador percebeu um inchaço no testículo, acompanhado de dor. Como andava bastante de bicicleta, os médicos, incialmente, suspeitaram que essa era a causa do incômodo. Certo dia, levou os exames para avaliação do namorado da tia, um médico patologista, e foi aí que acendeu a luz de alerta: o médico disse que havia algo de errado e que Laio devia procurar um urologista.

No dia seguinte, Laio e o pai seguiram as orientações e foram à consulta. O médico o internou no mesmo dia para aMesmo necessitando de acompanhamento constante, Laio sempre acreditou na cura





Mesmo necessitando de acompanhamento constante, Laio sempre acreditou na cura
retirada do testículo e a análise do material revelou um tumor maligno. “No primeiro momento, fiquei assustado, mas sempre estive positivo diante de tudo. Aliás, aceitei melhor do que a minha família, que entrou em desespero”, relembra Laio. Apesar do abalo inicial, a família sempre esteve ao seu lado e esse apoio foi fundamental na recuperação.

O câncer foi tratado com a retirada de um testículo, acompanhada de alguns medicamentos e exames periódicos. Não houve a necessidade de quimioterapia nem de radioterapia. O urologista Constantino Arroyo Pieri, que acompanhou todo o tratamento, foi persistente para fazer tudo o que fosse necessário para preservar os espermas e, assim, garantir que Laio possa ter filhos. É por isso, também, que ele faz exames semestrais, principalmente o espermograma, já que houve diminuição significativa do sêmen. O uso de vitaminas potencializa a produção, em quantidade e qualidade, de esperma. Fora isso, o único inconveniente são as dores que sente até hoje, cinco anos depois da cirurgia.

Se, no início de tudo, Laio não sabia quase nada sobre a doença — “Só sabia que era uma doença ruim”, diz — hoje, sabe que sua fé é grande e inabalável. Ele revela que nunca sentiu medo e sempre teve a certeza da cura, mesmo necessitando de acompanhamento constante. “Sinto que estou curado desde o dia da cirurgia, mas estamos sempre atentos. A minha fé é grande e sei que não terei mais essa doença. Hoje, sou muito mais grato pela vida e, sempre que posso, conto minha história para mostrar que tudo é possível e que Deus existe”, finaliza.
Uma pausa breve

Artur teve boa resposta à medicação, com poucos efeitos colaterais






Artur teve boa resposta à medicação, com poucos efeitos colaterais
Artur Barbin Batalhão estava na metade do quinto ano de Medicina, em 2014, quando recebeu o diagnóstico da doença, então, já tinha uma ideia da gravidade e do tipo de tratamento, mas faltava conhecimento mais apurado sobre a evolução, o prognóstico e as chances de cura. Tudo começou com uma tosse persistente, que, inicialmente, julgou inocente. Ainda assim, buscou uma melhor investigação, quando surgiu também um abaulamento no tórax. O médico fez um raio-X da região na própria faculdade e, diante da alteração no exame, foi indicada uma tomografia, que mostrou uma massa no mediastino anterior. A partir da análise inicial das imagens, foi agendada uma biópsia e iniciado o estadiamento da doença com outros exames.

O diagnóstico da biopsia indicou um Linfoma Não-Hodgkin (LNH) Difuso de Grandes Células B em mediastino anterior e, em menos de 15 dias após o resultado, Artur iniciou o tratamento — composto por oito sessões de quimioterapia mais 17 de radioterapia —, no Centro de Tratamento Oncológico (CTO de Ribeirão Preto), com o acompanhamento do médico Fernando Torres. Nesse período, teve que interromper sua rotina. “Por ser estudante de Medicina e estar no internato, na época, tive que tirar uma licença médica diante da imunossupressão causada pelo tratamento quimioterápico”, lembra o médico.

A licença da faculdade foi, aliás, o momento mais difícil que enfrentou. Da primeira quimioterapia, que aconteceu em 29 de agosto de 2014, até a última sessão de radioterapia, realizada em 15 de abril de 2015, passaram-se oito meses e, com essa pausa, Artur ficou um ano afastado dos estudos. Para ajudar a manter o foco e o equilíbrio e enfrentar o afastamento das atividades diárias, a corrida e a musculação foram excelentes terapias. O médico também optou por uma alimentação mais saudável e equilibrada, tomando todos os cuidados recomendados no preparo das refeições. Além das atividades físicas, o apoio da família e dos amigos, que sempre acreditaram na cura da doença e na rápida recuperação, foi essencial.

Artur conta que as palavras câncer e tumor, por si só, assustam e confessa que sentiu medo. “O medo é um sentimento inerente a essa fase. Por mais que hoje os recursos estejam bem avançados, nada garante que teremos uma resposta satisfatória ao tratamento proposto, o que acaba gerando uma angústia diária, com a qual tive que saber conviver”, revela. A favor dele, porém, estava a boa resposta à medicação, com poucos efeitos colaterais. Após a terceira quimioterapia, foram realizados novos exames, que indicaram uma melhora nas imagens, com grande redução da massa. Porém, foi só depois de todas as sessões de quimioterapia e radioterapia que Artur soube, enfim, que estava curado. Terminando o tratamento os exames mostraram a regressão completa da massa tumoral.

Vencer o câncer foi a primeira de duas importantes conquistas na vida dele, já que, após passar pela doença, pôde concluir a faculdade e se formar médico. Depois disso, a vida ganhou um novo significado. “Passei a valorizar muito mais o presente e ver que, antes, ficava reclamando de coisas muito pequenas”, salienta. Hoje, aos 27 anos, há pouco mais de um ano curado, Artur faz acompanhamento com exames de imagem de forma periódica.
A fé também cura

Apesar das dores e do sofrimento que passou, Jéssica se sente vitoriosa






Apesar das dores e do sofrimento que passou, Jéssica se sente vitoriosa
O primeiro pensamento de Jéssica Roque da Silva quando recebeu o diagnóstico de um de Linfoma de Hodgkin, de grau II, em toda a região do tórax foi a de que suas suspeitas estavam confirmadas. “Eu já tinha certeza de que o diagnóstico seria esse, tanto que falei para a médica. Sinto que Deus me preparou para esse momento, então, minha reação logo de início foi agilizar tudo o que precisasse ser feito para me curar. Eu sabia que Deus estava comigo”, afirma Jéssica. As suspeitas dela foram baseadas em sintomas que a deixaram muito preocupada. No começo, sentia uma dor muscular, seguida do aparecimento de nódulos na região entre o ombro e o pescoço, do lado esquerdo. A partir daí, vieram as dores, que desciam dali para o braço. Junto disso, febre, diarreia e perda de peso.

Assim que descobriu a doença, fez os exames necessários e, na semana seguinte da notícia, iniciou o tratamento. Foram oito sessões de quimioterapia, feitas a cada 15 dias, e 17 sessões de radioterapia, realizadas todos os dias, de segunda a sexta-feira. O tratamento durou cinco meses e foi finalizado em fevereiro deste ano. “As médicas da Santa Casa foram excelentes e, graças a Deus, o tratamento foi bem-sucedido. A única cirurgia que fiz foi uma biopsia no local onde saíram os nódulos. Não tive nenhum momento mais grave”, lembra Jéssica.

Ainda assim, a vida de Jéssica passou por algumas mudanças nesse período. De acordo com as orientações médicas, seguia algumas regras de alimentação e evitava lugares aglomerados e proximidade com pessoas doentes, pois estava com a resistência muito baixa. Alguns dias, não conseguia se levantar da cama, por conta do mal-estar. Outros dias, não sentia fome. “Depois das sessões de quimioterapia, eu passava muito mal. Aí, vinha o medo. Eu achava que não conseguiria fazer todas as sessões e terminar o tratamento. É muito dolorido”, conta a assistente administrativa. Apesar disso, procurava levar uma vida normal, sem se privar do que costumava fazer, como foi orientada pela médica.

Jéssica não conhecia a doença, nem tinha presenciado alguém perto passando por isso. O pouco que sabia era o que via na televisão. Foi na própria experiência que conheceu o câncer de perto. Nessa fase, assegura que foi fundamental a presença de Deus na sua vida. “Deus é a base para qualquer tipo de problema que enfrentamos. Isso é muito claro para mim. A minha família e o meu noivo também foram muito importantes nesse momento. Ter a família e a pessoa que eu amo para ajudar a me levantar, para me apoiar e dizer que eu era capaz de vencer foi muito importante, assim como os amigos que estenderam a mão para mim, que mandaram mensagens de carinho e de força. Isso foi, para mim, a base para continuar essa caminhada”, reforça Jéssica.

No dia 21 de fevereiro deste ano, a assistente administrativa soube que estava curada. Ela diz que aprendeu muito nesse tempo e que passar pela doença a tornou mais firme na fé e a ajudou a enxergar a vida de outra maneira. Hoje, Jéssica pode falar que é uma nova mulher, uma nova pessoa. “Carrego comigo o sentimento de que consegui, que venci. Apesar das dores e do sofrimento, a vitória chegou e esse sentimento é muito bom”, destaca. Ela faz acompanhamento e exames, a cada três meses, mas, agora, está liberada para ter uma vida normal e voltar à rotina de antes.
Difícil, porém superado

Para Joyce, enfrentar o câncer foi uma fase de tristezas, decepções e dores, mas também de muito aprendizado






Para Joyce, enfrentar o câncer foi uma fase de tristezas, decepções e dores, mas também de muito aprendizado
Apesar de, na época, cursar faculdade de Medicina e do câncer de mama ser maciçamente discutido pela mídia, quando Joyce Merlo recebeu o diagnóstico do Carcinoma Ductal Invasivo, grau III, parecia que não tinha conhecimento algum. De acordo com ela, aconteceu um bloqueio e o único pensamento era o de que iria morrer. Joyce descobriu o nódulo através do autoexame que fazia rotineiramente. Em seguida, fez os exames clínicos que evidenciaram a doença. A biópsia foi feita em uma quarta-feira e o resultado veio na terça-feira seguinte. Ela estava de plantão pela faculdade, quando o mastologista ligou contando o resultado. “É a notícia que ninguém quer receber, aquele diagnóstico que ninguém espera ter aos 25 anos. Mesmo cursando o penúltimo ano de Medicina, parecia que meu conhecimento era nulo em relação ao assunto e eu pensava que iria morrer. É um turbilhão de medos e de incertezas”, lembra a médica.

Joyce conta que se sentiu sem chão. Sentou, chorou, pediu dispensa e foi para casa. Ligou para os pais pedindo que fossem a Marília, onde ela estudava, dizendo que o médico tinha marcado uma consulta. Telefonou para o irmão, que também foi ao seu encontro. Enfim, ligou para o noivo, então namorado de poucos meses, que disse que não soltaria da sua mão e que estavam juntos nessa luta. Ela contou para os pais naquela noite que, para ela, foi a mais difícil da vida.

No dia seguinte, foi ao médico esclarecer algumas dúvidas: se teria que parar a faculdade, se o cabelo cairia e se teria que parar de tomar cerveja. Ele respondeu que, a princípio, não seria preciso interromper os estudos, mas que veriam como ela reagiria ao tratamento. Quanto ao cabelo e à cerveja, as respostas foram afirmativas. Joyce disse ao médico que essa era uma doença muito chata e pediu um tempo para pensar. Três dias depois, voltou pronta para enfrentar a situação e, no mesmo dia, recebeu a primeira sessão de quimioterapia.

Por estar dentro de um Hospital das Clínicas, optou por fazer todo o tratamento em Marília. Foram oito sessões de quimioterapia e 32 de radioterapia, além da cirurgia. Mesmo o tumor acometendo apenas a mama esquerda, ela decidiu pela mastectomia bilateral. “O tratamento é bastante doloroso. Sentia náuseas intensas e ficava dias sem me alimentar devido a isso. Depois, vinham as dores articulares e musculares, que remédio algum era capaz de curar, mas, em todas as sessões eu pensava que seria menos uma e que passaria. Pensava que aquilo tinha data de validade e que logo iria acabar”, conta.

O apoio da família, do noivo e dos amigos, além do tratamento multiprofissional que recebeu no HC, foram fundamentais para enfrentar a doença e tornar tudo menos doloroso. A mãe se mudou para Marília para acompanhar o tratamento e ajudar no dia a dia. Ela levava as refeições durante os plantões da filha, dava banho quando se sentia mais fraca, a distraía quando acordava mais triste e deu todo o amor que Joyce precisava naquele momento. Elas tiveram que mudar de apartamento, porque Joyce não tinha forças para subir escadas. A vida social ficou de acordo com as limitações, pois se sentia muito cansada e não podia frequentar lugares fechados ou com muitas pessoas. A maioria dos professores deu apoio para que o curso não atrasasse.

O medo, porém, a acompanhava todos os dias. “Meu maior medo foi quando a direção da faculdade quis me afastar da graduação. Minha imunidade era baixa devido ao tratamento e todos tinham receio de que eu adoecesse diante de tantos pacientes que lidava diariamente”, relata a médica. Apesar disso, Joyce prometeu a si mesma que usaria todas as forças para sua vida se alterar o mínimo possível. Ela reconhece que existiram dificuldades e limitações, que tiveram dias muito difíceis, mas que conseguiu realizar o sonho de terminar a graduação e se formar médica. Hoje, se sente uma pessoa vitoriosa e abençoada por Deus. Foi uma fase de tristezas, decepções e dores, mas, sem dúvida, de muito aprendizado. Ela aprendeu a dar valor no que realmente importa, a ser melhor como pessoa e a descartar o que faz mal. “Aprendi o outro lado, a ser ‘paciente’, e compreender as dúvidas e os medos de quem está do outro lado. Aprendi a ser uma médica melhor e mais humana”, completa.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

SOU CANDIDATO.

Depois da cassação de Zé Vieira em Bacabal não se ouve outra coisa senão a frase: "sou candidato".

Muitos são os motivos para tantos projetos pessoais (vaidade, ganância, etc...), mas não vê nenhuma proposta de trabalho para a recuperação da combalida cidade. Temos de tudo, desde políticos tradicionais defenestrados no passado até pedintes de rua sendo alçados à condição de "salvadores da pátria".

Mas se uma pessoa de bem, seja comerciante ou comerciário,  profissional liberal ou qualquer outro trabalhador quiser ousar se candidatar em Bacabal passa logo a ser ridicularizado em todas as redes sociais. 

Para ser candidato tem que ter milhões para gastar ou ser um zé ninguém para ser comandado. E o resultado são ruas sujas, serviços públicos deficientes e a população abandonada.

Eleições 2018. Geraldo Alckmin

  1. O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, reforçou nesta quarta-feira (21) os ataques a Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL e escolhido como alvo prioritário de sua campanha. O tucano afirmou que Bolsonaro é "igualzinho ao PT", destacando que "os extremos se atraem". Ao descartar uma aliança com o MDB, ele também vinculou o presidente Michel Temer ao PT, afirmando que ele foi "escolhido" pelo partido.
  2. Rodrigo Maia é um dos melhores quadros desta nova geração. Queremos estar juntos, como em São Paulo. A gente tem que administrar a ansiedade. E tem dois ansiosos: os políticos e os jornalistas. Sou médico anestesista, então médico sabe controlar estresse — disse Alckmin.

terça-feira, 5 de junho de 2018

terça-feira, 29 de maio de 2018

Caminhoneiros autônomos se dizem satisfeitos com nova proposta de Temer


Representantes da categoria se reuniram com o presidente em Brasília. Eles disseram que vão orientar motoristas a encerrar greve após publicação das medidas no 'Diário Oficial'.



Do G1

Representantes de caminhoneiros autônomos afirmaram que aprovam as medidas para a categoria anunciadas mais cedo neste domingo (27) pelo presidente Michel Temer.

Com a nova proposta, detalhada por Temer durante pronunciamento, o governo espera encerrar a greve dos caminhoneiros, que chegou neste domingo ao sétimo dia.

Entre as medidas está a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias e a isenção de pegamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios. Apenas a redução de R$ 0,46 no preço do diesel custará ao governo R$ 10 bilhões.

No pacote, estava prevista a edição de três medidas provisórias para atender à demanda dos caminhoneiros. As MPs saíram em edição extra do Diário Oficial da União publicada no fim da noite deste domingo.

Durante o pronunciamento de Temer, foram registrados panelaços no DF, Rio de Janeiro e São Paulo.

Fim da greve?

"Saiu no 'Diário Oficial', a nossa recomendação é que aceitem [as propostas e liberem as estradas]", afirmou Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS).

"Eles [caminhoneiros] só vão aceitar [o acordo proposto pelo governo] após saírem publicadas no 'Diário Oficial' as medidas que foram negociadas aqui", disse José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), uma das entidades que não tinham assinado o acordo na quinta-feira (24).

O grupo não tinha assinado o acordo proposto pelo governo na quinta-feira (24) por entender que ele não atendia às suas reivindicações. Diante da manutenção da greve pelos caminhoneiros, as entidades foram chamadas de volta a Brasília nesta domingo para negociar a nova proposta.

De acordo com eles, com as estradas desobstruídas, serão necessários de 8 a 10 dias para normalizar o abastecimento de combustível e alimentos no país.

"Daquilo que se propunha, o nosso movimento está contemplado. Nós queríamos piso mínimo de frete, suspensão no preço do combustível do PIS-Cofins, que está contemplado, queríamos a suspensão por 60 dias de novos reajustes para ter previsibilidade e o setor se organizar. Está contemplado", afirmou Dahmer.

Para ele, uma das principais conquistas para a categoria será a fixação de um valor mínimo para o frete.

"Essa política de preço vai fazer com que a gente saiba a quanto está trabalhando e ninguém vai poder nos explorar menos do que aquele valor, que será o nosso custo", disse.

Corte do PIS-Cofins e CIDE

A proposta anunciada por Temer prevê a redução de R$ 0,46 no litro do diesel, que terá validade por 60 dias. A partir daí, os reajustes no valor do combustível serão feitos a cada 30 dias, decisão que, segundo o presidente, visa dar mais "previsibilidade" aos motoristas.

Ele informou que o corte de R$ 0,46 se dará com a redução a zero das alíquotas do PIS-Cofins e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre o diesel.

A proposta anterior, divulgada na quinta, já contemplava o corte na CIDE. A novidade, portanto, é a suspensão da cobrança do PIS-Cofins sobre o diesel.

No caso do diesel, os valores praticados pela Petrobras são mais da metade (55%) do preço pago pelo consumidor nos postos; 7% é o custo do biodiesel, que, por lei, deve compor 10% do diesel, e 9% corresponde aos custos e lucro dos distribuidores, conforme os cálculos da Petrobras, que levam em conta a coleta de preços entre os dias 6 e 12 de maio em 13 regiões metropolitanas do país.

Cerca de 29% são tributos, sendo:

• 16% ICMS, recolhido pelos Estados
• 13% Cide e PIS-Cofins, de competência da União.

O ministro Carlos Marun disse que o Procon vai fiscalizar se a redução anunciada por Temer cheguerá às bombas.

"A redução vai chegar às bombas. O Procon está, inclusive, editando medida e vai fazer fiscalização no sentido de que o nosso objetivo, de que essa redução chegue ao tanque do caminhoneiro, se torne realidade", afirmou.

Eixo suspenso e fretes da Conab

Temer também anunciou a edição de três medidas provisórias para atender a outras demandas dos grevistas. As MPs saíram em edição extra do Diário Oficial da União publicada na noite deste domingo e preveem:

1. Isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais;

2. Determinação para que 30% dos fretes da Conab sejam feitos por caminhoneiros autônimos;

3. Estabelecendo de tabela mínima dos fretes.

Medidas provisórias têm força de lei e começam a valer assim que o texto é publicado no "Diário Oficial da União". A partir daí, o Congresso Nacional terá até 120 dias para analisar as MPs. Se isso não acontecer no prazo, as medidas perderão validade.

Reoneração da folha

Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que os pontos do acordo negociado na semana passada seguem valendo, entre eles o que tira o setor de transporte rodoviário de carga da chamada reoneração da folha.

A proposta, que na prática eleva a arrecadação federal, já foi aprovada pela Câmara e ainda depende de análise do Senado. Vários setores que haviam sido atendidos com a desoneração perderão o benefício. Segundo Temer, o setor dos caminhoneiros não estará entre esses setores.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Los hermanos também tem seus casos de corrupção.

Nicolas Kicker, número 84 do ranking da ATP, foi suspenso após ter sido considerado culpado de manipulação de resultados e outras violações. A Tennis Integrity Unit achou provas de que o argentino armou resultados em partidas em challengers em 2015.

Ele ainda foi considerado culpado por não ter relatado uma abordagem corrupta e não cooperar com as investigações. O gancho é em caráter preventivo e agora ele não pode receber credenciais para disputar torneios oficiais. A punição definitiva ao jogador de 25 anos será divulgada no futuro.
Nicolas Kicker tem oito vitórias e onze derrotas à nível ATP na atual temporada. Ele está fora de Roland Garros e tem como principal resultado no ano ter chegado a terceira rodada do Aberto da Austrália.

sábado, 26 de maio de 2018

CAMINHONEIROS PEDEM O QUE MESMO ?

Começou a valer neste sábado, 26, o decreto editado pelo presidente Michel Temer que autoriza uso das Forças Armadas.

Os protestos dos caminhoneiros continuam pelo 6º dia seguido de manifestações. Quando anunciou, na noite de quinta-feira, um acordo com lideranças dos caminhoneiros, em greve desde segunda-feira, o governo imaginava ter conseguido desmobilizar o movimento.

Sexta-feira seria um dia de estradas sendo desbloqueadas e o abastecimento começando a se regularizar, mas não foi o que se viu.

Com uma liderança muito difusa, o que se ouvia dos caminhoneiros parados nas estradas era que o acordo fechado com o governo não servia. Como uma possível medida para o impasse, o presidente Michel Temer acionou as forças de segurança nacionais para desbloquear rodovias.

O decreto, publicado no Diário Oficial da União, autoriza o emprego das Forças Armadas no contexto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) até o dia 4 de junho. Com isso, os militares atuarão junto às forças policiais, como a Polícia Militar (PM), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, na liberação das estradas. 

Não dá para entender qual o motivo da continuidade da paralização, pois se o problema era o aumento diário dos combustíveis isso já foi superado, se existem outras pautas elas precisam ser apresentadas, se existem líderes do movimento eles precisam dar as caras. O Brasil não pode ficar refém da vontade de uma classe.

O  que começou legítimo corre o risco de virar baderna.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

MORRE O DELATOR DO CASO FIFA.


Morreu na manhã desta sexta-feira (25) o advogado, jornalista e empresário J. Hawilla, que delatou o “Caso Fifa” nos Estados Unidos. Ele tinha 74 anos de idade e estava internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Hawilla enfrentava problemas respiratórios.
Casado, pai de três filhos e avô de seis netos, José Hawilla havia retornado ao Brasil há cinco meses, após cumprir prisão domiciliar nos Estados Unidos.
O delator já cumpriu sua pena e agora morre mesmo antes de ver os dirigentes corruptos serem presos. 
Entenda o caso:
Dono da empresa Traffic, Hawilla faturou milhões com o futebol.
Como lembrou o jornal “Extra”, em 2015 ele revelou um esquema de corrupção no futebol que durou mais de 20 anos. Por conta da denúncia, a muitos dirigentes foram investigados e, posteriormente, presos pela Justiça dos Estados Unidos. Um deles é José Maria Marin, que está preso em Nova York, e Marco Polo Del Nero, ambos ex-presidentes da CBF.
Réu confesso, Hawilla confirmou que pagou propinas por contratos e direitos de transmissão de competições, além de patrocínios ligados a seleção brasileira.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

A posição contraditória de Sérgio Moro.

Após fazer pose para foto ao lado do tucano João Doria o juiz diz:


"Seria de fato melhor para qualquer juiz evitar fotos com quaisquer agentes políticos, independentemente de seu mérito, a fim de evitar interpretações equivocadas ou incidentes processuais infundados, mas, em eventos públicos ou sociais, fotografias podem ser tiradas".

Estranho o senso de moralidade do juiz que passou por cima da Constituição Federal quando deixou vazar para imprensa a gravação da então presidente Dilma (a gravação devia ter sido enviada ao STF) e agora, após flagrado fazendo pose com um político, diz ser direito.

Efetivamente é direito de qualquer cidadão ter relações sociais, como é direito do Presidente da República somente ser julgado pelo STF. 

Será que deu para entender senhor Moro ? 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Por um mundo com mais gente “doida” e menos gente maldosa.


Por Priscila Mattos 
Resiliência Humana.

Gente “doida” é gente feliz, alegre, que tem sempre uma palavra de otimismo e uma boa gargalhada a oferecer, mesmo em situações que geram preocupação e pessimismo.

São pessoas espontâneas e autênticas, que não têm medo de expor o que sentem, nem expor limites e pontos de vista. São pessoas que não estão preocupadas em tentar agradar a todos, embora exalem carisma e gentileza.

Gente “doida” é gente divertida, que está sempre de bem com a vida. Mesmo nos momentos de tristeza, elas se agarram ao otimismo dentro de si, pois sabem que tudo passa.

Gente “doida” é gente que vive, que não espera uma data específica para beber um bom vinho ou usar a roupa mais bonita do guarda-roupa. Elas não esperam as ocasiões especiais, elas fazem de todas as ocasiões especiais.

sábado, 12 de maio de 2018

Cartório pode homologar processo de usucapião, confirma CNJ.

A possibilidade de se fazer o processo de usucapião diretamente nos cartórios foi aprovada pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça. Com a mudança, haverá uma grande redução no prazo de tramitação, que chegava a três anos nos casos mais simples. A usucapião é o direito à propriedade de um bem após uso contínuo e prolongado.
Em dezembro do ano passado, a Corregedoria do CNJ publicou o Provimento 65, estabelecendo as diretrizes para o procedimento da usucapião extrajudicial nos serviços notariais e de registro de imóveis.
O texto, que passou por consulta pública desde 2016, esclarece que é facultada aos interessados a opção pela via judicial ou pela extrajudicial, podendo ser solicitada, a qualquer momento, a suspensão do procedimento pelo prazo de 30 dias ou a desistência da via judicial para promoção da via extrajudicial. Caso opte pela extrajudicial, o cidadão deve ir a um cartório de notas e obter a Ata Notarial descrevendo a situação do bem.
Com esse documento, o interessado deve ir a um cartório de registro de imóveis para obter um parecer. Caso o cartório de imóveis confirme que todos os requisitos foram preenchidos, já será elaborado o termo de posse por usucapião e feita a averbação no registro do imóvel.
A usucapião pode ser utilizada tanto para bens móveis quanto bem imóveis, exceto bens públicos. Existem diversos tipos de usucapião, entre eles os bens imóveis extraordinária (Código Civil, artigo 1.238), bens imóveis ordinária (Código Civil, artigo 1.242), especial rural (Constituição Federal, artigo 191 e Código Civil, artigo 1.239), especial urbana (Constituição Federal, artigo 183; Código Civil, artigo 1.240), bens móveis ordinária (Código Civil, artigo 1.260) e bens móveis extraordinária (Código Civil, artigo 1.261). Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ. 



Fonte:
Revista Consultor Jurídico, 10 de maio de 2018, 10h49

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Para refletir sobre política.

"Nossos políticos se dividiram em tribos sem identidade, cada qual com seu credo, suas taras e suas manias. Bloquearam os caminhos da sociedade. Nessa operação, mataram a serenidade e a inteligência política, levando consigo os mediadores, que constroem soluções."

MARCO AURÉLIO NOGUEIRA é professor titular de teoria política e coordenador do núcleo de estudos e análises internacionais da unesp.

terça-feira, 8 de maio de 2018

SOMOS TODOS DA PAZ, mas bem que podiamos aprender a escolher presidente.


O Brasileiro não é de briga e não adianta dizer que a prisão de Lula ou a paixão por qualquer outro político vai botar o povo nas ruas, seja contra ou a favor. No dia a dia estamos acostumados com  as diferenças de opinião e de visões do mundo, que normalmente deixamos nos bares, restaurantes e nos senadinhos (esquinas) onde convivem lado a lado, todas as ideologias e até quem não as tem.

O brasileiro quer viver em paz, quer tocar a vida, criar os filhos, trabalhar e se divertir. Torcem para as coisas melhorarem, na economia, no emprego, no cotidiano. Vive-se na expectativa de que o Brasil consiga deixar de ser injusto e desigual, ainda que um conformismo fatalista espere sempre que tudo isso seja feito por obra e graça de um governo salvador.

Durante anos houve um total desprezo a corrupção e muitos pensam que ela é da natureza dos políticos e dos poderosos. Virou político é ladrão. Ganhou dinheiro é ladrão. Mais ainda há quem aceite o “rouba, mas faz” e ainda tem até quem tenha pena dos corruptos “bonzinhos”.
Todos veem o Estado como provedor geral e protetor. Por isso se transfere sua expectativa para políticos habilidosos em explorar a ingenuidade popular. Não dá para entender por que um povo tão solidário se mostra indiferente à miséria e à pobreza e ainda se deixa seduzir por quem se anuncia como “salvador”.
As eleições estão chegando e continuamos esperando que apareça alguém NOVO, alguém FORTE. Se não aparecer, serve alguém HONESTO, mesmo que seja incompetente. Triste uma nação que não tem educação cívica e moral.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Vereador bom e atuante serve muito ao povo.

O vereador Egídio já é hoje a liderança de maior credibilidade da oposição bacabalense e vem dando exemplo a todos os vereadores.

Foi aprovado nesta quarta feira  (11), na câmara municipal, projeto de Lei que dispõe sobre a  obrigatoriedade da  contratação de bombeiros civis por estabelecimento, onde haja grande circulação e concentração de pessoas no âmbito do município de Bacabal. Esse projeto de Lei decorre dos anseios de uma categoria (Bombeiro Civil) que luta incessantemente em defesa da vida. 

VALE RESSALTAR A  IMPORTÂNCIA DOS MESMOS NO QUE REFERE AO CUIDADO COM A INTEGRIDADE FÍSICA DAS PESSOAS, EVITANDO ACIDENTES E TRAGÉDIAS EM AMBIENTES COM GRANDE ACÚMULO DE PESSOAS. 

No nosso município há muitos estabelecimentos nos quais existem grande circulação de pessoas, logo, maior risco de acidentes, necessitando de um profissional que atue na prevenção de acidentes e combate a incêndios. Daí a importância de tão importante aprovação, pois tornar obrigatória a presença de Bombeiros civis nas edificações, áreas de risco e/ou eventos de grande concentração e circulação de pessoas no âmbito do município de Bacabal, vai diminuir a possibilidade de eventuais tragédias que poderiam acontecer com a não obrigatoriedade da presença desses profissionais. 

Além da segurança abre-se uma nova frente de trabalho para nossa população tão necessitada. Parabéns ao parlamentar.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Um partido sem "P".

O brasileiro nunca foi mesmo muito fã de partidos políticos, mas o PMDB já teve um momento histórico de aprovação popular quando da redemocratização do Brasil após o golpe militar. 

O PMDB de agora é diferente. Tirou o "P" para tentar lembrar o tempo do Movimento Democrático Brasileiro, mas seus líderes atuais não são nem sobra do passado.

No cenário nacional não temos mais Ulisses Guimarães e o partido tem que se contentar com Michel Temer. No cenário municipal não temos mais Bete Lago, que arrastava multidões e o líder atual  é  Roberto Costa que causa um descontentamento geral no partido, causando um esvaziamento preocupante.

O que foi o MDB?

Movimento Democrático Brasileiro foi criado em março de 1966 para ser uma espécie de oposição branda à ditadura e, assim, dar alguma legitimidade ao Governo militar, explica a cientista política Maria Victória Benevides, em um artigo publicado em 1986 intitulado "Ai que saudade do MDB". O objetivo era criar a imagem de que havia espaço na sociedade para posições contraditórias ao regime. O movimento era uma reunião de partidos que foram extintos pelo Ato Institucional número 2 (AI-2), especialmente o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), que tinha entre seus nomes o presidente deposto João Goulart e Leonel Brizola. Também reunia movimentos socialistas e progressistas. "Era uma oposição tolerada contra a ditadura, mas que fazia frente à repressão militar", explica Benevides no artigo. Com o tempo, a legenda acabou se tornando um símbolo da resistência.
"Durante o Governo militar o bipartidarismo era obrigatório. E só era permitido um partido de oposição. Por isso, a sigla reuniu todas as tendências de oposição", explica o cientista político Lamounier. "O MDB, então, cresceu rapidamente e veio a ser percebido pelos eleitores, principalmente os mais pobres, como o partido que estava ao lado dos pobres e contra o Governo. Não é que tivesse uma política que favorecesse os pobres, porque ele não podia fazer nada de concreto, mas a sigla ganhou essa conotação e, com isso, se tornou eleitoralmente muito forte".