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A DIVISÃO DO ELEITORADO BRASILEIRO

 

A briga pelo "olho" do eleitor está mais dividida do que nunca

(Imagem: AFP | Andressa Anholete | Agência Senado)

O Datafolha soltou um raio-X de como o país consome política em 2026 e o resultado mostra que o Brasil não está apenas dividido em ideais, mas em ecossistemas inteiros de informação.

O que dizem os números? No geral, a TV ainda lidera com 58%, seguida de perto pelas redes sociais com 54%. Mas a verdadeira divisão é ideológica:

  • 👈 Esquerda: O sofá ainda é o trono. 66% preferem a TV para saber o que acontece em Brasília. As redes sociais vêm depois, com 47%. YouTube e WhatsApp/Telegram são mencionados por 16% e 8%.

  • 👉 Direita: O feed domina. 63% buscam as redes como principal fonte, contra 50% que citam a TV. Youtube, Whatsapp/Telegram aparecem com 28% e 15%, respectivamente.

De olho na expansão ainda maior do digital, o TSE aprovou novas normas. Proibiu o uso de AI nas 72h antes da votação e exigiu relatórios de conformidades das BIG TECHs.

Mas não é só onde se informam que muda, mas também sobre o quê se preocupam…

Embora o debate político ferva no YouTube e no WhatsApp, o que realmente tira o sono do brasileiro passa longe dos algoritmos. Apesar dos escândalos recentes envolvendo o Banco Master e os desvios no INSS, a corrupção ainda não é a vilã número 1 no imaginário popular.

No topo das dores de cabeça, está: Saúde (21%), Segurança (19%) e Economia (11%). Só na sequência, vem Corrupção (9%).

“Sim, mas”: A corrupção vira prioridade absoluta quando a economia vai mal ou quando o escândalo ganha uma escala que ninguém consegue ignorar — como os 37% da época da Lava Jato. Bom, o caso Master parece estar indo nesse caminho.


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