
O jornalista Marco Silva foi alvo de uma operação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) na manhã desta quarta-feira (29), em Codó. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele classificou a ação como “uma decisão absurda, uma tentativa de calar a imprensa” e declarou que “isso claramente é um ataque à imprensa”, ao comentar o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência e a condução de sua esposa à delegacia.
Segundo Marco Silva, a investigação teve origem em denúncia apresentada pelo deputado estadual Francisco Nagib (MDB), que o acusa de publicações ofensivas.
“Todas as matérias que eu fiz contra o deputado […] eu trouxe documento”, afirmou Silva em sua defesa.
Ele ainda acusou o delegado que conduziu a operação de abuso de autoridade por apreender o celular de sua esposa, que não seria alvo da operação.
“É lamentável que um político esteja usando toda a sua influência para tentar calar a voz de um jornalista”, finalizou Marco.
OPINIÃO
por Rogério Alves
Recentemente acompanhamos um caso de um delegado que não tinha efetivo para apurar um crime de calúnia e difamação contra uma advogada, mas quando as críticas nas redes sociais foram dirigidas a ele, imediatamente, encontrou efetivo fortemente armado para reprimir a advogada.
O caso do jornalista de Codó é semelhante. Se houve excessos, a denúncia e o processo de reparação é o caminho, mas busca e apreensão para apurar um suposto crime de difamação, injúria ou calúnia só existe em regimes ditatoriais. É o uso da força do estado para intimidar o cidadão.
Será que os policiais esperavam encontrar uma opinião escondida em alguma gaveta, ou se buscava o instrumento de trabalho do jornalista, como já fez um ministro do STF recentemente em São Luís?
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