COMO ESTÃO NOSSOS VIZINHOS...


O cenário atual sul-americano é considerado mais desafiador do que na década de 2000, já que a região não vive mais um "boom" de commodities e enfrenta graves crises financeiras em países como Argentina, Venezuela e Cuba.

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O cientista político Maurício Santoro avalia que a América do Sul atravessa um ciclo político marcado por forte instabilidade e ebulição social, impulsionado por demandas reprimidas do período pós-pandemia e pelo crescente intervencionismo dos Estados Unidos na região.

O momento é analisado pelo especialista através dos seguintes pontos:
  • Onda de Protestos e Crises Institucionais: Na Bolívia, problemas econômicos como escassez de combustível, inflação e desemprego desencadearam protestos generalizados. Na Colômbia, a proposta de Assembleia Constituinte do governo Gustavo Petro foi recuada após reveses nas eleições. O Peru também enfrenta intensa polarização e indefinição eleitoral. 
  • Pressão Externa e Soberania: Há uma forte preocupação na diplomacia regional com o retorno de políticas externas mais assertivas e intervencionistas dos EUA, com destaque para as ações envolvendo a Venezuela. Essa postura norte-americana também reflete a disputa global de influência com a China.
  • Impactos da Segurança no Brasil: O professor aponta como divisor de águas a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Segundo a avaliação do Santoro, essa medida de tem um "enorme impacto para o Brasil", alterando dinâmicas de segurança pública e influenciando diretamente a política doméstica e a disputa eleitoral.

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