
Sem Lahesio, quem herda a direita maranhense? Roberto Rocha entra no radar do Novo para o Governo do Estado.
A declaração de que o ex-senador Roberto Rocha não foi consultado sobre a decisão de Lahesio Bonfim de deixar a disputa pelo Governo do Maranhão reforça a percepção de que a mudança de estratégia ocorreu de forma unilateral e surpreendeu parte da direção do Partido Novo.
O próprio partido divulgou nota afirmando que tomou conhecimento do novo posicionamento de Lahesio após o anúncio público e que passará a avaliar os impactos eleitorais e estratégicos da decisão.
Na política, não existe espaço vazio. Com a saída de Lahesio da corrida ao Palácio dos Leões e sua entrada na disputa pelo Senado, abriu-se uma lacuna no campo oposicionista de direita. Nesse contexto, o nome de Roberto Rocha passou a ser citado como uma alternativa natural para representar o Novo na disputa pelo governo estadual.
O partido, inclusive, declarou que possui nomes qualificados e não descarta manter candidatura própria ao governo.
O que isso significa politicamente?
Leitura política
Se Roberto Rocha realmente assumir a candidatura ao governo, o Novo evitará ficar sem palanque majoritário no Maranhão. Por outro lado, se ele permanecer na disputa ao Senado, cresce a possibilidade de entendimento político com Eduardo Braide ou outra candidatura de oposição.
Para um observador da política maranhense, a principal consequência imediata é que a eleição de 2026 ficou mais aberta.
A saída de Lahesio retirou do páreo um candidato que havia obtido quase 1 milhão de votos em 2022. Não haverá transferência imediata de votos e é preciso pensar que esses votos já estavam, em boa parte, com Braide, não sendo suficientes para ganhar a eleição.
O movimento atabalhoado obrigou toda a oposição a recalcular sua estratégia
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