
O cenário político maranhense ganhou um novo capítulo após declarações do ex-deputado Rogério Cafeteira. Segundo ele, o deputado federal Duarte Jr. (Avante) teria sido informado pela direção do partido de que não receberá a legenda para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026.
De acordo com Cafeteira, Duarte ainda tenta reverter a decisão junto à cúpula nacional do Avante, mas as chances de mudança seriam consideradas muito pequenas. Como alternativa, o partido teria oferecido ao parlamentar a possibilidade de disputar a reeleição para deputado federal, opção que, segundo o ex-deputado, não seria aceita por Duarte.
Ainda conforme as declarações, Duarte Jr. acredita que a articulação para inviabilizar sua candidatura ao Senado teria sido motivada por interesses de outros pré-candidatos à vaga, embora nenhum nome tenha sido revelado.
Nós anunciamos aqui que, depois da desistência da candidatura se Roseana Sarney, Duarte Jr era o principal nome na disputa ao Senado. A sujeira tá rolando solta para reeleição dos atuais, mas Duarte resiste.
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Se a informação for confirmada, o Avante prestará um enorme desserviço à democracia interna dos partidos. Barrar uma pré-candidatura competitiva por decisão de cúpula, em vez de permitir o debate político e a construção de consenso, reforça a velha prática das decisões tomadas nos bastidores, longe dos filiados e da sociedade.
Independentemente de quem seja o beneficiado ou o prejudicado, uma legenda que impede seus próprios quadros de disputar espaços por conveniência política transmite a mensagem de que interesses de poucos valem mais do que a vontade da base e do eleitor.
A política precisa de mais disputa de ideias e menos "puxadas de tapete".
Se Duarte Jr. realmente estiver sendo impedido de concorrer por pressão interna, caberá ao Avante explicar de forma transparente os motivos da decisão. Afinal, partidos políticos existem para fortalecer a democracia, e não para restringi-la quando ela deixa de atender aos interesses de seus dirigentes.
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