Segundo o governo norte-americano, Victor Shimada liderava, a partir de São Paulo, uma estrutura de lavagem de dinheiro que atuava em conjunto com integrantes da facção criminosa radicados na Flórida.
A investigação, porém, não afirma que Victor Shimada seja integrante do PCC, mas sustenta que ele estaria inserido em um fluxo financeiro que se cruza com pessoas e empresas citadas em apurações sobre a facção criminosa.
Além dessa investigação, ele responde a outros quatro processos sem ligação direta com organização criminosa:
- ameaça
- violência doméstica e familiar
- injúria cometida ofendendo a dignidade ou o decoro
- lesão corporal dolosa
O promotor Lincoln Gakiya, maior especialista em PCC, afirma que Victor e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que também sofreu sanções econômicas do governo dos EUA, não são integrantes do PCC.
"Aqui no Ministério Público de São Paulo não há nenhuma informação de que o Victor, ou mesmo de que a Stella, ou as empresas ligadas a eles, sejam ou estejam relacionados de alguma forma com o PCC. Nenhuma investigação do Ministério Público aqui aponta para isso", diz Gakiya.
"Nós não temos informação de que ele faça a lavagem para o PCC. A não ser que o FBI e o Departamento de Estado norte-americano tenham conseguido essas provas lá", completou.
Esse éé o perigo de deixar outra nação se intrometer em questões locais. Primeiro ela oferece ajuda e depois passa a ser o seu algoz. O que fazer agora? Defender os bandidos em nome da Soberania ou perdê-la, aceitando o julgamento sumário do governo americano ?

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