O Escritório de Comércio dos Estados Unidos realizou entre segunda e terça-feira (6 e 7) as audiências públicas sobre o tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos exportados do Brasil. Participaram do debate empresas, representantes de setores produtivos brasileiros e até um pré-candidato à Presidência.
Flávio Bolsonaro falou menos de 5 minutos e reforçou o argumento de que as tarifas beneficiariam eleitoralmente o atual governo. Depois, para jornalistas brasileiros, ele falou que deseja o “cancelamento” da medida e não seu adiamento, como sugeriu na carta enviada ao Escritório semana passada.
Gigantes multinacionais como Coca-Cola, Nestlé, Tesla e eBay enviaram representações para solicitar que não haja sobretaxa aos produtos brasileiros.
Os Estados Unidos estudam impor novas tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros, com o argumento de que certas práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos EUA".
A decisão do governo americano deve sair até o dia 15 de julho.
OPINIÃO
POR ROGÉRIO ALVES

Esse é o problema de quem pede ajuda a um "salvador" externo: fica dependente.
O bolsonarisno se apegou as forças armadas durante o primeiro mandato de Bolsonaro e agora, se apega no governo Trump como salvação para levá-los de volta ao Palácio do Planalto.
O que a direita brasileira precisa é perder a dependência ao bolsonarismo e entender que a verdadeira força sem do povo conservador e da defesa de seus valores e princípios. Deus, pátria e família, não significa "família bolsonaro".
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