Segundo a Polícia Civil, a vítima foi atingida na cabeça e no rosto com uma garrafa de cerveja quebrada, na Praça da Matriz.
Por g1 MA

Suspeito de atacar mulher trans com garrafa quebrada é preso em Rosário Foto: Reprodução da TV Mirante
Um homem suspeito de tentativa de homicídio qualificado contra uma mulher trans foi preso na manhã desta quinta-feira (23), em Rosário, a 69 km de São Luís. Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), ele atacou a vítima com uma garrafa de cerveja quebrada no domingo (19), na Praça da Matriz, no Centro da cidade.
De acordo com as investigações da Delegacia Regional de Rosário, a mulher caminhava pela praça quando foi surpreendida pelo suspeito. A polícia afirma que ele quebrou uma garrafa de cerveja e usou a parte cortante do objeto para atingir a cabeça e o rosto da vítima.
Ainda segundo a polícia, o suspeito continuou o ataque mesmo depois que a mulher caiu no chão. As agressões só foram interrompidas após a intervenção de uma pessoa que presenciou o crime.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi atingida na cabeça e no rosto com uma garrafa de cerveja quebrada, na Praça da Matriz. — Foto: Divulgação/ Polícia Civil
OPNIÃO POR ROGÉRIO ALVES
A violência motivada pelo preconceito jamais pode ser tratada como algo normal. Quando uma pessoa é agredida ou tem sua vida colocada em risco por causa de sua orientação sexual, toda a sociedade é atingida.
A homofobia não destrói apenas a vítima; ela enfraquece valores como o respeito, a convivência e a dignidade humana.
Infelizmente, ainda convivemos com uma geração que, em muitos casos, foi criada em meio à intolerância e à ideia equivocada de que as diferenças justificam o ódio.
Mudar essa realidade não é simples, mas também não é impossível. Se não conseguimos transformar todos os adultos de hoje, temos a obrigação de educar melhor as próximas gerações.
É dentro de casa que nasce o respeito ao próximo. Pais, mães, avós e educadores precisam ensinar às crianças que ninguém merece ser humilhado, discriminado ou violentado por ser diferente. O verdadeiro legado que deixamos não é apenas patrimônio material, mas a herança comportamental, formada por valores como empatia, tolerância, solidariedade e respeito às diferenças.
Salvar as próximas gerações significa criar filhos e netos que saibam conviver com a diversidade e resolver conflitos sem violência. Uma sociedade mais justa começa na educação que oferecemos às nossas crianças.
Que casos como este sirvam de reflexão e não apenas de indignação.
O preconceito se combate com a aplicação da lei, mas também com educação, diálogo e exemplo. Essa é a herança que realmente vale a pena deixar para quem vem depois de nós.
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