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TÁ LIBERADO: PL do Maranhão aposta na neutralidade para o Governo

 

PL do Maranhão aposta na neutralidade para o Governo. Agora, a decisão está nas mãos do eleitor.

Tá liberado! Essa era a frase que o presidente estadual do PL do Maranhão gostaria de ouvir do STF, mas enquanto isso não acontece, Josimar Maranhãozinho anunciou que o partido não apoiará nenhum candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2026. 

A direção estadual liberou seus candidatos a deputado estadual e deputado federal para fazerem as alianças que julgarem mais convenientes em suas bases eleitorais. 


A decisão ocorre em um momento delicado para a legenda. 

O presidente estadual do partido, o deputado federal Josimar Maranhãozinho, foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva em processo relacionado ao desvio de emendas parlamentares. 

A decisão ainda pode ser objeto de recursos, mas representa um marco por envolver parlamentares acusados de cobrar vantagens indevidas na destinação de recursos públicos.

OPINIÃO 

POR ROGÉRIO ALVES 

inegável que o PL possui força política no Maranhão. A legenda reúne prefeitos, vereadores, deputados e uma estrutura financeira capaz de influenciar campanhas eleitorais em diversas regiões do estado.

Entretanto, também é impossível ignorar que o partido atravessa um período marcado por graves acusações e condenações envolvendo algumas de suas principais lideranças. Esse contexto inevitavelmente coloca em debate o compromisso das legendas e dos candidatos com a ética na vida pública.

Mais importante do que as estratégias partidárias, porém, será a postura do eleitor. 

Em uma democracia, o voto é o principal instrumento de fiscalização e mudança. Independentemente da sigla ou da ideologia, cabe ao cidadão avaliar a trajetória, a conduta e os compromissos de cada candidato antes de depositar sua confiança nas urnas.

O Maranhão tem a oportunidade de mostrar que a política pode ser renovada não apenas com novos discursos, mas também com escolhas responsáveis. Combater práticas como a compra de votos, exigir transparência e valorizar candidatos com histórico compatível com a função pública são atitudes que fortalecem a democracia e ajudam a romper ciclos que há décadas comprometem a qualidade da representação política.

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