Uefa detona Fifa por liberar Balogun na Copa: "Cruzou uma linha vermelha"
Entidade europeia afirma que decisão cria um precedente perigoso e coloca em risco a integridade da Copa do Mundo
A decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica provocou forte reação da Uefa. Nesta segunda-feira (6), a entidade que comanda o futebol europeu afirmou que a medida "cruzou uma linha vermelha" e colocou em risco a integridade da competição.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, ainda nos 16 avos de final. Após marcar um dos gols da classificação americana, o atacante acertou Tarik Muharemovic com as travas da chuteira e recebeu cartão vermelho direto.
Pelas regras da competição, o jogador deveria cumprir suspensão automática de uma partida e desfalcar os Estados Unidos no duelo contra a Bélgica. No entanto, a Fifa suspendeu a aplicação da punição por um período probatório de um ano, tornando o atacante apto para atuar nas oitavas.
Segundo a agência "Associated Press", a decisão ocorreu após a Casa Branca solicitar ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão do caso.
Em nota oficial, a Uefa classificou a decisão como "inédita, incompreensível e injustificável". A entidade argumenta que a suspensão automática após um cartão vermelho é um princípio previsto no regulamento e não pode ser flexibilizado durante uma Copa do Mundo.
"O futebol, como qualquer esporte, depende de regras que garantem uma competição justa, honesta e transparente. Neste caso, não há espaço para interpretação", afirmou a Uefa.
Ainda de acordo com a entidade, abrir uma exceção em meio ao torneio compromete a credibilidade da competição e cria um precedente para que situações semelhantes recebam o mesmo tratamento.

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