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QUEM SUBIU E QUEM DESCEU EM 2026.

 Com a pausa nas atividades de pista, o ge aproveita para mostrar quem subiu e quem desceu na avaliação de desempenho, incluindo pilotos e equipes. 

Confira!

⬆️ Quem sobe

Kimi Antonelli

Depois de um início arrasador de temporada, a Mercedes tem sofrido um pouco com problemas de confiabilidade e venceu só duas das últimas cinco corridas. No entanto, mesmo com o momento de instabilidade, Antonelli segue sendo o principal piloto do time alemão no ano e lidera o campeonato, com 50 pontos de vantagem sobre o vice-líder Lewis Hamilton.

Kimi Antonelli vence o GP da Bélgica da F1 2026 — Foto: Steven Tee/LAT Images

Kimi Antonelli vence o GP da Bélgica da F1 2026 — Foto: Steven Tee/LAT Images

Embora a sequência de cinco triunfos seguidos tenha sido interrompida e dado lugar a provas menos inspiradas, ainda assim o italiano venceu na Bélgica e segue em vantagem no confronto direto com George Russell, com placar de 7 a 4 em corridas. O jovem de 19 anos entra na pausa como favorito ao título.

Lewis Hamilton

A Ferrari como um todo merece destaque pelo viés de alta, mas o principal nome da equipe neste momento é Hamilton. Além de liderar a disputa interna com Charles Leclerc, o heptacampeão conseguiu quebrar o jejum de quase dois anos da escuderia de Maranello, com o triunfo no GP de Barcelona-Catalunha.

Hamilton vence o GP de Barcelona-Catalunha de Fórmula 1 — Foto: REUTERS/Nacho Doce

Hamilton vence o GP de Barcelona-Catalunha de Fórmula 1 — Foto: REUTERS/Nacho Doce

A reação, tanto em termos psicológicos quanto de pilotagem, levou o britânico ao segundo lugar no campeonato de pilotos, o que não se imaginava no início da temporada: não só pelo ano ruim de Hamilton em 2025, mas também por quebrar a superioridade imaginada para a Mercedes neste ano.

Ferrari

A escuderia de Maranello deixou só de ser uma postulante a incomodar a Mercedes e se tornou uma ameaça real ao longo da temporada. Com duas vitórias no campeonato – a de Hamilton em Barcelona e a de Leclerc na Grã-Bretanha, o time italiano está 72 pontos atrás dos alemães no campeonato de construtores.

Hamilton nos braços dos mecânicos da Ferrari após vencer em Barcelona — Foto: Mario Renzi - Formula 1/Formula 1 via Getty Images

Hamilton nos braços dos mecânicos da Ferrari após vencer em Barcelona — Foto: Mario Renzi - Formula 1/Formula 1 via Getty Images

A equipe ainda desperdiçou oportunidades de pontuar mais em pistas com muitas curvas, casos de Mônaco e Hungria, mas o saldo geral é positivo em relação ao que se esperava no início de temporada. As atualizações no carro têm dado resultado, e a confiabilidade do SF-26 também impulsiona a Ferrari na batalha com a Mercedes.

Lando Norris

O carro pouco competitivo da McLaren vem ofuscando uma boa temporada do atual campeão da Fórmula 1, mais tranquilo e menos propenso a erros em relação ao ano passado. O britânico subiu ao pódio em três etapas deste campeonato, contra dois do companheiro de equipe Oscar Piastri, e lidera a disputa interna com 36 pontos de vantagem (128 a 92).

Lando Norris beija o troféu de vencedor do GP da Hungria — Foto: Mark Sutton - Formula 1/Formula 1 via Getty Images

Lando Norris beija o troféu de vencedor do GP da Hungria — Foto: Mark Sutton - Formula 1/Formula 1 via Getty Images

Norris já havia vencido a corrida sprint em Miami e, quando teve um carro competitivo em mãos, fez bonito. O piloto entra na pausa de verão após a exibição dominante no GP da Hungria – apesar da largada ruim – com vitória e 15 segundos de vantagem sobre o vice-líder, Max Verstappen.

Racing Bulls

Quando a temporada começou, o pelotão intermediário se desenhava com domínio de Alpine e Haas, mas o cenário é totalmente diferente após 11 corridas: é a equipe B da Red Bull quem se consolidou como a "melhor do resto". A distância para as quatro grandes ainda é enorme, mas o time de Faenza se consolidou como quinta força do grid.

Arvid Lindblad e Liam Lawson, GP da Bélgica de F1 — Foto: Jakub Porzycki/Reuters

Arvid Lindblad e Liam Lawson, GP da Bélgica de F1 — Foto: Jakub Porzycki/Reuters

A principal ameaça ao posto tem sido a Audi, mas a Racing Bulls é mais consistente: nesta temporada, a equipe só ficou fora da zona de pontuação com os dois carros no GP de Miami.

⬇️ Quem desce

George Russell

A grande decepção do campeonato até aqui. O britânico iniciou como favorito, dada a experiência na comparação com Kimi Antonelli e o fato de ter o melhor carro do grid. Porém, apesar de vencer na abertura na Austrália, passou a ter que lidar com a ascensão do jovem italiano e perdeu a confiança ao longo do campeonato.

Russell tem levado a pior na disputa com Antonelli — Foto: Jakub Porzycki/Reuters

Russell tem levado a pior na disputa com Antonelli — Foto: Jakub Porzycki/Reuters

As falhas de confiabilidade no carro atingiram o piloto em momentos importantes, como na bela disputa com Antonelli pela liderança do GP do Canadá, e Russell passou a ser queixar não só do azar, mas também do carro da Mercedes. A vitória na Áustria pareceu reacender o espírito competitivo de George, mas o abandono na Bélgica e o ritmo ruim na Hungria levaram o britânico ao terceiro lugar do campeonato.

Red Bull

A equipe austríaca ainda não conseguiu se achar em 2026. Quarta colocada do campeonato com 202 pontos de diferença para a Mercedes, a Red Bull sofre com um carro complicado em termos de aerodinâmica e, embora tenha uma dupla de pilotos forte com Max Verstappen e Isack Hadjar, não consegue desafiar as rivais para além de momentos esporádicos.

Max Verstappen sai do carro após bater no fim da classificação — Foto: Clive Rose/Getty Images

Max Verstappen sai do carro após bater no fim da classificação — Foto: Clive Rose/Getty Images

Os acidentes de Verstappen na Áustria e na Inglaterra também podem ser atribuídos à equipe, com uma falha no mecanismo de fechamento da asa traseira em curvas rápidas - o que causa perda de estabilidade. Os dois pilotos têm reclamado do carro de forma constante pelo rádio, e a Red Bull ainda corre o risco de perder Verstappen se continuar em má fase.

O piloto holandês sofreu outros problemas durante o ano, como a batida na classificação para o GP da Austrália e o giro na definição do grid no Circuito de Hungaroring. Ainda assim, evoluiu após o início ruim de temporada e foi ao pódio em quatro oportunidades, incluindo dois segundos lugares ao se recuperar na Áustria e na Hungria. O desempenho do tetracampeão não se compara ao do ano passado, mas está dentro da normalidade, considerando as limitações do carro.

Oscar Piastri

A temporada de 2025 parece ainda não ter acabado para o australiano. Depois de liderar boa parte daquele campeonato e derreter no final, terminando na terceira posição, o piloto ainda não se achou na disputa interna com Lando Norris e pouco fez com o carro da McLaren, sem o ritmo ideal.

Oscar Piastri ainda não engrenou na F1 2026 — Foto: Marcel van Dorst/EYE4IMAGES/NurPhoto via Getty Images

Oscar Piastri ainda não engrenou na F1 2026 — Foto: Marcel van Dorst/EYE4IMAGES/NurPhoto via Getty Images

Piastri até foi ao pódio em Miami e no Japão, com pilotagem consistente, mas falta um momento de brilho para um piloto que esteve perto de ser campeão. Parecia que a hora seria no GP da Hungria, quando o australiano pulou para a liderança na largada e mostrou excelente ritmo, mas tudo foi por água abaixo: além de perder a ponta para Norris, o piloto ainda abandonou com um problema na caixa de câmbio.

Esteban Ocon

O experiente piloto da Haas é um dos principais candidatos a perder a vaga na F1 em 2026, e a atual temporada do francês explica o motivo. Com apenas três pontos no campeonato, ele está sendo superado pelo companheiro de equipe Oliver Bearman em resultados (7 a 4 na disputa direta) e na tabela, já que o inglês tem 18 pontos.

Esteban Ocon durante o GP de Miami de F1 — Foto: Bradley Collyer/PA Images via Getty Images

Esteban Ocon durante o GP de Miami de F1 — Foto: Bradley Collyer/PA Images via Getty Images

A falta de ritmo na comparação com um piloto em sua segunda temporada, somada à quantidade de candidatos para a vaga na Haas, leva Ocon a ser alvo de especulações neste ano. Um dos candidatos ao posto do piloto é o brasileiro Rafael Câmara, membro da academia da Ferrari – que fornece motores para a Haas – e terceiro colcoado na Fórmula 2.

Aston Martin

Alto investimento, ambição, motor Honda e o bicampeão Fernando Alonso no cockpit. Nem essa combinação foi capaz de impedir que a temporada da Aston Martin se tornasse um fiasco. A expectativa da equipe era de incomodar as grandes, mas o que se viu foi um desempenho sofrível em quase todas as corridas.

Fernando Alonso no segundo treino livre para o GP da Bélgica — Foto: John Thys / AFP

Fernando Alonso no segundo treino livre para o GP da Bélgica — Foto: John Thys / AFP

Em alguns momentos, a equipe chegou a andar mais de um segundo por volta mais lenta que a Cadillac, lanterna do campeonato. Para tentar apaziguar o problema, os ingleses decidiram aguentar o sofrimento e trazer um novo chassi só no GP da Hungria – e o desempenho melhorou, com a Aston Martin saindo da última fila e brigando no meio do pelotão. Ainda assim, o panorama ainda é bastante negativo para a escuderia.

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