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2⁰ TURNO. A SEMANA VAI SER DECISIVA

 


A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entra nesta terça-feira (13) em uma semana decisiva do segundo turno presidencial. 

Com a segunda-feira ocupada pelo feriado de Nossa Senhora Aparecida, as duas campanhas terão menos dias úteis para ampliar alianças, disputar os eleitores que ainda admitem mudar de voto e reagir às novas pesquisas que serão divulgadas ao longo da semana.

No feriado desta segunda-feira (12), os dois candidatos cumpriram agendas relacionadas às celebrações religiosas. Lula participou de uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida na capela do Palácio da Alvorada, em Brasília, acompanhado da primeira-dama Janja e de integrantes e aliados do governo. Após a celebração, o presidente defendeu respeito à fé e à liberdade religiosa.

Flávio Bolsonaro também participou de celebração católica. O candidato do PL esteve na Catedral Metropolitana de Brasília para a missa de Nossa Senhora Aparecida, acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, e de aliados. A presença ocorreu em meio à repercussão de informações falsas divulgadas durante a campanha segundo as quais Flávio teria intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, alegação que ele nega.

Enquanto Lula permaneceu em Brasília, aliados e apoiadores participaram de uma manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro. O ato reuniu integrantes de movimentos sociais e políticos e também incorporou pautas como o fim da escala de trabalho 6x1.

O feriado ainda trouxe um episódio inesperado para a campanha de Flávio.
Seu programa eleitoral exibido às 13h foi transmitido sem áudio. O Tribunal Superior Eleitoral informou posteriormente que houve falha técnica no Pool de Mídia das Eleições e anunciou que o programa será reexibido. Flávio inicialmente levantou suspeitas sobre o ocorrido, mas o TSE afirmou que o problema foi técnico.

A partir desta terça-feira, a pressão aumenta para as duas campanhas. Flávio Bolsonaro chegou ao segundo turno após obter 56,1 milhões de votos, contra 53,8 milhões de Lula no primeiro turno. 

A propaganda eleitoral gratuita recomeçou na última sexta-feira e segue até 23 de outubro, com divisão igualitária do tempo entre os dois candidatos: cinco minutos para cada um nos blocos de rádio e televisão, além das inserções ao longo da programação. A votação será no dia 25 de outubro.

Um dos principais desafios da semana será alcançar os eleitores que não participaram do primeiro turno, além de consolidar os votos recebidos e buscar apoios entre os eleitores dos candidatos eliminados. Mais de 33 milhões de brasileiros deixaram de votar no primeiro turno, fazendo da abstenção um contingente relevante para as estratégias das duas campanhas.

Outro teste importante virá das pesquisas. Pelo menos quatro levantamentos nacionais estão previstos para esta semana. 

  • O BTG/Nexus tem divulgação programada para terça-feira; 
  • a Quaest, para quarta-feira (14); 
  • e Datafolha, AtlasIntel e outros levantamentos devem apresentar novos números entre quarta e quinta-feira. 
As pesquisas vão oferecer os primeiros retratos mais amplos da movimentação do eleitorado depois do primeiro turno.

A disputa jurídica também continuará ocupando espaço. 

As equipes de Lula e Flávio já travaram centenas de ações eleitorais envolvendo propaganda, redes sociais, remoção de conteúdos e acusações de desinformação. Nesta terça-feira, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, deverá receber representantes jurídicos das duas campanhas em meio à escalada de questionamentos à atuação da Justiça Eleitoral.

Com apenas duas semanas até a votação e uma semana encurtada pelo feriado, Lula e Flávio precisarão concentrar agendas, propaganda, mobilização nas redes e articulações políticas em poucos dias. As novas pesquisas devem indicar se houve alguma mudança significativa no comportamento do eleitorado após o primeiro turno e ajudar a definir o tom da reta final da campanha.

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