O debate presidencial da TV Globo que aconteceria na noite de quinta-feira (1º de outubro de 2026) foi cancelado pela emissora devido à insegurança jurídica e a decisões judiciais de última hora que alteraram as regras combinadas.
É até compreensível que a emissora queira dar uma reposta a interferência política do judiciário na liberdade de imprensa, mas isso poderia ter sido feito com a realização do debate, em respeito aos demais candidatos. Ainda estamos presos na polarização Lula - Bolsonaro e até a poderosa Rede Globo foi vítima disso.
AS DECISÕES
A primeira é assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e atende a um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT, à Presidência da República.
A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes.
A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que, em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário com uma placa que o identifique. E que, numa das rodadas de tema livre, os candidatos presentes que assim desejarem formulem, em trinta segundos, a pergunta que fariam ao candidato que não compareceu.
A decisão da ministra Estela Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele.
A segunda notificação recebida pela Globo nesta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão

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