Christa Pike sobrevive a duas injeções letais. EUA, suspende execuções
Pike, condenada por matar uma colega estudante em 1995, seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. Seus advogados disseram não ter informações sobre seu estado de saúde após a falha médica e afirmam que ela deveria receber clemência.
Testemunhas descreveram o processo de execução
Christa Pike entrando em tribunal no Tennessee, nos Estados Unidos. Foto de dezembro de 2007. — Foto: J. Miles Cary/Knoxville News Sentinel/USA TODAY via REUTERS
Testemunhas da imprensa que observavam a execução de uma sala separada disseram que as autoridades abriram as cortinas da câmara de execução às 19h27, mostrando Pike presa a uma maca.
Pike permaneceu acordada e, em determinado momento, levantou a cabeça e perguntou aos funcionários da prisão se seu braço deveria estar se sentindo daquela forma. Não ficou claro a que ela se referia.
Às 20h26, testemunhas relataram que a segunda dose de pentobarbital havia sido administrada.
Pike continuou sendo ouvida roncando atrás da cortina fechada até que o microfone foi desligado às 20h53. Nesse momento, foi anunciado que as testemunhas da imprensa seriam escoltadas para fora da área.
Veículos de emergência chegam à Instituição de Segurança Máxima de Riverbend após a execução de Christa Pike ter sido interrompida na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, em Nashville, Tennessee. — Foto: George Walker IV / AP
A porta-voz do Departamento de Correções do Tennessee, Dorinda Carter, disse às testemunhas que não tinha informações imediatas sobre o que havia ocorrido.
Os advogados de Pike apresentaram ainda na noite de quarta-feira um pedido emergencial à Suprema Corte dos EUA para interromper imediatamente a execução, alegando que ela estava sofrendo uma “agonia desnecessária” e que seu direito de não ser submetida a punições cruéis e incomuns estava sendo violado.
Eles também protocolaram pedidos no Tribunal de Apelações do Sexto Circuito e em um tribunal distrital.
O recurso também afirmava que o Departamento de Correções deveria iniciar medidas para salvar a vida da condenada.
“A falha em fornecer esse atendimento constitui indiferença deliberada diante de necessidades médicas legítimas e graves”, diz a petição.
Pike e seu namorado foram condenados pelo esfaqueamento e espancamento que matou Colleen Slemmer, de 19 anos, colega deles em uma instituição de treinamento profissional em Knoxville, em 1995. O caso ganhou ampla repercussão porque um pentagrama gravado no corpo da vítima e outros elementos do crime alimentaram temores sobre cultos satânicos durante o chamado “pânico satânico” das décadas de 1980 e 1990.
Foi a segunda vez neste ano que o Tennessee não conseguiu realizar uma execução. Em maio, autoridades cancelaram a injeção letal de Tony Carruthers após os executores passarem mais de uma hora tentando, sem sucesso, conseguir acesso intravenoso para administrar o pentobarbital.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/j/W/XLzzudQs295Kyy1E4Blw/2026-10-01t075544z-184107085-rc2ptnayxsrm-rtrmadp-3-tennessee-execution.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/J/4/kp5c2fSDiEsB8RQm09Kw/ap26274087311818.jpg)
Comentários
Postar um comentário
COMENTE AQUI. 👆
Sua opinião é importante.