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Repórter da Globo desabafa após ser humilhada em reportagem no hospital

Leia com cuidado a matéria a seguir:

Se você concorda com o servidor que ofendeu a repórter, só porque ela é da Globo, tome cuidado com a sua saúde mental, porque esse comportamento é de doido ou um p. Preconceituoso.


noticiasdatv.uol.com.br


A repórter Juliana Guzzo entrou ao vivo instantes depois da abordagem rude de um servidor.



A jornalista Juliana Guzzo, da InterTV, afiliada da Globo na Região Serrana do Rio de Janeiro, foi hostilizada pelo gestor de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Teresópolis enquanto gravava uma reportagem. 

A profissional desabafou sobre a agressão sofrida e disse que estava sozinha quando foi abordada de maneira grosseira.
"Ele disse que a gente 'é urubu', que minha empresa 'é um lixo' e que a imprensa só aparece quando acontece alguma coisa ruim e que, quando a situação está boa, ninguém aparece", relatou Juliana, em entrevista ao G1.
O ataque ocorreu minutos antes de Juliana entrar no ar ao vivo. Ela afirmou que conversava com pacientes e, em nenhum momento, pediu entrevistas ou se dirigiu a ele. O servidor foi identificado como Rafael Tressi Geraldo.

"Fiquei extremamente nervosa e constrangida. Havia várias pessoas no local. Sou uma mulher pequena, tenho cerca de 1,55m e estava diante de um homem alto e grande, que estava alterado e falando de forma agressiva comigo", completou.

Na segunda-feira (28), a profissional abriu uma reclamação na Secretaria de Saúde da cidade. Em nota oficial, a Prefeitura de Teresópolis confirmou que "foi determinado o afastamento imediato do servidor de suas funções na direção da UPA 24h" e manifestou solidariedade à jornalista. "A portaria de exoneração do servidor já foi determinada pelo gabinete do executivo", completou o comunicado.

Em conversa com os seguidores do Instagram, Juliana explicou por que não abriu boletim de ocorrência. "Infelizmente, ser babaca nesse país não é crime. Como ele não cerceou minha entrada, não encostou em mim e não disse coisas tipo 'você é mulher', 'sua vagabunda', acredito que não tenha materialidade para ele receber processo. Ele foi um babaca, mas cabe, sim, uma reclamação na ouvidoria", alertou.


Parabéns à administração pública, que exonerou o babaca, e a repórter, que teve inteligência emocional para se posicionar como cidadã e profissional.

No telejornal Inter 2, a âncora Michelle Canciler saiu em defesa da repórter e, em nome da emissora, manifestou repúdio. 

"Isso é inaceitável. A InterTV não escolhe notícia para agradar ou desagradar autoridades. Quando há problemas, nós mostramos. Quando há avanço, nós mostramos também. Foi exatamente o que nossa repórter estava fazendo", completou.

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