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🅰️TIVISMO JUDICIAL. De quem Ă© a culpa?

đŸ…Ÿ️ Avanço da judicialização e do ativismo dos juĂ­zes decorre da omissĂŁo dos outros Poderes. SĂŁo recorrentes as crĂ­ticas dos polĂ­ticos Ă  judicialização e ao ativismo judicial. 

É salutar a crĂ­tica parlamentar a iniciativas como a do Supremo Tribunal Federal quando legitimou a multiplicação de partidos —hoje sĂŁo 35 com registro oficial, embora nĂŁo se conheçam 35 ideologias. 

Da mesma forma, hĂĄ coerĂȘncia nos protestos contra a judicialização da saĂșde.

O óbvio, ululante, evita-se reconhecer: o avanço da judicialização e do ativismo dos juízes decorre da omissão dos outros Poderes.

Caso exemplar é o da controvérsia sobre a prisão em segunda instùncia. O Judiciårio por muito tempo adotou o princípio como vålido. Na década passada, mudou o entendimento. Em outubro de 2016, voltou a legitimar a prisão de réus condenados após julgamento em colegiados.

Desde o inĂ­cio deste ano hĂĄ uma pressĂŁo relevante para que o Supremo julgue a questĂŁo pela quarta vez. A motivação ainda Ă© o nome na capa do processo: Luiz InĂĄcio Lula da Silva, lĂ­der do PT, condenado por duas vezes a 12 anos e um mĂȘs de prisĂŁo por corrupção.

O Congresso nacional pode, via emenda constitucional, resolver a questĂŁo da prisĂŁo em segunda instĂąncia. Cabe perguntar: por que o Legislativo jĂĄ nĂŁo o fez?

NĂŁo existe vĂĄcuo em polĂ­tica e o espaço aberto pelo Legislativo acaba sendo ocupado pelos demais Poderes. 


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