Não importa qual a intensão, seja boa ou má, a interferência de um dos poderes em outro é um ataque direto a democracia. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin determinou, na segunda-feira (5), restrições sobre o número de armas de munições e armas que podem ser obtidas por CACs (caçadores, atiradores e colecionadores), sob o argumento de aumento do risco de violência política na campanha eleitoral. Ele também fixou uma tese de que a posse de armas só pode ser autorizada a pessoas que demonstrem "efetiva necessidade" do uso desses equipamentos. Essa certamente não é uma questão a ser resolvida pelo judiciário, que deveria se declarar incompetente para tal julgamento. O uso de arma é decisão do legislativo, através de lei e a forma (quando, por quem e onde usar) é atribuição do executivo, mas nunca, nunca do judiciário. Fachin atendeu aos pedidos, de forma liminar (provisória e urgente) , em três ações, duas do PSB e uma do PT, contra trechos de dec...