PM aposenta com salário integral tenente-coronel preso por ter cometido feminicídio contra esposa
O oficial permanece preso preventivamente e enfrenta conselho de justificação que pode culminar em sua demissão

A Polícia Militar de São Paulo oficializou a transferência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva da corporação.
A decisão garante ao oficial, preso preventivamente sob acusação de feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, o direito à aposentadoria com vencimentos proporcionais, estimados em cerca de R$ 20 mil mensais.
Conforme portaria da Diretoria de Pessoal da PM, Geraldo Neto cumpre os requisitos para se aposentar pelos "critérios proporcionais de idade", o que lhe assegura vencimentos integrais. Embora seu último salário bruto girasse em torno de R$ 28 mil, os cálculos de proporcionalidade indicam que o valor final de sua aposentadoria deve se aproximar dos R$ 20 mil mensais. Esses dados constam no site da Transparência do Governo de São Paulo.
Isso é uma vergonha para a polícia militar de todo o Brasil. A proteção a um tenente-coronel acusado se assassinato e que manchou a história da polícia com obstrução da justiça.
Apesar da aposentadoria, o tenente-coronel Geraldo Neto continua respondendo a um processo administrativo que pode alterar significativamente sua situação. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a instauração de um conselho de justificação, procedimento que visa apurar a conduta do oficial e pode culminar na sua demissão, perda do posto e da patente. Então, porque apressar um processo de aposentadoria? Seria mais simples aguardar o resultado do PAD.
A defesa do tenente-coronel Geraldo Neto, por sua vez, defendeu a medida, afirmando que a aposentadoria foi "apenas uma decisão particular do meu constituinte, após ter cumprido sua missão na salvaguarda dos cidadãos."
O Brasil precisa parar de dar "jeitinho" para bandidos. Precisamos acreditar que o país tem como superar os feminicídios, o crime organizado e a corrupção da política.
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