Pular para o conteúdo principal

Acho que ele fará uma boa limpa'

 

O que pensam brasileiros em risco de deportação que apoiam Trump: 'Acho que ele fará uma boa limpa'

Durante a convenção republicana, em julho, apoiadores trumpistas empunhavam placas pós-deportação em massa

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Durante a convenção republicana, em julho, apoiadores trumpistas empunhavam placas pós-deportação em massa

O brasileiro Rafael*, de 36 anos, vive há mais de 6 meses com uma tornozeleira eletrônica presa à sua perna direita. O objeto precisa ser recarregado a cada 8 horas e apita ou treme sempre que os agentes da Imigração e Alfândega dos EUA, o ICE (na sigla, em inglês), perdem o sinal de rastreio dos passos dele, na região metropolitana de Miami, Flórida, onde 

Rafael vive com a mulher, Soraia*, de 41 anos, e o filho de quase 4 anos do casal.

A tornozeleira eletrônica é uma lembrança constante de que o destino da família pode mudar a qualquer momento, de forma abrupta. Seria o fim do que o casal chama de "o sonho americano", iniciado em setembro de 2021, quando os três cruzaram a fronteira do México com os Estados Unidos pelas mãos de um coiote que lhes cobrou R$ 90 mil pela travessia.

De lá pra cá, o pedido de asilo do casal foi negado, assim como todos os recursos. Há 6 meses, quando a última apelação foi recusada na Justiça, o ICE instalou a tornozeleira na perna de Rafael e os advogados da família os avisaram que uma ordem de deportação era iminente.

Agora, com a posse de Donald Trump a Casa Branca, a ordem de partida parece cada vez mais provável.

"De noite, quando eu deito na cama, com a tornozeleira pesando na perna, tenho que fazer um esforço muito grande para dormir e poder trabalhar no dia seguinte. O que a gente sente é medo, né?!", afirma Rafael.


OPINIÃO 

POR ROGÉRIO ALVES 



Imigração: Deportação ou Integração?

O caso de Rafael e sua família reflete o drama de milhares de imigrantes que vivem sob a ameaça da deportação nos Estados Unidos. Muitos desses indivíduos deixam seus países em busca de melhores condições de vida, fugindo da violência, da miséria e da falta de oportunidades. No entanto, uma vez dentro do novo país, enfrentam desafios como barreiras culturais, burocracia rígida e, em muitos casos, rejeição da própria sociedade que ajudaram a fortalecer.

A questão central é: 

um país deve simplesmente deportar seus imigrantes ou integrá-los para fomentar seu próprio crescimento socioeconômico? 

Defensores da deportação argumentam que a imigração irregular sobrecarrega os serviços públicos e pode representar riscos à segurança. Por outro lado, há estudos que demonstram que imigrantes contribuem significativamente para a economia, ocupando postos de trabalho essenciais e impulsionando o consumo.

A história mostra que grandes nações se construíram com base na diversidade. Os Estados Unidos, por exemplo, se tornaram a maior potência mundial justamente pela força de sua população imigrante. A solução, portanto, não deveria ser a simples expulsão, mas sim a criação de políticas eficazes de regularização e integração, permitindo que aqueles que já vivem no país possam contribuir legalmente para o desenvolvimento da sociedade.

E você, o que pensa sobre isso? 

Deportação em massa é a solução, ou devemos buscar alternativas que equilibrem segurança e oportunidades? Deixe sua opinião!

Comentários

  1. Se houver um critério expresso e fiscalizável pelas instituições essa medida pode servir de padrão para o mundo, caso contrário, me lembra o poema de Bertolt Brecht.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

COMENTE AQUI. 👆
Sua opinião é importante.

Postagens mais visitadas deste blog

CPMI DO INSS

Ex-dirigente do INSS nega ter cometido irregularidades em depoimento à CPMI Em depoimento à CPMI do INSS, o ex-coordenador Jucimar da Silva negou participação na autorização de descontos associativos, afirmando atuar apenas na folha de pagamento.  Ele disse não ter indicação política e que seus pareceres eram técnicos.  O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), contestou, citando saltos nos descontos ilegais e pareceres favoráveis a entidades investigadas, como Conafer e Contag. Suspenso da função por ordem da Justiça, Jucimar reiterou que não tinha poder decisório. Ouça a reportagem da Rádio Senado:

BOULOS CONTRARIA JANJA

  Boulos contraria Janja e bateu o martelo sobre quem comandará a Secretaria de Juventude, pasta mais importante de seu ministério. A escolhida foi a pernambucana Vitória Genuíno, integrante da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Ou seja, a nova comandante da Juventude será do grupo Boulos. S egundo fontes do Palácio do Planalto, Janja tentava, desde o início do terceiro mandato do marido, emplacar como secretário o influenciador René Silva, fundador do jornal comunitário “Voz das Comunidades”. Agora é esperar pra saber se a primeira dama vai aceitar essa puxada de tapete. 

NEGÓCIOS

  A nova amiga da Puma é a Anta  Ficou confuso? Calma, estamos falando de business .  As ações da Puma dispararam mais de 9% no  pre-market  após a chinesa  Anta Sports comprar 29% da marca por € 1,5 bilhão,  tornando-se a maior acionista da empresa alemã. O mercado leu o movimento como voto de confiança para a gigante esportiva num momento em que a empresa tenta se reerguer após  perder quase 50% de seu valor no ano passado . Enquanto a Puma passa a ganhar força na Europa e América Latina, o acordo faz com que a Anta acelere sua expansão no Ocidente, aumentando seu portfólio, que já conta com FILA, Salomon, Wilson, Arc'Teryx e outras.