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QUEM AINDA ASSISTE A SELEÇÃO BRASILEIRA ?

 

Na noite de quinta (20) a Seleção Brasileira enfrentou a Colômbia no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela 13ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 e venceu por 2 x 1.

Mas o assunto não é futebol.

Houve uma época em que o Brasil parava para assistir à "amarelinha" em campo, e essa paixão pelo futebol era, por vezes, vista como alienação política. 

Atualmente, a camisa amarela da Seleção foi apropriada por determinados grupos políticos, transformando-a em símbolo de uma ideologia específica. 

É possível que a associação tenha feito muitos brasileiros se afastassem desse símbolo nacional, temendo serem identificados com posições políticas que não compartilham.

A mudança reflete uma polarização crescente na sociedade brasileira, onde símbolos culturais e nacionais são cooptados para representar divisões políticas. 

Essa apropriação não apenas empobrece a riqueza cultural do país, mas também alimenta a intolerância e o ódio nas ruas. É preocupante ver que nossa cultura política não avançou; pelo contrário, parece ter regredido, permitindo que elementos que deveriam nos unir sejam usados para nos dividir.

É essencial resgatar e valorizar nossa cultura, reconhecendo o futebol como parte integrante dela, sem confundi-lo com manifestações de patriotismo cego ou alinhamentos políticos. Ver o povo unido, torcendo pela "seleção canarinho", é preferível a testemunhar cidadãos entoando discursos de ódio em defesa de líderes populistas. 

A cultura tem o poder de unir, de criar pontes entre diferenças e de promover o diálogo.

 

Ao valorizarmos nossa cultura e rejeitarmos a polarização política, damos um passo importante rumo a uma sociedade mais justa, tolerante e unida.

Que possamos, então, vestir a camisa amarela com orgulho, não como um símbolo de divisão, mas como um emblema de nossa identidade nacional e de nossa paixão compartilhada pelo futebol e pelo país, independentede que bandeira partidária você carregue.

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