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TEM DINHEIRO PRA FESTA, MAS PRA SAÚDE NÃO.

Procurador-geral Danilo de Castro sendo cobrado pela vereadora Professora Magnólia
 (Foto: Divulgação)

A liberação de R$ 12 milhões em emendas parlamentares destinadas ao Hospital Aldenora Bello se tornou alvo de questionamento no Ministério Público do Maranhão (MP-MA), mas até agora não tem parecer sobre o assunto.

Os recursos, aprovados no orçamento municipal, têm destinação específica para a construção de uma ala oncológica pediátrica na unidade, referência no tratamento do câncer no estado. 

A verba está empenhada desde novembro de 2025, mas ainda não foi repassada pela Prefeitura de São Luís.

“O valor já está assegurado no orçamento desde o ano passado. No entanto, o repasse não foi efetivado até o momento”, afirmou a vereadora de São Luís, Professora Magnólia.

ENTENDA O CASO.

No dia 30 de janeiro,  um grupo de vereadores protocolou representação no MP-MA questionando o não repasse das emendas. 

Participaram do ato os vereadores Marquinhos, Professora Magnólia, Wendel Martins, Fábio Filho, Flávia Berthier, Romeu Amin, Otávio Soeiro, Marcelo Poeta, Daniel Oliveira, Raimundo Júnior e Andrei Monteiro.

Outros vereadores também destinaram recursos ao hospital — Thay Evangelista, Clara Gomes, Thyago Freitas, Marlon Botão, Astro de Ogum e Raimundo Penha — embora não tenham participado da ida ao Ministério Público.

Segundo os parlamentares, a demora no repasse compromete diretamente a ampliação da estrutura hospitalar. Entre os projetos previstos com os recursos estão:

  • Abertura de 100 novos leitos;

  • Ampliação da ala pediátrica de 23 para 90 leitos;

  • Implantação de 32 leitos para pacientes adultos;

  • Criação do primeiro hospital oncopediátrico do Maranhão.

Atualmente, o Hospital Aldenora Bello conta com 164 leitos e atende pacientes de diversas regiões do estado. 

Os vereadores afirmam que a retenção da verba amplia filas de espera e pressiona a capacidade da unidade, mas nada disso sensibiliza o prefeito Braide e até o momento, parece que nem o procurador-geral de Justiça.


PARA O CARNAVAL FORAM LIBERADOS 22 MILHÕES 

A cobrança pela liberação do dinheiro para o Aldenora aumentou depois da autorização judicial para abertura de R$ 22,2 milhões em créditos suplementares para o Carnaval de 2026. 

A decisão foi concedida pelo desembargador Jorge Rachid, do Tribunal de Justiça do Maranhão, após pedido da gestão municipal.

O magistrado considerou que a estrutura do evento já estava montada e que eventual cancelamento poderia gerar prejuízos maiores aos cofres públicos. O valor autorizado supera em 3,5 vezes os R$ 6,3 milhões inicialmente apresentados na proposta orçamentária para a festa.

Enquanto o caso segue sob "análise do Ministério Público", os parlamentares aguardam providências que assegurem o cumprimento da destinação dos recursos voltados à área da saúde.

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