Pular para o conteúdo principal

Texto de Derrite é inconstitucional e coloca em risco combate ao crime.

O grande problema de entregar um projeto técnico nas mãos de um político carregado de interesse ideológico é que o resultado será sempre voltado ao interesse político partidário e não ao interesse público.

Segundo o Jornal Valor Econômico, o chefe da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, Mario Sarrubbo, defendeu que o relatório do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) do projeto antifacção é inconstitucional e deixa de fora dispositivos do texto enviado pelo governo Lula que buscava asfixiar financeiramente as organizações criminosas.

 Ao Valor, o secretário afirmou que Derrite, na prática, equiparou as facções a grupos terroristas em seu parecer e ainda suprime atuações atribuídas à PF pela Constituição Federal.

A Constituição, ao delimitar as atribuições da Polícia Federal (PF), estabelece que é competência desse órgão atuar em "prática que tenha repercussão interestadual" e "prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins" — tipos de ações exercidas por facções criminosas. 

Derrite, entretanto, determina que a PF só poderá ser acionada pelo Ministério da Justiça "mediante provocação do governador do Estado".

Em nota, a PF afirmou acompanhar "com preocupação" o relatório de Derrite. A instituição também disse que o texto traz "restrições significativas" à atuação da PF e dificulta o combate ao crime organizado.


Para Sarrubbo, é inconstitucional restringir a atuação da PF ao prever que o Ministério da Justiça só possa ordenar a atuação dela após provocação de um governador.

 "Ele não pode dizer que agora só o governador vai autorizar [a ação da PF]", destacou o ex-procurador-geral do Ministério Público de São Paulo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CPMI DO INSS

Ex-dirigente do INSS nega ter cometido irregularidades em depoimento à CPMI Em depoimento à CPMI do INSS, o ex-coordenador Jucimar da Silva negou participação na autorização de descontos associativos, afirmando atuar apenas na folha de pagamento.  Ele disse não ter indicação política e que seus pareceres eram técnicos.  O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), contestou, citando saltos nos descontos ilegais e pareceres favoráveis a entidades investigadas, como Conafer e Contag. Suspenso da função por ordem da Justiça, Jucimar reiterou que não tinha poder decisório. Ouça a reportagem da Rádio Senado:

BOULOS CONTRARIA JANJA

  Boulos contraria Janja e bateu o martelo sobre quem comandará a Secretaria de Juventude, pasta mais importante de seu ministério. A escolhida foi a pernambucana Vitória Genuíno, integrante da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Ou seja, a nova comandante da Juventude será do grupo Boulos. S egundo fontes do Palácio do Planalto, Janja tentava, desde o início do terceiro mandato do marido, emplacar como secretário o influenciador René Silva, fundador do jornal comunitário “Voz das Comunidades”. Agora é esperar pra saber se a primeira dama vai aceitar essa puxada de tapete. 

NEGÓCIOS

  A nova amiga da Puma é a Anta  Ficou confuso? Calma, estamos falando de business .  As ações da Puma dispararam mais de 9% no  pre-market  após a chinesa  Anta Sports comprar 29% da marca por € 1,5 bilhão,  tornando-se a maior acionista da empresa alemã. O mercado leu o movimento como voto de confiança para a gigante esportiva num momento em que a empresa tenta se reerguer após  perder quase 50% de seu valor no ano passado . Enquanto a Puma passa a ganhar força na Europa e América Latina, o acordo faz com que a Anta acelere sua expansão no Ocidente, aumentando seu portfólio, que já conta com FILA, Salomon, Wilson, Arc'Teryx e outras.