Por Agostinho Alves Araújo
O advogado bacabalense, militante em São Luís-MA, Dr. Agostinho Alves Araújo fez um histórico recente da Venezuela para colocar sua posição em defesa do povo da Venezuela, oprimido pela ditadura chavista, com Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
O advogado me fez uma pergunta: O povo venezuelano está reclamando?
Ele alerta para o fato de que a população venezuelana não está reclamando quanto à prisão do seu presidente e questiona: Como pode haver delito sem que o suposto ofendido reclame, denuncie? Ao contrário, o povo está nas ruas, comovido, comemorando uma libertação!
O amigo Agostinho termina por me fazer uma provocação: O Doutor vai dizer pelo povo venezuelano, o que o povo não está dizendo?
Nossos agradecimentos ao colega pelo debate aberto e profícuo.
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Hugo Chávez chegou ao poder em 1999. A Venezuela, partir dos anos 2010, entrou numa severa crise que foi agravada nos governos de Nicolás Maduro. O país entrou num colapso socioeconômico severo e crise humanitária.
Pobreza e Desemprego
Pobreza: Em 1999, a pobreza afetava cerca de 49,4% da população, com a indigência em 21,7%.
Crise e Reversão: A partir de 2013, a situação inverteu-se drasticamente. Em 2021, a Pesquisa Nacional sobre Condições de Vida (ENCOVI) indicou que 95% da população vivia na pobreza, isto com base na renda, e 77% em pobreza extrema.
Desemprego: A taxa de desemprego também flutuou, mas a crise econômica levou a uma alta subutilização da mão de obra e aumento do setor informal.
Perda do Poder da Moeda (Hiperinflação)
O país enfrentou um período de hiperinflação severa, que corroeu completamente o poder de compra da moeda, o Bolívar (que passou por várias redenominações, incluindo Bolívar Forte e Bolívar Soberano). O PIB da Venezuela chegou a cair cerca de 90% durante os governos Chávez e Maduro.
Êxodo para Outros Países
A crise humanitária resultou em um êxodo massivo da população. Milhões de venezuelanos emigraram para outros países, principalmente na América Latina e Caribe (como Colômbia, Peru, Equador e Brasil), em busca de melhores condições de vida. Estima-se que mais de 7,7 milhões de pessoas deixaram o país desde 2015, segundo dados da Plataforma de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V) em 2023.

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