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MERCADO

 Fonte: The News

O plano para unir ketchup e maionese

(Imagem: Bloomberg)

Duas das maiores empresas do mundo do setor de bens de consumo passaram os últimos meses em negociações secretas para uma megafusão.

A ideia era juntar o negócio de alimentos da Unilever (dona da Hellmann’s e Knorr) com a divisão de condimentos da Kraft Heinz. As conversas foram encerradas sem acordo.

Por que isso importa? 

O movimento revela o tamanho do desespero das gigantes para se adaptarem aos novos tempos. O consumidor tem buscado (i) opções mais saudáveis de marcas disruptivas ou (ii) opções mais baratas de marcas próprias dos supermercados.

A solução seria criar uma nova entidade independente, valendo dezenas de bilhões de dólares, para ganhar escala e cortar custos. 

As duas tinham motivos para isso…

  • Unilever: Tem feito um “detox” no seu portfólio para focar onde o lucro é maior: beleza e cuidados pessoais. O CEO admitiu que pode vender o braço de alimentos, avaliado em US$ 37 bi — principalmente Hellmann’s e Knorr.

  • Kraft Heinz: Tenta se reencontrar após anos difíceis sob a gestão da 3G Capital. A ideia era separar os embutidos, como a Oscar Mayer, do setor de molhos e condimentos.

Com a fusão travada, a Kraft agora aposta US$ 600 milhões em uma reestruturação interna. O foco é retomar o crescimento antes de tentar qualquer outro movimento ousado no mercado.

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