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GARANTIDA A POSSE DE TERRA EM ALTO ALEGRE DO MARANHÃO

 

Justiça assegura posse do Incra sobre área de 1,4 mil hectares para reforma agrária no Maranhão

Decisão unânime do TRF1 reverte anulação de desapropriação em Alto Alegre do Maranhão e garante permanência de famílias assentadas

Reprodução

A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve uma decisão favorável no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que mantém o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na posse de um imóvel rural em Alto Alegre do Maranhão. A área, que supera 1,4 mil hectares, já está destinada à reforma agrária e abriga famílias assentadas. O julgamento da ação rescisória, realizado pela 2ª Seção do tribunal, autorizou a continuidade do processo de desapropriação, afastando o risco de devolução das terras aos antigos proprietários.

O colegiado reverteu um entendimento anterior que havia anulado o processo administrativo sob a justificativa de falta de notificação prévia aos donos sobre a vistoria técnica. No novo exame do caso, os magistrados acolheram o argumento da AGU de que houve erro de fato na decisão anterior.


Documentos apresentados provaram que uma representante legal, autorizada por procuração, teve ciência da diligência, mas recusou o recebimento da comunicação e impediu a entrada dos servidores no imóvel.

A decisão destacou que a legislação vigente considera válida a notificação realizada por meio de representantes legais ou em casos de recusa injustificada. O tribunal ressaltou ainda que o imóvel integra o patrimônio público desde 2014, com posse consolidada e função social estabelecida.

Segundo o acórdão, a devolução da área é inviável, uma vez que o bem já foi incorporado ao poder público, restando aos antigos proprietários apenas o direito a eventuais indenizações.

Além de garantir a permanência das famílias residentes na área, o TRF1 determinou que novos assentamentos não sejam criados no local até a conclusão definitiva do processo, visando evitar conflitos. O julgamento também estabeleceu que o processo de desapropriação deve prosseguir normalmente após o trânsito em julgado, com a condenação da parte contrária ao pagamento de honorários advocatícios.

O procurador federal Gustavo Gomes afirmou que o resultado reforça a segurança jurídica das políticas de reforma agrária.

De acordo com o representante da AGU, a decisão consolida o entendimento de que áreas com ocupação consolidada e finalidade pública estabelecida não devem ser restituídas aos antigos donos, assegurando a estabilidade das famílias assentadas e a continuidade da política fundiária na região.

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