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Segue a luta dos defensores do Forró e o São João do Nordeste. Quem fala agora é Alcimar Monteiro.


Segue a luta dos defensores do Forró e o São João do Nordeste. Quem fala agora é Alcimar Monteiro.

"Sobre o que andam dizendo, quem fala sou eu mesmo.

Hoje, 23 de junho, véspera do Dia de São João, registro com a tranquilidade de quem tem quase 50 anos de estrada dedicados à nossa música: não tentem colocar palavras na minha boca.

O que eu disse, eu repito de cabeça erguida — e falei do futuro do nosso forró. Em mais um ano de tantos desafios para a nossa música e o nosso São João, sinto, com toda a certeza, que chega um novo tempo para o verdadeiro forró: o tempo de ele ocupar o coração do povo e o centro das nossas festas. Era disso que eu falava. De forró. De cultura. Do Nordeste. De mais nada.

O que vai mudar não é um governo. É a política cultural de qualquer governo com o verdadeiro forró — e isso só tende a crescer, para o bem das futuras gerações.

Essa valorização não pode ser favor de ninguém, nem depender de quem está no poder. Tem que ser política de Estado — permanente, acima de governos, de partidos e de bandeiras. Por isso aplaudo estados como a Bahia e Sergipe, que tratam o nosso forró como política pública séria, com palco e estrutura para os artistas. Se eu não estiver em determinado arraial, mas o verdadeiro forró estiver, me dou por satisfeito. Não é sobre mim. É sobre algo maior do que todos nós.

Porque o forró não é de esquerda nem de direita. O forró é do povo nordestino.

Quando eu canto, converso com os que abriram esse caminho e já não estão entre nós: nosso eterno mestre Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Sivuca e tantos outros. Gigantes que deram a vida por essa cultura, e cuja memória é dever nosso honrar.

E é dar palco e respeito a quem mantém essa chama acesa hoje: do sanfoneiro da feira do interior às grandes vozes dos maiores palcos do país — todos os guerreiros e guerreiras que rodam este Brasil com a sanfona, a zabumba e o triângulo na mão.

Essa sempre foi a minha única bandeira, e vai continuar sendo: a defesa do verdadeiro forró. Se você quiser defendê-lo comigo, seja bem-vindo, seja qual for a sua ideologia.

Viva São João. Viva Luiz Gonzaga. Viva o verdadeiro forró."

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