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Uma pausa na Copa. Agora começa o jogo da política no Maranhão.

 


Durante semanas, as atenções estiveram voltadas para a Copa do Mundo 2026, mas nessa segunda-feira teremos uma pausa até as semifinais. Enquanto isso, o campeonato que passa a prender a atenção dos maranhenses é outro: 

a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal.

E, convenhamos, o cenário está longe de ser simples.

As pesquisas divulgadas até agora colocam o deputado federal Duarte Júnior (Avante) na liderança da maioria dos cenários. Logo atrás aparece a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), embora ela tenha afirmado publicamente que não pretende disputar a eleição.

Se Roseana realmente ficar fora da corrida, a segunda vaga transforma-se em uma disputa aberta. 

Nela aparecem nomes de peso, como Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PT), Lahésio Bonfim (Novo), além de André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), que ainda enfrentam um problema interno capaz de influenciar toda a eleição.

É justamente aí que a eleição deixa de ser uma simples soma de votos e passa a envolver estratégia política.

A recém-criada Federação União Progressista reúne União Brasil e Progressistas, formando uma das maiores forças políticas do país, com enorme estrutura, tempo de propaganda e recursos do fundo eleitoral.

No Maranhão, porém, os dois principais nomes da federação caminham em direções opostas.

André Fufuca decidiu apoiar a pré-candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Estado. Já Pedro Lucas Fernandes está alinhado ao projeto de Orleans Brandão.

À primeira vista, alguém pode perguntar: qual o problema? Afinal, são duas vagas para o Senado.

O problema é que campanhas majoritárias dependem muito mais do que candidatos. Dependem de estrutura, tempo de televisão, recursos financeiros e organização partidária. Quando uma federação está dividida entre dois projetos para o governo, surgem dúvidas sobre como será distribuído esse patrimônio político durante a campanha.

  • Como ficará o tempo de propaganda? 
  • Para qual chapa irá a maior parte da estrutura? 
  • Haverá uma solução negociada ou o impasse seguirá até as convenções?

Essas perguntas ainda não têm resposta.

Enquanto isso, os bastidores fervem. As convenções partidárias se aproximam e poderão redefinir completamente o quadro eleitoral.

Se na Copa o torcedor aguarda os momentos finais, na política maranhense o jogo começa agora. E, ao que tudo indica, os lances mais decisivos ainda nem aconteceram.

A semana promete. E quem gosta de política fará bem em acompanhar cada movimento.

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