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| (Imagem: Reprodução/Migalhas) |
A condenação de Pablo Marçal ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais a Guilherme Boulos é um episódio emblemático do atual estágio do processo eleitoral brasileiro.
A decisão judicial reconheceu como ofensiva e ilegal a divulgação de acusações falsas e de um laudo médico forjado, publicado às vésperas do pleito, com claro objetivo de influenciar o eleitorado por meio da desinformação.
O Judiciário foi firme ao afirmar que a liberdade de expressão e a crítica política não autorizam ataques à honra, tampouco a fabricação de provas para destruir a imagem de adversários. A sentença deixa claro que campanhas eleitorais devem se dar dentro dos limites da lei, da ética e do respeito às regras do jogo democrático.
📎 Fonte: Migalhas
Esse caso demonstra que o processo eleitoral brasileiro é amadurecido e vigilante.
A Justiça Eleitoral e o Judiciário comum têm mostrado tolerância zero com abusos, fake news e práticas ilegais, aplicando punições que cumprem papel pedagógico e exemplar. Candidatos precisam, cada vez mais, compreender que não há espaço para vale-tudo eleitoral.
Esse rigor institucional é fundamental para o amadurecimento da democracia, pois ajuda a separar projetos, ideias e propostas de estratégias baseadas no ataque pessoal e na mentira. Ao responsabilizar quem ultrapassa os limites legais, o sistema contribui para a melhor seleção dos representantes e para o fortalecimento da confiança nas eleições.
Ainda assim, é preciso lembrar: o maior poder continua sendo do povo. Nenhuma decisão judicial substitui o papel do eleitor.
É nas urnas, por meio do voto consciente, que a democracia se realiza plenamente. Cabe à sociedade exercer esse poder com responsabilidade, memória e espírito crítico, escolhendo representantes comprometidos com a legalidade, a verdade e o interesse público.
É assim que a democracia se fortalece: com instituições firmes, leis respeitadas e cidadãos atentos.

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