
A ameaça bombástica de Max Verstappen de abandonar a Fórmula 1 parece chocante — e de fato é —, mas já vinha sendo anunciada há muito tempo. E não se engane: definitivamente não se trata de uma fala vazia de um piloto insatisfeito por não ter mais o melhor carro.
O tetracampeão mundial, que completa 29 anos em setembro, parece estar prestes a tomar uma decisão surpreendente: aposentar-se definitivamente ou, como fontes indicaram à ESPN como outra possibilidade, tirar um período sabático da Fórmula 1.
A pausa de quatro semanas causada pelo cancelamento de duas corridas no Oriente Médio marca o início de um período que definirá seu futuro.
A maior mudança de regras da história da F1, com transição para motores híbridos com uma ênfase massiva e sem precedentes na utilização de energia elétrica proveniente de baterias, enfureceu Verstappen e parece tê-lo levado à beira de uma decisão radical. Ele comparou os novos carros ao jogo de videogame Mario Kart, chamando-os de "piada" e "anti-corrida".
Verstappen disse ainda que qualquer um que tenha gostado das ultrapassagens constantes proporcionadas pela energia das baterias “não entende o que é corrida de verdade”.
Para piorar a situação, sua equipe Red Bull também parece estar significativamente abaixo do ritmo. Verstappen lutou para terminar em oitavo no GP do Japão, no domingo, depois de ser eliminado na Q2 da classificação.
Seu melhor resultado na temporada até agora é um sexto lugar na abertura do campeonato, na Austrália.
Para quem tem acompanhado a F1 atentamente, a revelação pode não parecer novidade.
Questionado pela BBC Radio 5 Live se poderia "abandonar a F1 no final do ano", Verstappen respondeu:
“É isso que estou dizendo. Estou pensando em tudo dentro deste paddock. Particularmente, estou muito feliz. Você também espera por 24 corridas. E então você pensa: vale a pena? Ou será que eu prefiro ficar mais em casa com a minha família? Ver mais os meus amigos quando não estou praticando meu esporte?”.
Essa foi a declaração mais próxima que ele fez de dizer abertamente que poderia se afastar.
Por volta do mesmo horário no domingo, veículos de comunicação holandeses intimamente ligados a Verstappen começaram a divulgar atualizações semelhantes, com a palavra “aposentadoria” em destaque.
Colapinto falou sobre o problema do super clipping com Bearman e reafirmou que isso pode ser perigoso.
"É quase como se você estivesse na volta de aquecimento e outro piloto estivesse em volta rápida. É uma curva que a gente faz a toda velocidade e ele estava mais de 50 km/h mais rápido do que eu", explicou. "Em alguns momentos é realmente perigoso. Fico feliz que ele esteja bem".
Lewis Hamilton, da Ferrari, também se mostrou descontente com o super clipping durante o fim de semana em Suzuka.
"Definitivamente, não é algo bom. Em alguns pontos, você chega praticamente sem potência. Assim, acaba apenas deixando o carro 'rolar'", disse.
O super clipping foi um problema durante todo o fim de semana no Japão. No TL1, por exemplo, uma câmera onboard de Max Verstappen mostrou o piloto da Red Bull atingindo 320 km/h na aproximação da 130R. Porém, ao ativar o super clipping, a velocidade caiu quase 50 km/h ao longo da curva até a chicane final. Com a polêmica, a Fórmula 1 evitou mostrar o onboarding dos carros durante a 130R nos dias seguintes.


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