
Um caso no mínimo inusitado aconteceu em São Paulo neste fim de semana. E uso a palavra “inusitado” para não dizer bizarro, surreal ou… enfim, faltam adjetivos.
Cada vez mais a falta de noção das pessoas ultrapassa níveis estratosféricos.
O ator Eduardo Moscovis interrompeu a apresentação do seu monólogo “O Motociclista no Globo da Morte” no sábado (28) para pedir que uma espectadora guardasse o celular ou deixasse o teatro.
Durante a sessão extra no Teatro Vivo, em São Paulo, o ator já havia feito o pedido antes, pedindo que a pessoa desligasse o aparelho, mas não foi atendido.
O mais impressionante é que, quando Eduardo Moscovis se dirigiu à espectadora, ela nem percebeu que o recado era para ela. Distraída com o celular, continuou usando o telefone durante todo o espetáculo.
A situação foi tão surreal que, ao final da peça, parte do público ficou na dúvida se aquela interação fazia parte da encenação. Não fazia: o momento foi completamente real.
* Vale lembrar que o uso de celular em teatros e cinemas é proibido. Além de ser uma infração, é extremamente incômodo para os atores no palco, que veem apenas o brilho da tela iluminando o rosto do espectador.
O incidente foi registrado na coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
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