A Alemanha é a "nova China" de Trump? | ||
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O que começou como uma troca de farpas se tornou uma crise militar que pode redesenhar o mapa do poder global. Na última sexta-feira, o Pentágono anunciou a retirada de 5 mil soldados americanos da Alemanha nos próximos 6 a 12 meses. | ||
A medida foi uma resposta à fala do chanceler alemão, Friedrich Merz, que afirmou que os EUA estavam sendo "humilhados" pelo Irã nas negociações pelo fim da guerra no Irã. Trump não gostou, ordenando a retirada e prometendo reduzir ainda mais a presença militar no país. | ||
Para além das tropas... | ||
Embora a retirada dos soldados seja a notícia que estampa as capas de jornais ao redor do mundo, analistas apontam que o buraco é muito mais embaixo. A Alemanha está se tornando o "alvo favorito" de Trump na Europa por três motivos principais: | ||
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Acontece que desde o fim da Segunda Guerra e a criação da OTAN, a Alemanha tem sido um aliado estratégico dos EUA. Enquanto os americanos garantiam a segurança contra a Rússia, em troca, usavam as bases alemãs como espaço para projetar poder no Oriente Médio e na África. | ||
Por isso, a medida não é polêmica somente na Europa. No Congresso americano, líderes republicanos de Defesa enviaram uma carta conjunta manifestando que estão "muito preocupados". | ||
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Por falar na OTAN… Ontem, o chanceler alemão disse em uma entrevista que os EUA seguem sendo o principal parceiro da Organização, em uma clara tentativa de colocar panos quentes no embate com os EUA. |

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