
Outubro de 2026 não foi apenas um mês movimentado, que mudou o tabuleiro político brasileiro e maranhense. Boa parte da agenda de novembro será consequência direta do que aconteceu nas urnas e na economia.
Se eu fosse você, não deixaria de acompanhar o Rogério Alves Notícias e colocaria estes assuntos no radar:
Lula foi reeleito em 25 de outubro com 64,25 milhões de votos, 51,79% dos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
O dado mais relevante para novembro é que Lula perdeu o primeiro turno e virou a eleição no segundo. Isso tende a influenciar a montagem do quarto governo:
o Planalto já inicia negociações com partidos de centro, e a composição ministerial deverá ser usada para construir sustentação parlamentar.
2. A direita venceu uma parte importante do Congresso.
O PL elegeu 121 deputados federais, tornando-se a maior bancada da Câmara. No Senado, a legenda também ficará com a maior bancada — a projeção mais recente do próprio Senado aponta 29 dos 81 senadores.
Portanto, Lula começa novembro sabendo que ganhou a eleição presidencial, mas terá pela frente um Congresso bastante mais difícil. Isso coloca no centro da discussão temas como ministérios, emendas, STF, segurança pública, reformas constitucionais e relação com o Centrão.
3. No Maranhão.
Outubro encerrou um ciclo político e novembro começa a transição de poder. Eduardo Braide foi eleito governador no primeiro turno, com cerca de 2,1 milhões de votos e 54,03% dos votos válidos.
O governo Carlos Brandão tinha até 30 de outubro para entregar à equipe de transição informações sobre dívidas, contratos, obras, orçamento e situação financeira do Estado.
Assim, novembro deverá ser o primeiro mês em que começaremos a saber com mais precisão o que Braide encontrou e o que pretende mudar. Ele já anunciou intenção de promover reforma administrativa, reduzir secretarias e trabalhar pela redução do ICMS.
Há, porém, um detalhe que merece muita atenção: Braide terá de governar negociando. O MDB elegeu 17 dos 42 deputados estaduais, enquanto o PSD de Braide ficou com apenas quatro. Ou seja: venceu o Executivo, mas não controla a Assembleia Legislativa.
Essa relação Braide–MDB–Assembleia provavelmente será uma das grandes histórias da política maranhense nos próximos meses.
4. Bacabal. saiu das urnas com um recado interessante.
![]() |
| Roberto Costa Prefeito de Bacabal |
Eduardo Braide venceu no município com 27.779 votos, 51,15% dos válidos, enquanto Orleans Brandão teve 20.454, ou 37,66%. Isso atingiu diretamente o grupo político alinhado ao governo estadual, principalmente o prefeito Roberto Costa, e criou consequências para a política municipal.
Já no segundo turno presidencial, Bacabal deu uma vitória muito ampla a Lula: 38.822 votos, ou 66,51%, contra 19.545 de Flávio Bolsonaro.
Esse cruzamento é excelente para análise política: o eleitor de Bacabal rejeitou o candidato do prefeito ao governo estadual e, três semanas depois, deu uma vitória esmagadora ao candidato presidencial de esquerda.
Isso demonstra que não existe necessariamente transferência automática de voto entre lideranças locais, governo estadual e eleição nacional.
Novembro será o mês em que prefeito, vereadores, deputados e grupos políticos de Bacabal começarão a se reposicionar pensando em Braide e, inevitavelmente, em 2028.




Comentários
Postar um comentário
COMENTE AQUI. 👆
Sua opinião é importante.