Por esses dias uma pessoa me ligou e perguntou se eu era advogado. Disse que sim e ele disse: opa, vai dar certinho. Então ele, falando sobre um determinado tipo de falcatrua, perguntou se eu sabia como se fazia. Eu disse que sim, que sabia. Mais uma vez, ele alegre, disse que ia dar "certinho".
Então, ele me perguntou quanto custava pra eu fazer e eu disse pra ele que esse tipo de serviço eu nao faria por dinheiro algum. Ele, surpreso, indagou: mas o senhor disse que sabia fazer.
Ai, eu disse a ele: Saber eu sei, mas fazer, jamais. Ele ficou mudo por alguns segundos e depois desligou. Essa é terceira vez que acontece esse tipo de assédio. No entanto, para mim, não fazer qualquer tipo de negócio suspeito e incorreto não é somente uma questão de ética profissional, é antes de tudo, uma questão espiritual.
Parabéns ao amigo e colega de profissão dr. Cláudio Cavalcante pela postura ética. E digo parabéns porque o que deveria ser regra hoje é exceção.
Portanto, viva a exceção.
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