QUEM Ă KIMI ANTONELLI ?đ

Ele largou na quarta posição e chegou em terceiro, com Lewis Hamilton em segundo e a vitoria de Max Verstappen. Esse pĂłdio, com 11 tĂtulos mundiais foi exatamente o que tornou este domingo mais especial.
Um piloto que começou a ser observado pela Mercedes aos 12 anos, que acumulou tĂtulos no kart, dominou a FĂłrmula 4, venceu as dquas FĂłrmulas Regionais, pulou a FĂłrmula 3, passou apenas uma temporada pela F2 e chegou Ă FĂłrmula 1 ainda adolescente.
Ao confirmar o tĂtulo no MĂ©xico, Andrea Kimi Antonelli, aos 20 anos, nĂŁo apenas devolveu Ă ItĂĄlia um campeonato que o paĂs nĂŁo conquista desde Alberto Ascari, em 1953. Ele tambĂ©m se tornou o campeĂŁo mundial mais jovem da histĂłria da FĂłrmula 1.
Do kart em Bolonha ao topo da Fórmula 1 foram anos de preparação para chegar a este momento. Depois de 73 anos, a Itålia olha novamente para um de seus pilotos e pode dizer que tem um novo campeão.
HĂĄ 73 anos a ItĂĄlia espera.
Um paĂs que praticamente ajudou a construir a histĂłria da FĂłrmula 1, terra da Ferrari, de Monza e de algumas das maiores paixĂ”es do automobilismo mundial, nĂŁo via um de seus pilotos conquistar o Campeonato Mundial desde 1953.
O Ășltimo foi Alberto Ascari.
Neste domingo, 1Âș de novembro de 2026, um garoto nascido em Bolonha finalmente mudou essa histĂłria.
DA ITĂLIA PARA O PROGRAMA DA MERCEDES
Andrea Kimi Antonelli nasceu em Bolonha, em 25 de agosto de 2006. Filho do piloto Marco Antonelli, cresceu no ambiente do automobilismo e rapidamente começou a chamar atenção no kart.
A Mercedes percebeu muito cedo que havia ali algo diferente.
Em 2019, quando Kimi tinha apenas 12 anos, a equipe alemĂŁ o incorporou ao seu programa de jovens pilotos. Naquele mesmo ano, venceu a WSK Euro Series e a WSK Super Master Series na categoria OK Junior, terminou como vice-campeĂŁo europeu da FIA e foi quinto colocado no Mundial.
Em 2020 veio um dos primeiros grandes sinais de que a aposta da Mercedes estava correta: Antonelli conquistou o Campeonato Europeu de Kart da FIA na categoria OK e também a WSK Euro Series.
No ano seguinte repetiu o tĂtulo europeu.
Ou seja: antes mesmo de entrar definitivamente nos monopostos, Kimi jĂĄ carregava no currĂculo dois tĂtulos europeus consecutivos de kart.
O SALTO PARA OS MONOPOSTOS
Em 2021 Antonelli começou sua transição para a FĂłrmula 4. Disputou nove provas da F4 Italiana e conseguiu trĂȘs pĂłdios.
Era apenas o começo.
Em 2022, jĂĄ correndo pela PREMA, simplesmente dominou.
Antonelli conquistou tanto o Campeonato Italiano de Fórmula 4 quanto a ADAC Fórmula 4, na Alemanha. Somando as duas competiçÔes, foram 22 vitórias, 21 poles e 27 pódios.
O garoto de Bolonha começava a deixar de ser apenas uma promessa.
Estava se tornando um fenĂŽmeno das categorias de base.
QUATRO TĂTULOS EM DOIS ANOS
Em 2023 veio mais um salto.
Antonelli iniciou o ano disputando a FĂłrmula Regional do Oriente MĂ©dio e saiu campeĂŁo, com trĂȘs vitĂłrias. Depois encarou a FĂłrmula Regional Europeia, a FRECA, uma das categorias mais competitivas do caminho para a FĂłrmula 1.
Também foi campeão.
Foram cinco vitĂłrias na campanha europeia e o tĂtulo conquistado ainda na primeira temporada na categoria.
O resultado era impressionante: entre 2022 e 2023, Antonelli conquistara os campeonatos da F4 Italiana, F4 Alemã, Fórmula Regional do Oriente Médio e Fórmula Regional Europeia.
Quatro tĂtulos em dois anos.
A Mercedes decidiu entĂŁo acelerar o projeto.
SEM PASSAR PELA FĂRMULA 3
Em vez de seguir o caminho tradicional e disputar a FIA FĂłrmula 3, Antonelli saltou diretamente da FĂłrmula Regional para a FĂłrmula 2 em 2024.
Era um risco enorme.
Competindo novamente pela PREMA, passou por um perĂodo natural de adaptação, mas venceu a Sprint Race de Silverstone e depois a corrida principal de Budapeste. Tornou-se o mais jovem piloto a conseguir mĂșltiplas vitĂłrias na histĂłria da categoria e terminou o campeonato em sexto lugar.
Naquele mesmo ano começou a ser preparado diretamente para a Fórmula 1.
Participou do primeiro treino livre do GP da ItĂĄlia, em Monza, e passou a realizar testes com carros da Mercedes.
A saĂda de Lewis Hamilton para a Ferrari abriu a porta que faltava.
2025: A ESTREIA NA FĂRMULA 1
Para substituir um heptacampeĂŁo mundial, a Mercedes escolheu um adolescente.
Antonelli estreou na FĂłrmula 1 em 2025 ao lado de George Russell e tornou-se o terceiro piloto mais jovem a iniciar um Grande PrĂȘmio na histĂłria.
E a primeira corrida jĂĄ mostrou seu potencial.
Na AustrĂĄlia, largou apenas em 16Âș e terminou em quarto.
Vieram também alguns recordes. No Japão, tornou-se o piloto mais jovem da história a liderar uma volta de uma corrida de Fórmula 1. Em Miami, conquistou a pole da Sprint e virou o mais jovem piloto a conseguir uma pole de qualquer tipo na história da categoria.
O primeiro pĂłdio chegou no CanadĂĄ, com o terceiro lugar.
Na parte final da temporada, Antonelli terminou em segundo no Brasil e em terceiro em Las Vegas.
Fechou seu ano de estreia em sĂ©timo no Mundial, com 150 pontos e trĂȘs pĂłdios.
Era uma boa estreia.
Mas nada poderia antecipar completamente o que aconteceria em 2026.
2026: DE PROMESSA A DOMINADOR DA FĂRMULA 1
Antonelli começou a temporada com um segundo lugar na Austrålia.
Na corrida seguinte, na China, veio a explosĂŁo definitiva.
Primeiro conquistou a pole. Depois venceu o Grande PrĂȘmio.
Aos 19 anos, tornou-se o segundo piloto mais jovem da histĂłria a vencer uma corrida de FĂłrmula 1 e o primeiro italiano a ganhar um GP desde Giancarlo Fisichella, na MalĂĄsia, em 2006.
Depois veio o JapĂŁo.
Outra vitĂłria.
Com o resultado, Antonelli assumiu a liderança do campeonato e se tornou o piloto mais jovem da história da Fórmula 1 a ocupar a primeira posição do Mundial.
E ele nĂŁo parou.
Venceu em Miami.
Venceu no CanadĂĄ.
Venceu em MĂŽnaco.
Venceu na Bélgica.
E entĂŁo chegou Monza.
MONZA: A VITĂRIA QUE FEZ A ITĂLIA SONHAR
Talvez nenhum momento de sua temporada tenha sido tĂŁo simbĂłlico.
Antonelli largou apenas da 19ÂȘ posição no GP da ItĂĄlia.
Mesmo assim atravessou o pelotão, disputou a liderança com George Russell e venceu em Monza.
Um italiano ganhava novamente o Grande PrĂȘmio da ItĂĄlia depois de 60 anos.
Se a ItĂĄlia jĂĄ acreditava, depois de Monza passou a contar os dias.
Antonelli ainda venceu o GP da Espanha e, no Ășltimo domingo, dominou o GP dos Estados Unidos, em Austin.
Foi sua nona vitĂłria na temporada.
Depois de 18 Grandes PrĂȘmios, os nĂșmeros sĂŁo impressionantes: nove vitĂłrias, 16 pĂłdios, sete poles e sete voltas mais rĂĄpidas.
73 ANOS DEPOIS...
A Itålia teve dois campeÔes mundiais de Fórmula 1.
Giuseppe “Nino” Farina conquistou o primeiro campeonato da histĂłria da categoria, em 1950.
Depois veio Alberto Ascari, campeĂŁo pela Ferrari em 1952 e novamente em 1953.
Desde então, nenhum italiano tinha levantado a taça.
Ascari jĂĄ nĂŁo Ă© mais o Ășltimo deles. Andrea Kimi Antonelli, aos 20 anos, nĂŁo apenas devolveu Ă ItĂĄlia um ccampeonato, como Ă© o mais jovem da histĂłria a conseguir um tĂtulo. SĂŁo 73 anos de espera que chegou ao fim.

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