17 março 2022

BOLSONARO NÃO QUER MARANHÃOZINHO.

A eleição estadual começa a tomar forma no estado do Maranhão. 

No bloco governista Brandão avança contra o senador Weverton, com apoio do governador Flávio Dino e na oposição Josimar do Maranhãozinho vai sendo obrigado a ceder espaço com Roberto Rocha na disputa pelo governo do estado.

Na minha opinião, a eleição estadual vai repetir a polarização nacional  Lula x Bolsonaro.

Leiam abaixo a matéria do blog do Domingos Costa sobre a situação do Moral da BR no PL.

Bolsonaro  quer tomar o PL de Josimar e entregar para Roberto Rocha

O presidente Jair Bolsonaro já admitiu a aliados que quer o senador Roberto Rocha, hoje no PSDB, filiado ao PL, comandado do Maranhão pelo deputado federal Josimar. Porém o ex-prefeito de Maranhãozinho tem resistido às investidas.

Josimar é político com números exitosos, lidera outros três deputados federais: Pastor Gildenemir, Júnior Lourenço e Júnior Marreca. Na Assembleia Legislativa, comanda um trio: a esposa Detinha, Hélio Soares e Vinicius Louro.

Na Câmara de Vereadores da capital possui apoio do seu sobrinho Aldir Júnior e outra meia dúzia de vereadores. E espalhado nos 217 munícipios maranhenses, o “Moral” como é apelidado, conta com apoio de mais de 40 prefeitos (entre esses, muitos familiares de primeiro e segundo grau).

– Fogo amigo

Por sua vez, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, aliado de Josimar, desconfia de que o presidente da República, Jair Bolsonaro, esteja por trás da operação da Polícia Federal deflagrada na sexta-feira (11) contra deputados federais do partido.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e em empresas ligadas aos deputados Josimar Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE).

Bolsonaro filiou-se ao PL no final de novembro, após ficar dois anos sem filiação. O presidente tentou negociar com vários pequenos partidos para que aceitassem lhe entregar o comando da legenda. Não tendo conseguido, acabou entrando no PL para concorrer à reeleição. Mas Valdemar Costa Neto manteve o controle dos diretórios.

Com abertura de uma janela para troca de partidos pelos políticos neste mês de março, sem risco de punição pela justiça eleitoral, passou a haver entre os políticos uma expectativa de revoada de parlamentares bolsonaristas para o PL. Por causa dessa revoada, já havia desconfianças de que o grupo tentaria tomar a legenda de seu atual comando.

Agora, com a operação da PF, Valdemar e seu grupo passaram a acreditar que o próprio Bolsonaro está à frente da operação. A mesma desconfiança foi deflagrada no PTB, partido sob o comando do ex-deputado Roberto Jefferson ao qual Bolsonaro quase se filiou. Preso, o petebista passou a presidência interina da legenda a uma pupila que considerava de sua confiança, Graciela Nienov.

Mas Jefferson descobriu que ela estava tentando se apoderar definitivamente da legenda. O petebista não quer abrir guerra com o Planalto, por isso não protestou publicamente, mas apurou que Graciela estaria recebendo apoio jurídico de pessoas ligadas ao presidente da República.

Agora a guerra é no PL. O grupo de Valdemar pretende esperar o fim da janela partidária, pois a filiação de novos deputados aumenta a parte que caberá ao PL no Fundo Partidário. Mas, fechada a janela, a ideia é reagir para evitar a todo custo a tomada do comando pelos bolsonaristas.

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