Na entrevista ao Globo o Ministro Fachin comentou sobre a necessidade de regras claras no que toca à participação de parentes de magistrados em advocacia — defendendo que não é necessário proibir, mas sim transparência total sobre onde, quando e como isso ocorre.
Em meio às tensões em torno de temas como o caso Banco Master e questionamentos à atuação de ministros, o presidente da Corte buscou transmitir uma mensagem de defesa institucional:
"o STF não se curva a ataques ou intimidações, e sua ação deve ser guiada pela Constituição e pelo devido processo legal, ainda que isso gere desconforto político".
Nesse sentido, comentou também que a investigação deve sair do STF.

O fato é que o Brasil inteiro estranha o fato de um ministro ter voado em jatinho particular de carona, outro ter uma esposa com contrato milionário com o banco acusado de fraude e um que revogue artigos de lei que possibilitam a apuração sobre ilícitos de membros da Corte Suprema.
O que essa entrevista revela?
Mais do que posições sobre temas técnicos, a fala de Fachin reflete um momento delicado para as instituições brasileiras: uma combinação de debates internos sobre ética e transparência, tensões externas entre Judiciário e outros Poderes, e o desafio de manter a confiança da sociedade em um ano de eleições intensas.
Em situações assim, as palavras do presidente do STF não apenas informam, mas também tendem a moldar percepções sobre o papel do Judiciário na democracia.
Ao defender autolimitação, transparência e respeito às normas internas, Fachin está propondo uma resposta institucional ao desgaste por críticas e ataques, ao mesmo tempo em que sinaliza que o Supremo pretende se manter fiel à Constituição e ao seu papel de guardião do Estado de Direito — mesmo em meio a pressões e questionamentos políticos.
O discurso tá bonito, mas na prática a urgência não pode ser lenta, senhor Ministro. Se é que o senhor me entende 🙄

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