Como o escritor Augusto Cury conseguiu entrar na corrida presidencial no prazo final para filiação
O psiquiatra e escritor Augusto Cury foi lançado como pré-candidato a presidente da República pelo partido Avante, após se filiar ao partido no prazo final para a disputa da eleição deste ano.
Segundo a legislação eleitoral, os candidatos que vão concorrer nas urnas devem estar filiados a um partido político até seis meses antes do pleito e o prazo terminou no dia 4 de abril.
Um dos escritores mais lidos do Brasil, Cury havia demonstrado interesse em disputar a eleição ao Palácio do Planalto nos últimos meses, mas esbarrava na falta de espaço em uma legenda para abrigar o projeto político.
“Minha candidatura só será possível se houver um partido que me convide, pois desejo fazer uma política de Estado, e não de partidos. Gostaria de ser procurado por partidos para que possamos conversar sobre projetos e não sobre pessoas ou ideologias. Caso não haja essa abertura ao diálogo, minha pré-candidatura não se viabilizará”, havia dito o escritor em março.
O convite que sacramentou a pré-candidatura do autor de best-sellers partiu do presidente nacional do Avante, o mineiro Luís Tibé, que esteve ao lado dele durante o anúncio da filiação e da entrada na corrida presidencial.
“A radicalização é agressiva, desumana e valoriza muito mais os projetos pessoais do que um projeto para o Brasil”, afirmou o pré-candidato.
Cury disse que teve encontros com presidentes de partidos para discutir o projeto presidencial, entre eles Gilberto Kassab (PSD); Marcos Pereira (Republicanos) e Aécio Neves (PSDB). Além disso, ele disse que se reuniu com o ex-presidente da República Michel Temer (MDB).
Pra começar, os presidentes de partidos citados não são os melhores nomes para discutir um projeto presidencial e o ex-presidente da República escolhido por Cury foi o que de pior poderia ter escolhido. Já quanto a sua candidatura, não tenho nenhuma crítica. Depois que o Brasil sobreviveu a Bolsonaro e ao Lula 3, nada de pior pode vir na disputa de 2026.
“Tive diálogos ricos e inteligentes com todos eles e, como sempre, sigo sendo um colecionador de bons amigos. Meu objetivo é contribuir para a construção do Brasil dos nossos sonhos. Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Uma jornada 100% baseada em projetos e 0% de ataques pessoais”, declarou.
Por Rafael Fantin


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