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Delegacia do 1º Distrito Policial de Bacabal, um lixo quase completo.


Desde o atendimento mais simples como o registro de um  B.O, ou a simples estrutura de apoio como ter cadeiras aos cidadãos ali reclamantes, nada disso tem na delegacia de policia do 1º Distrito de Bacabal.


"Um lugar sujo, nojento" nas palavras de uma usuária ocasional, que foi a delegacia neste início de setembro, registrar um BO, pois que teve sua bike roubada ao fazer compras em uma farmácia no centro da cidade, em pleno  meio dia. 

Com paredes manchadas, meladas, atendente que chega as três horas da tarde, o que num primeiro momento é estranho pois quando se trata de um serviço essencial, no mínimo teria que contar com plantonistas, pelo menos no horário comercial. 

Ah, a fila - cadê a fila? - não se via fila. Só se pede mais respeito por aqueles que ali chegavam entre os reclamantes, afinal ninguém estava ali por bem querer.  Mais organização em senha, tão baratinha e eficiente ou um bom e educado funcionário que assim organizasse, nada disso tinha ou tem por lá. 

DJ relatou ao Jornal O Mearim: "Nem fila tinha, todos avulsos lá. Ninguém sabia quem era o último. A atendente era devagar, mas nem a culpo, uma só pra um monte de gente daqueles... Fui 3:30hs e sai 6:30hs..."). 

Em todo caso, O Mearim vai a encontro com o delegado Carlos Alessandro já que este se colocou em entrevista exclusiva ao nosso Jornal, disponível para resolver até mesmo B.O. que porventura tivesse parado na sua função, servir de base para investigação policial, para saber de fato de quem é a culpa e o que fazer neste caso para tirar do lixo a delegacia, literalmente. 

RESPOSTA DO DELEGADO REGIONAL 

O delegado Carlos Alessandro falou pessoalmente com O Mearim quando assim foi procurado pelo Jornal, onde relatou dos motivos e prováveis soluções para o assunto em voga. 

No caso do único Computador para registro de B.Os, já se espera um novo, além de dividir o atendimento que também se dará na delegacia da mulher, quando relacionado a ocorridos especialmente com mulheres e menores; ainda que breve deve chegar uma pequena verba para reforma e estruturação de equipamentos no DP. Contudo, o delegado falou que em tão pouco tempo já solicitou ao Estado, Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão, com fotografias e documentos sobre solução para esse descaso com o ambiente de trabalho da polícia. 

Quanto ainda ao recebimento via doação particular de políticos e empresários de computadores, máquinas de senha, reforma de banheiros, central de ar-condicionado e outros, o delegado citou que tem sido constante as propostas de doação, porém este não tem aceito por conta de garantir além da legalidade a moralidade da coisa pública, onde não se ver devendo e até pagando favores a tais doadores que de certo já pensam no retorno quando assim tiverem pendências com a polícia. 

“Trabalho assim, fiz desta forma em Buriticupu, de onde sai com nome limpo e desta forma permaneço”, expôs o delegado. Carlos Alessandro ainda citou do quanto recebeu sem funcionamento normal as dependências de trabalho da polícia onde presta serviço diariamente. 

Indagado pelo jornal sobre as taxas arrecadadas nos bares e estabelecimentos comerciais típicos em Bacabal, o delegado mostrou o relatório financeiro detalhado e informou de que todo o recurso é enviado a capital de onde é prometido retorno de um percentual, o que até agora não tem acontecido, bem como foi em 4 anos em Buriticupu, disse o delegado. 

“Contudo, zelo pela aplicação da lei, por meio da transparência da coisa pública, onde usar recursos de um fim para outro, embora pareça moral, mas por ser ilegal, não faço. É dever do Estado, pois desse vou cobrar até receber”, finalizou o delegado Carlos Alessandro. 
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Referência: Jornal O Mearim. 

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