Anitta recusa show de fim de ano em Natal, RN — e gera onda de elogios e críticas nas redes
Nesta quarta-feira (27/11/2025), foi confirmado pela presidência da Funcarte — órgão de cultura da Prefeitura de Natal — que Anitta recusou o convite para se apresentar no evento natalino “Natal em Natal”, programado para o fim de ano. O motivo: o cachê seria pago com verba pública.
A equipe da cantora explicou que essa recusa faz parte de uma política interna vigente: para se apresentar para órgãos públicos, ela exige contratação via empresa produtora ou organizadora de eventos devidamente habilitada/licenciada — não aceita pagamento direto com dinheiro da prefeitura.
Segundo a secretária de Turismo de Natal, a decisão foi vista como “uma postura nobre”.
🌐 Repercussão nas redes — os elogios.
Nas redes sociais, não faltaram manifestações favoráveis à decisão da artista. Algumas das reações mais expressivas:
“Orgulho dela.”
“Eu amo essa mulher.”
“Sempre calando a boca do povo com seu empoderamento. A melhor em tudo.”
Em tom de protesto à repetição da “mamata” de shows com dinheiro público, usuários compararam:
“A surra nos sertanejos que criticam e são os que mais faturam com dinheiro público.”
Para muitos fãs e simpatizantes, a atitude de Anitta representou coerência, ética e responsabilidade — especialmente num contexto em que há críticas à forma como prefeituras distribuem recursos públicos para shows e eventos. A recusa, para esses, reforça a necessidade de transparência e respeito com o dinheiro de quem contribui.
Além disso, houve quem visse o gesto como um recado: impor maior rigor nos contratos entre artistas e poderes públicos, o que, potencialmente, pressiona por melhores práticas de governança cultural — com responsabilização, licitação, prestação de contas, etc.
⚠️ Também vieram críticas — forma de ver diferente
Apesar dos elogios, nem toda reação nas redes foi favorável. Alguns apontamentos contrários:
Há quem argumente que a ausência de Anitta pode privar o público natalense — afinal, shows com grandes artistas costumam atrair turismo, movimentar a economia local e dar visibilidade à cidade. Dependendo exclusivamente de produção privada, pode haver dificuldade para contratar grandes nomes.
Alguns criticam o gesto como “hipócrita”: se grandes shows já são por empresas ou produtoras financiadas — muitas vezes com incentivos públicos, patrocínios, leis de incentivo ou convênios — questionam se a recusa resolve o problema estrutural do uso de verba pública em cultura.
Por fim, há quem questione: será que o foco deveria ser apenas na fonte de pagamento, em vez de debater o uso de recursos públicos para cultura como um todo — o que pode incluir incentivos, patrocínios, leis de incentivo, editais e acesso equitativo à cultura?
Nas discussões, aparece também uma crítica contextual: em muitas cidades menores ou com menos atrativos, shows públicos chegam a ser a única forma de oferecer entretenimento e lazer de massa. A recusa de grandes artistas poderia limitar o acesso da população a grandes espetáculos.
🧭 Para além do show: o debate sobre verba pública, cultura e transparência
O episódio realça algumas tensões permanentes no Brasil:
Cultura vs. prioridades públicas — quando prefeituras investem parte de seu orçamento em shows, muitos questionam se não deveriam priorizar saúde, educação, infraestrutura etc. A recusa de Anitta reacende esse questionamento.
Transparência e boas práticas — ao exigir contratação formal via produtoras/licenciadas, a cantora aponta para a importância de contratos legais, prestação de contas e critérios de seleção claros para eventos públicos.
Acesso à cultura — por outro lado, se grandes shows só puderem acontecer via produtoras privadas, isso pode limitar espetáculos a quem puder pagar ou proximidades de grandes centros, fechando o leque de acesso cultural.
Imagem e responsabilidade de artistas de grande porte — o caso mostra como artistas com visibilidade nacional podem influenciar — de forma pública — debates estruturais sobre políticas culturais, uso de verba pública e responsabilidade social.

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