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30/11/2025

ANITTA.

 


Anitta recusa show de fim de ano em Natal, RN — e gera onda de elogios e críticas nas redes


Nesta quarta-feira (27/11/2025), foi confirmado pela presidência da Funcarte — órgão de cultura da Prefeitura de Natal — que Anitta recusou o convite para se apresentar no evento natalino “Natal em Natal”, programado para o fim de ano. O motivo: o cachê seria pago com verba pública. 


A equipe da cantora explicou que essa recusa faz parte de uma política interna vigente: para se apresentar para órgãos públicos, ela exige contratação via empresa produtora ou organizadora de eventos devidamente habilitada/licenciada — não aceita pagamento direto com dinheiro da prefeitura. 


Segundo a secretária de Turismo de Natal, a decisão foi vista como “uma postura nobre”. 


🌐 Repercussão nas redes — os elogios.

Nas redes sociais, não faltaram manifestações favoráveis à decisão da artista. Algumas das reações mais expressivas:


“Orgulho dela.” 


“Eu amo essa mulher.” 


“Sempre calando a boca do povo com seu empoderamento. A melhor em tudo.” 


Em tom de protesto à repetição da “mamata” de shows com dinheiro público, usuários compararam:


“A surra nos sertanejos que criticam e são os que mais faturam com dinheiro público.” 

Para muitos fãs e simpatizantes, a atitude de Anitta representou coerência, ética e responsabilidade — especialmente num contexto em que há críticas à forma como prefeituras distribuem recursos públicos para shows e eventos. A recusa, para esses, reforça a necessidade de transparência e respeito com o dinheiro de quem contribui.


Além disso, houve quem visse o gesto como um recado: impor maior rigor nos contratos entre artistas e poderes públicos, o que, potencialmente, pressiona por melhores práticas de governança cultural — com responsabilização, licitação, prestação de contas, etc.


⚠️ Também vieram críticas — forma de ver diferente


Apesar dos elogios, nem toda reação nas redes foi favorável. Alguns apontamentos contrários:


Há quem argumente que a ausência de Anitta pode privar o público natalense — afinal, shows com grandes artistas costumam atrair turismo, movimentar a economia local e dar visibilidade à cidade. Dependendo exclusivamente de produção privada, pode haver dificuldade para contratar grandes nomes.


Alguns criticam o gesto como “hipócrita”: se grandes shows já são por empresas ou produtoras financiadas — muitas vezes com incentivos públicos, patrocínios, leis de incentivo ou convênios — questionam se a recusa resolve o problema estrutural do uso de verba pública em cultura.


Por fim, há quem questione: será que o foco deveria ser apenas na fonte de pagamento, em vez de debater o uso de recursos públicos para cultura como um todo — o que pode incluir incentivos, patrocínios, leis de incentivo, editais e acesso equitativo à cultura?


Nas discussões, aparece também uma crítica contextual: em muitas cidades menores ou com menos atrativos, shows públicos chegam a ser a única forma de oferecer entretenimento e lazer de massa. A recusa de grandes artistas poderia limitar o acesso da população a grandes espetáculos.


🧭 Para além do show: o debate sobre verba pública, cultura e transparência


O episódio realça algumas tensões permanentes no Brasil:


Cultura vs. prioridades públicas — quando prefeituras investem parte de seu orçamento em shows, muitos questionam se não deveriam priorizar saúde, educação, infraestrutura etc. A recusa de Anitta reacende esse questionamento.


Transparência e boas práticas — ao exigir contratação formal via produtoras/licenciadas, a cantora aponta para a importância de contratos legais, prestação de contas e critérios de seleção claros para eventos públicos.


Acesso à cultura — por outro lado, se grandes shows só puderem acontecer via produtoras privadas, isso pode limitar espetáculos a quem puder pagar ou proximidades de grandes centros, fechando o leque de acesso cultural.


Imagem e responsabilidade de artistas de grande porte — o caso mostra como artistas com visibilidade nacional podem influenciar — de forma pública — debates estruturais sobre políticas culturais, uso de verba pública e responsabilidade social.

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