
A "OAB que se dane", disse a juíza Mônica Cataria Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, durante uma discussão com um advogado na segunda-feira (15/12) e mandou a Polícia Militar (PM) retirar os advogados da comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB-MT) do plenário no Fórum de Cuiabá.
Está passando da hora do CNJ começar a dar cursos de ética à magistratura e ensinar, como se ensina o beabá, qual a importância da advocacia e qual o papel do juiz no julgamento do Tribunal do Júri.
Em um vídeo circulado nas redes sociais, é possível ver a juíza dizendo "pode até chamar o presidente da OAB", após o advogado pedir que ela reconsiderasse a retirada dos representantes da entidade da sala.
Segundo uma nota publicada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) nesta terça-feira (16/12), os advogados estavam gravando os jurados do Tribunal do Júri — algo que é explicitamente vedado por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela jurisprudência. A imagem e a identidade dos jurados são protegidos para garantir a independência do veredito e a sua segurança pessoal.
Veja bem, se houve qualquer conduta imprópria do advogado no exercício da profissão, caberia a magistrada encaminhar o fato para a apuração competente, que é da OAB. E se ela não gostar, que tente mudar a lei, mas até lá, tem que seguir, como qualquer servidor público.
📹 Reprodução/@renanpcanto
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