A presidente em exercício da Venezuela mantém um discurso ambíguo.
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| Foto: Frederico Parra /AFP |
Na política externa ela promete barris de petróleo e abertura na exploração do negócio para as empresas americanas, mas nos discursos para o público interno, ela retoma radicalização o discurso chavista.
Delcy Rodríguez, que assumiu como presidente interina/em exercício da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A postura dela tem sido caracterizada por uma ambiguidade estratégica, equilibrando a necessidade de sobrevivência política interna com a pressão externa:
Política Externa/Econômica (Pragmatismo):
Após assumir o poder em meio a uma operação dos EUA, Rodríguez indicou abertura para reformar o setor petrolífero (PDVSA), permitindo maior investimento estrangeiro, incluindo empresas americanas, atendendo a demandas de Donald Trump.
Ela chegou a mencionar negociações de energia para "vender produtos no livre comércio".
Público Interno (Discurso Chavista/Radical):
Apesar de negociar com Washington, ela tem utilizado um discurso de resistência à "agressão militar" americana, declarando "basta" às ordens de Washington em discursos para trabalhadores do setor de petróleo, buscando manter a base do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).
Discurso de "Duas Facetas":
Rodríguez tenta equilibrar as pressões, pedindo "respeito" à soberania venezuelana enquanto negocia o futuro do petróleo com o governo Trump.
Esse comportamento reflete a "linha dura" e o perfil diplomático/pragmático de Delcy Rodríguez, que tenta manter a estabilidade do governo pós-Maduro.

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