28/01/2026

PORQUE O CONGRESSO NACIONAL NÃO TEM CREDIBILIDADE❓️

 Por que a Câmara e o Senado são como são — e o que isso tem a ver com o seu voto em outubro

No dia 4 de outubro, o Brasil vai novamente às urnas para escolher deputados federais e senadores. E antes que alguém diga que o importante é a eleição de presidente ou que “não gosta de política” ou que “todos são iguais”, é preciso encarar um fato simples e incômodo: o país que temos hoje passa, direta e inevitavelmente, pelo Congresso Nacional.

Se você olha para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal e não entende por que eles funcionam da forma que funcionam — ou pior, se nem lembra em quem votou em 2022 — talvez esteja aí a raiz do problema. Democracia não é só votar para presidente. Ela se constrói, ou se destrói, no Legislativo.

Quem manda no jogo hoje

No Congresso, as decisões não são tomadas de forma difusa. Elas passam pelas lideranças partidárias e de bancada, figuras que organizam votos, pautam projetos, negociam com o governo e travam ou liberam reformas.

  • Hoje, na Câmara dos Deputados, o governo é articulado pelo líder governista José Guimarães (PT-CE). 
  • Do outro lado, a oposição é liderada principalmente pelo PL, sob comando de Sóstenes Cavalcante, partido que concentra o bolsonarismo. 
  • Há ainda grandes blocos de centro — União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos — comandados por líderes experientes, como Antonio Brito, que muitas vezes definem o rumo das votações não por ideologia, mas por conveniência política.
  • Na esquerda, o bloco PT/PCdoB/PV, liderado por Lindbergh Farias, atua de forma mais orgânica com o Planalto. Bancadas menores, como PSOL/REDE, sob liderança de Talíria Petrone, exercem pressão política e simbólica, ainda que com menos votos.

No Senado Federal, o cenário é ainda mais sensível. O líder do governo é Jaques Wagner (PT-BA), enquanto a oposição se organiza sob nomes como Rogério Marinho (PL-RN). A chamada “maioria” é liderada por Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), exemplo clássico de como o centro político costuma ser o fiel da balança. Já a minoria tem em Ciro Nogueira (PP-PI) uma voz ativa contra o governo.

Esses nomes não são detalhes. São eles que decidem se um projeto avança, se uma CPI nasce ou morre, se um ministro cai, se o Judiciário será pressionado ou contido, se direitos serão ampliados ou restringidos.

O voto esquecido cobra seu preço

Quando o eleitor vota sem critério — ou vota e depois esquece — transfere poder a pessoas que passam quatro ou oito anos decidindo o futuro do país sem qualquer cobrança popular real. Depois, a indignação aparece nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp, nos comentários indignados. Mas aí já é tarde.

O Congresso que muitos criticam hoje foi escolhido nas urnas. Ele reflete o grau de atenção, consciência e responsabilidade do eleitorado naquele momento.

Outubro não é detalhe. É decisão.

As eleições de 4 de outubro não são um evento secundário. São, talvez, mais importantes que a própria eleição presidencial, porque presidentes passam; deputados e senadores moldam o sistema, controlam orçamentos, indicam autoridades, mudam leis e até interferem no equilíbrio entre os Poderes.

Conhecer quem são os líderes de bancada hoje ajuda a entender por que o país anda como anda. E mais: ajuda a escolher melhor amanhã.

Votar consciente não é votar por raiva, por meme ou por promessa vazia. É entender que cada voto ajuda a construir — ou a deformar — o Congresso Nacional.

Depois de outubro, não adianta dizer que não sabia. A informação está aí. A responsabilidade também.

O futuro do país começa muito antes do Planalto. Começa na urna.

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