Pular para o conteúdo principal

CASO MASTER - CAPÍTULO: GUERRA SUPREMA

 Guerra no STF escala com depoimentos na PF sobre 'abuso' de Mendonça.

Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes durante julgamento no STF

Imagem: Evaristo Sa - 2.set.2026/AFP


A remessa de uma série de relatórios de inteligência da Polícia Federal ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes contra o também ministro do Supremo André Mendonça elevou a guerra na corte a patamar inédito e de consequências imprevisíveis.

Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido de investigação contra André Mendonça. 

No despacho, Moraes afirma haver indícios de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução, por Mendonça, das investigações do Banco Master e das fraudes do INSS. 

Moraes sustenta, entre outros pontos, que Mendonça teria interferido na direção das investigações policiais, direcionado diligências e atuado irregularmente em tratativas de eventual colaboração premiada. São acusações formuladas por Moraes, ainda não conclusões de responsabilidade contra Mendonça.

Em reação à escalada da crise, Fachin abriu formalmente um procedimento no STF e determinou que Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações no prazo de cinco dias úteis. O objetivo declarado é esclarecer os fatos e as controvérsias relacionadas ao relatório da PF antes de eventual apreciação pelo plenário. 

Portanto, a controvérsia deixou de envolver apenas a possível investigação de Moraes e a validade dos atos de Mendonça. Agora existe também um pedido formal de investigação contra o próprio André Mendonça e um procedimento instaurado pela Presidência do STF para colher esclarecimentos das quatro principais autoridades envolvidas.


LEIA MAIS ➡️ 

CASO MASTER: mensagens de Vorcaro colocam Moraes no centro de nova crise no STF


CASO MASTER - SOB NOVA DIREÇÃO

Mendonça tem nova reunião com PF e recebe relatório sobre Caso Master


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CPMI DO INSS

Ex-dirigente do INSS nega ter cometido irregularidades em depoimento à CPMI Em depoimento à CPMI do INSS, o ex-coordenador Jucimar da Silva negou participação na autorização de descontos associativos, afirmando atuar apenas na folha de pagamento.  Ele disse não ter indicação política e que seus pareceres eram técnicos.  O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), contestou, citando saltos nos descontos ilegais e pareceres favoráveis a entidades investigadas, como Conafer e Contag. Suspenso da função por ordem da Justiça, Jucimar reiterou que não tinha poder decisório. Ouça a reportagem da Rádio Senado:

BOULOS CONTRARIA JANJA

  Boulos contraria Janja e bateu o martelo sobre quem comandará a Secretaria de Juventude, pasta mais importante de seu ministério. A escolhida foi a pernambucana Vitória Genuíno, integrante da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Ou seja, a nova comandante da Juventude será do grupo Boulos. S egundo fontes do Palácio do Planalto, Janja tentava, desde o início do terceiro mandato do marido, emplacar como secretário o influenciador René Silva, fundador do jornal comunitário “Voz das Comunidades”. Agora é esperar pra saber se a primeira dama vai aceitar essa puxada de tapete. 

NEGÓCIOS

  A nova amiga da Puma é a Anta  Ficou confuso? Calma, estamos falando de business .  As ações da Puma dispararam mais de 9% no  pre-market  após a chinesa  Anta Sports comprar 29% da marca por € 1,5 bilhão,  tornando-se a maior acionista da empresa alemã. O mercado leu o movimento como voto de confiança para a gigante esportiva num momento em que a empresa tenta se reerguer após  perder quase 50% de seu valor no ano passado . Enquanto a Puma passa a ganhar força na Europa e América Latina, o acordo faz com que a Anta acelere sua expansão no Ocidente, aumentando seu portfólio, que já conta com FILA, Salomon, Wilson, Arc'Teryx e outras.