21/01/2026

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Letícia Spiller: “Em alguns aspectos, me vejo melhor agora do que aos 20 anos”

A declaração de Letícia Spiller poderia soar provocativa se viesse de alguém distante do olhar público. Mas, dita por uma mulher que construiu sua trajetória sob os holofotes desde muito jovem, ela ganha densidade, verdade e — sobretudo — reflexão.

Aos 50 anos, a eterna paquita, não fala apenas de aparência ou vitalidade física. Sua afirmação revela algo mais profundo: a ideia de que o tempo, tão temido em uma sociedade que idolatra a juventude, pode ser também um aliado poderoso.

 Em alguns aspectos, ela se vê melhor agora do que aos 20 anos porque amadureceu, aprendeu a lidar com limites, fortaleceu a autoestima e passou a fazer escolhas mais conscientes.

Há, nessa fala, uma crítica indireta ao culto da juventude eterna, especialmente imposto às mulheres. Aos 20 anos, muitas vivem sob pressão: corresponder a padrões, agradar, provar valor, encontrar um lugar no mundo. Com o passar do tempo, essa cobrança externa tende a perder força — não porque desaparece, mas porque deixa de comandar a vida. O olhar passa a ser mais interno, mais generoso e, paradoxalmente, mais firme.

Letícia Spiller representa uma geração de mulheres que começa a ocupar um novo espaço simbólico: o da maturidade sem culpa. Mulheres que não negam o envelhecimento, mas também não aceitam que ele seja sinônimo de decadência, invisibilidade ou resignação. Pelo contrário, a maturidade passa a ser vista como território de liberdade, lucidez e potência.

Quando Letícia diz que se vê melhor agora, ela fala de segurança emocional, de saber dizer “não”, de reconhecer limites e, principalmente, de não depender do olhar alheio para validar sua existência. Aos 20 anos, há vigor. Aos 50, há direção. E direção, muitas vezes, vale mais do que velocidade.

Sua fala ecoa em homens e mulheres que começam a compreender que o melhor da vida nem sempre está no começo. Em muitos casos, está no meio do caminho — quando já não se vive no impulso, mas na consciência.

No fim das contas, a frase de Letícia Spiller não é sobre idade. É sobre tempo bem vivido. E sobre a coragem de reconhecer que crescer, amadurecer e envelhecer também podem ser formas de evolução.

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