Pular para o conteúdo principal

Justiça Eleitoral não é censora da internet.


Justiça Eleitoral não tem pulsão de ser censora da internet, diz ministro do TSE


O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Floriano de Azevedo Marques defendeu a atuação rápida da Justiça Eleitoral para coibir a proliferação de notícias falsas nas eleições, mas admitiu que o TSE está aprendendo – com a experiência dos últimos anos – a promover essa política de combate às fake news.

“A Justiça Eleitoral não tem a pretensão de ser a precursora e resolver o marco de regulação das redes. Esta é uma questão para o Congresso. Alguém dizer que tem a solução para regular as redes está chutando. A Justiça Eleitoral não tem a pretensão de resolver. Ela só tem uma responsabilidade: de a cada dois anos fazer o necessário para termos eleições confiáveis. E ponto”, ele explicou.

“A gente está aprendendo. A Justiça Eleitoral não tem a pulsão de ser censora ou corregedora da internet. O grande problema é que a Justiça Eleitoral é uma Justiça de contingência. Não é à toa que o Congresso dá margens normativas bastante largas para editar resoluções. Porque o dever da Justiça Eleitoral é decidir rápido porque se não decidir rápido não adianta nada”, acrescentou.
 

Na última semana antes da eleição, ele argumentou, uma publicação mentirosa no ambiente da internet pode promover estragos consideráveis numa candidatura e, com isso, interferir no resultado nas urnas. E a Justiça Eleitoral deve, na opinião de Azevedo Marques, atuar para coibir esse desequilíbrio e não aguardar que o estrago seja feito para depois tentar consertá-lo.

“Não temos como deixar de agir. É menos mal agir cometendo uma intervenção que não é a desejável do que não agir e deixar que uma conduta ilícita contamine o processo eleitoral. Porque depois retroceder, tentar consertar é pior para a democracia do que prevenir”.

Floriano de Azevedo Marques ainda falou sobre como o TSE deve aplicar a resolução que estabeleceu novas normas para a atuação das redes, explicou como o tribunal deve operacionalizar o repositório da jurisprudência – que será usado por juízes eleitorais para decidir a retirada de conteúdos do ar, falou sobre a troca de comando no TSE – com a posse da ministra Cármen Lúcia e saída do ministro Alexandre de Moraes e ainda analisou as críticas hoje feitas ao Supremo Tribunal Federal.

fonte: JOTA

Autor: FELIPE RECONDO – Diretor de conteúdo em Brasília. Sócio-fundador, é responsável por todo o conteúdo produzido pelo JOTA

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CPMI DO INSS

Ex-dirigente do INSS nega ter cometido irregularidades em depoimento à CPMI Em depoimento à CPMI do INSS, o ex-coordenador Jucimar da Silva negou participação na autorização de descontos associativos, afirmando atuar apenas na folha de pagamento.  Ele disse não ter indicação política e que seus pareceres eram técnicos.  O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), contestou, citando saltos nos descontos ilegais e pareceres favoráveis a entidades investigadas, como Conafer e Contag. Suspenso da função por ordem da Justiça, Jucimar reiterou que não tinha poder decisório. Ouça a reportagem da Rádio Senado:

BOULOS CONTRARIA JANJA

  Boulos contraria Janja e bateu o martelo sobre quem comandará a Secretaria de Juventude, pasta mais importante de seu ministério. A escolhida foi a pernambucana Vitória Genuíno, integrante da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Ou seja, a nova comandante da Juventude será do grupo Boulos. S egundo fontes do Palácio do Planalto, Janja tentava, desde o início do terceiro mandato do marido, emplacar como secretário o influenciador René Silva, fundador do jornal comunitário “Voz das Comunidades”. Agora é esperar pra saber se a primeira dama vai aceitar essa puxada de tapete. 

NEGÓCIOS

  A nova amiga da Puma é a Anta  Ficou confuso? Calma, estamos falando de business .  As ações da Puma dispararam mais de 9% no  pre-market  após a chinesa  Anta Sports comprar 29% da marca por € 1,5 bilhão,  tornando-se a maior acionista da empresa alemã. O mercado leu o movimento como voto de confiança para a gigante esportiva num momento em que a empresa tenta se reerguer após  perder quase 50% de seu valor no ano passado . Enquanto a Puma passa a ganhar força na Europa e América Latina, o acordo faz com que a Anta acelere sua expansão no Ocidente, aumentando seu portfólio, que já conta com FILA, Salomon, Wilson, Arc'Teryx e outras.